sábado, 12 de novembro de 2011

A aventura de ler e caçar livros

Sobreviveu ao 11-11-11? O filmeco de mesmo nome (ou número) trouxe à lembrança coisa melhor: "O Clube Dumas", de Arturo Pérez-Reverte que virou filme pelas mãos de Roman Polanski — "O último portal", com bom elenco e muitas mudanças no roteiro — e, como convém ao autor homenageado, tem trama folhetinesca e cheia de reviravoltas.

O discutível herói é um caçador de livros raros, às voltas com duas tarefas: autenticar um original de "Os três mosqueteiros" e encontrar uma obra queimada pelo Santo Ofício e considerada demoníaca. Ilustrações quase idênticas, mas com pequenas discrepâncias, vão montando o quebra-cabeças para o leitor e o mercenário decifrarem o enigma.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Rio, transporte único

Elucubrações na plataforma do metrô — mais precisamente, na estação Botafogo, vindo do Centro e esperando "conexão" para Copacabana, logo ali.

O Rio deve ser a única cidade do mundo com transporte subterrâneo em que o usuário, em vez de fazer baldeação de uma ilnha para outra, para ir aos mais variados cantos do município e arredores, troca de trem para continuar na mesmíssima linha, no mesmo sentido, e avançar apenas umas duas ou três estações.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

No andar de baixo

Ancelmo Gois tanto reclama do abuso de expressões estrangeiras por aí e hoje, logo abaixo de sua coluna, uma das muitas matérias do Globo dedicadas ao traficante Nem traz em título e texto a praga do delivery, sem aspas ou itálico, como se se tratasse de vocábulo do nosso dioma.

Resta cobrar do colega sua tradicional indignação: "Delivery é o..."

Papéis trocados

Nunca é tarde para explicar — e, afinal, “O preço do amanhã” continua em cartaz. Diferentemente do que foi informado na crítica do Globo, Justin Timberlake e Cillian Murphy não são os protagonistas do filme.

O primeiro ocupa este posto, o segundo é seu antagonista — e, por mais que a considerem uma falha de escalação, Amanda Seyfried é a mocinha da história (ou protagonista feminina, como preferirem).

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Net, um espanto até nos textos

A Net nos dá sustos frequentes — os piores, claro, quando nos deixa sem internet e temos que trabalhar e na hora de pagar a fatura. Outros chegam a ser risíveis de tão absurdos, como esta sinopse de um filme intitulado "Ninja assassino" (HBO):

"Treinado desde criança para ser um assassino letal, Raizo deu as costas ao clã Ozunu que o criou e que agora busca vingança por seus sanguinários assassinatos." (sic)

Entendeu alguma coisa? Nem eu! Ainda estou rindo com o "assassino letal"...

Viva o povo brasileiro

O logradouro (com o qual minha rua se confunde) é mínimo e tem nome desproporcional ao seu tamanho: Praça Vereador Rocha Leão.

O imóvel recém-reformado é pequeno e tem fachada ainda menor.

Então, deve ter pensado o proprietário (ou sua mulher, ou um operário da obra, sei lá), por que não simplificar as coisas?

Criatividade é isso aí....
(...e como bem lembrou meu filho, o endereço só é um risco para sonegadores.)


Uma hora acerta

Quem escreveu a matéria do novo sistema de bondes de Santa Teresa (hoje, no Globo) fez várias tentativas de acertar os ponteiros com a nova reforma ortográfica, sem sucesso.

Uma hora saiu micro-onibus (com hífen e sem acento); outra, microonibus (sem nenhum dos dois).

O certo agora, porém, é micro-ônibus, com tudo a que o usuário do idioma tem direito.