terça-feira, 13 de março de 2012

Caras (de pau e pérola)

Dia de ir ao cabeleireiro (coisa rara) é dia de folhear Caras (novas e antigas) e constatar que a publicação continua um espanto. Basta passar os olhos em umas poucas páginas para encontrar muitas pérolas (também novas e antigas).

No setor antiguidade, por exemplo, muitos famosos (e outros nem tanto) seguem fazendo "planos para o futuro" (quero ver o manchetaço que vão dar no dia em que alguém começar a fazer planos para o passado; isso é que é notícia!).

Num dos exemplares da revista em que família virou "clã" e "chic", profissão, há chamada de um brinde sensacional: "support pour petites molheiras"! Será que o pessoal tem problemas com as saucières ou com o nosso idioma? Ou a redação é dividida entre um francês e um brasileiro? Afinal, às vezes encontra-se "chique" escrito em português.

Fica difícil insistir em alguma leitura, mas bem que fiz um esforço ao ver um título anunciando a "história de superações" do ator Lázaro Ramos, só para descobrir que se tratava de propaganda enganosa: o "petit texto" não contava nada a respeito do assunto.

sábado, 10 de março de 2012

No hipódromo, sem glamour

Um elenco de veteranos de primeira grandeza — a começar pelo protagonista, Dustin Hoffman (na foto, com Dennis Farina) — e uma história escrita com a força de quem viveu dramas muito próximos aos exibidos na tela. Estes são talvez os principais motivos para se ver “Luck”, mesmo que não se entenda nada, ou quase nada, de corridas de cavalos e de seus bastidores. Clique aqui para ler.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Tropeços de uma tarde de verão

Acho simpática a dupla de apresentadores do "Hoje", embora o excesso de informalidade muitas vezes comprometa o telejornal. Em outras ocasiões, como há pouco, são as escorregadelas que atrapalham.

Na tradicional chamada para o "Globo repórter" do dia, por exemplo, saiu um "é surpreendente as histórias (...)". Imagino que alguma palavra tenha sido comida no caminho, pois, sendo mais de uma, histórias, surpreendentes ou não, pedem sempre o verbo no plural.

Mais adiante, na matéria do brasileiro que morreu num acidente no Chile, onde escalava uma montanha, mais algumas palavrinhas fundamentais ("o corpo de") desapareceram em "o engenheiro foi encontrado dois dias depois e chegou ontem a (...)".

Recomenda-se mais atenção ao texto e menos papo "abobrinha".

quinta-feira, 8 de março de 2012

O Português e o Facebook

Nosso idioma nunca foi o forte do Facebook, vide a quantidade de besteiras nele publicadas. Agora, acho que ele se superou: incluiu nas muitas opções de postagens (em que o usuário escolhe quem pode lê-las) uma intiutlada "amigos" e outra chamada "amigos exceto conhecidos".

Agradeço se alguém souber me explicar o que isso significa exatamente.

A goiaba e outros bichos

Dizem que bicho de goiaba, goiaba é. Não sou médica, mas acho que tal princípio não se aplica ao divertículo.

Explico: hoje, no telejornal homônimo, a matéria da seção culinária/saúde tratava do fruto supracitado, que, segundo a repórter, não é recomendado "para quem sofre de diverticulite". Como o sufixo "ite", em medicina, significa "inflamação", imagino que a intenção era dizer que a goiaba não deve ser consumida por quem tem divertículos, porque, aí sim, pode provocar diverticulite.

A mesma reportagem teve outra surpresinha mais adiante: dando sua receita com a fruta do dia, o chefe de cozinha foi corrigido quando recomendou o uso de adoçante no lugar do açúcar, para o resultado ficar "mais leve". Segundo a colega, o correto é "mais light".

quarta-feira, 7 de março de 2012

Esforçada, mas não muito

Em primeiro lugar, explico que as postagens aqui andam raras porque a vida deu uma embolada. Assim, como a representante da prefeitura de Belfort Roxo (hoje, no "RJ-TV"), estou poupando forças para dar conta do trabalho de verdade (aquele que paga as contas).

Ao garantir que uma obra esperada há anos seria feita, disse a tal senhora para o repórter, depois de outras frases de efeito: "(...) vamos medir esforços (...)" Não é de admirar que os moradores em volta tenham feito cara de descrença.

sábado, 3 de março de 2012

Metamorfoses cinematográficas

Mesmo em filmes que não concorreram ao Oscar da categoria, a maquiagem pode fazer grande diferença, para melhor ou para pior, em todos os sentidos: pode ser ótima e convincente ou tosca e dispersadora da atenção do espectador; também pode enfear —como no caso de Glenn Close em "Albert Nobbs" (foto) — ou embelezar os artistas. Para o melhor ou para o pior, ela tem cada vez mais recursos, como se pode ver na atual temporada. Clique aqui para ler.