Pessoal, mais cuidado com o uso indiscriminado do "ex", como se o prefixo servissse para tudo o que já foi um dia. Ser "ex-mulher" ou "ex-marido" de alguém, por exemplo, não é o mesmo que ser "viúva" ou "viúvo" — e a todo momento a gente vê coleguinha confundindo as coisas por aí.
Pois ontem uma atenta amiga pegou coisa ainda "melhor" no Globo: a "ex-casa" (sic) do matador de Realengo.
Alguém aí sabe responder às pertinentes perguntas formuladas pela assídua colaboradora deste blog? São elas: "Quando o sujeito se mudou de lá, a casa deixou de ser casa? E virou o quê?"
Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
terça-feira, 12 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Da série 'Não está errado, mas...'
Na matéria "Vale o escrito", da Revista O Globo deste domingo, diz o subtítulo: "Neto de ex-bicheiro e historiador lança livro que traça um panorama do jogo (...)".
Para evitar dúvidas a respeito de quem é quem nessa história, ficaria melhor: "Historiador e neto de ex-bicheiro lança livro (...)".
Para evitar dúvidas a respeito de quem é quem nessa história, ficaria melhor: "Historiador e neto de ex-bicheiro lança livro (...)".
sábado, 9 de abril de 2011
Dedo na ferida
Muito bom o artigo de Cacá Diegues publicado hoje, no Globo, intitulado "O horror da diferença". Põe o dedo na ferida que está por trás da chacina em Realengo e lembra outros demonstrações escabrosas de intolerância ocorridas nos últimos dias.
Pequeníssimo detalhe que em nada diminui o valor do texto: embora a personagem de Drew Barrymore se afeiçoe ao ET — também uma criança, vale lembrar —, é seu irmão Elliot, vivido por Henry Thomas, que desenvolve amizade incondicional com o visitante do espaço, no filme de Spielberg.
Voltando ao jornal (e à realidade), parabéns ao nosso cineasta!
Pequeníssimo detalhe que em nada diminui o valor do texto: embora a personagem de Drew Barrymore se afeiçoe ao ET — também uma criança, vale lembrar —, é seu irmão Elliot, vivido por Henry Thomas, que desenvolve amizade incondicional com o visitante do espaço, no filme de Spielberg.
Voltando ao jornal (e à realidade), parabéns ao nosso cineasta!
Erro que se repete
Hoje, no Globo, novamente em matéria da tragédia de Realengo, mais uma vez usa-se a construção infantil, como definiu uma amiga (veja nota abaixo), "repetiu de ano".
Pessoal, uma clicada rápida no verbete "repetir" do Houaiss eletrônico informa: 4) t.d. cursar pela segunda vez (a aluna repetiu a primeira série).
Custa consultar?
Pessoal, uma clicada rápida no verbete "repetir" do Houaiss eletrônico informa: 4) t.d. cursar pela segunda vez (a aluna repetiu a primeira série).
Custa consultar?
Cérebro enrugado no Facebook
Alguém pode explicar o sentido deste anúncio de creme facial que está há dias no Facebook?
O título é: "Hoje, a pele lisa" (o que já dá um belo cacófato). E o texto diz: "Uma dica simples para eliminar rugas em ninguém. Seja claro, hoje, a pele lisa." (sic)
A pele de quem escreveu pode estar muito bem, obrigada. Já o cérebro... Será que o produto dissolve os neurônios juntamente com as rugas?!?
O título é: "Hoje, a pele lisa" (o que já dá um belo cacófato). E o texto diz: "Uma dica simples para eliminar rugas em ninguém. Seja claro, hoje, a pele lisa." (sic)
A pele de quem escreveu pode estar muito bem, obrigada. Já o cérebro... Será que o produto dissolve os neurônios juntamente com as rugas?!?
sexta-feira, 8 de abril de 2011
'JN' desacelera e toma bomba
Enquanto eu, às voltas com a pintura da casa, não consigo ver televisão ou ler o jornal com atenção, o pessoal de Madalena está superesperto. E manda mais essa — na verdade, duas da mesma reportagem da chacina no Rio, pescadas no “Jornal Nacional” de ontem.
A primeira bola fora veio em off, no resumo da vida escolar do assassino, quando a voz do locutor informou: “Ele nunca repetiu de ano.” Diz minha amiga, com razão: “Essa é uma construção comum no linguajar infantil, mas esquisita na boca de jornalistas do principal noticiário da mais importante rede de TV do Brasil, que, por conta disso, deviam voltar para a escola e repetir o ano.” Assino embaixo.
A outra falha ela considera “talvez perdoável, já que é em inglês”. Discordo. Acho que, se a gente se mete a falar a língua alheia (e no “JN”!), deve ter cuidado redobrado.
Mas vamos à informação errada. O jornalista dizia que o assassino havia usado um speedlower para recarregar a arma rapidamente. Na imagem — um desenho do tal acessório — aparecia a palavra correta: speedloader (speed = velocidade; loader = carregador).
Conclusão lógica da minha queridíssima amiga, que, além de dominar o Português, é casada com um inglês: “Se speedlower existisse, significaria justamente o oposto: um redutor de velocidade.” E não nem é preciso ser um expert em armas para perceber isso, concordam?
A primeira bola fora veio em off, no resumo da vida escolar do assassino, quando a voz do locutor informou: “Ele nunca repetiu de ano.” Diz minha amiga, com razão: “Essa é uma construção comum no linguajar infantil, mas esquisita na boca de jornalistas do principal noticiário da mais importante rede de TV do Brasil, que, por conta disso, deviam voltar para a escola e repetir o ano.” Assino embaixo.
A outra falha ela considera “talvez perdoável, já que é em inglês”. Discordo. Acho que, se a gente se mete a falar a língua alheia (e no “JN”!), deve ter cuidado redobrado.
Mas vamos à informação errada. O jornalista dizia que o assassino havia usado um speedlower para recarregar a arma rapidamente. Na imagem — um desenho do tal acessório — aparecia a palavra correta: speedloader (speed = velocidade; loader = carregador).
Conclusão lógica da minha queridíssima amiga, que, além de dominar o Português, é casada com um inglês: “Se speedlower existisse, significaria justamente o oposto: um redutor de velocidade.” E não nem é preciso ser um expert em armas para perceber isso, concordam?
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