sábado, 28 de novembro de 2015

Dá até agonia!

Hoje não recebi O Globo, mas sempre há um colaborador de plantão.

Por e-mail, uma amiga diz que achou esquisita a regência na seguinte frase, encontrada no Segundo Caderno:

"(...) me deu uma agonia EM saber qual seria (...)".

Pois não é apenas estranha: inexiste!

Procure num dicionário.

Tem "a agonia DO Império Romano", "VIVER EM agonia"; ou "NA maior agonia"; "saia DESSA agonia"...

Agonia "em" alguma coisa, neca!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Leitura aos tropeços

"Por conta", "por conta", "por conta" do excesso de Português ruim no Globo, em que quase não há título ou subtítulo sem um "após" "após" outro "após" (tem até dois coladinhos na página 26 de hoje), resolveram "mudar", tentar um (igualmente desnecessário) "depois" e... tomaram um "TO TOMBO".

É isso mesmo.

Na página 29, "ações do BTG" tiveram "queda de (x)% DEPOIS TO tombo" da quarta-feira.

Ainda bem que não contaram o que aconteceu "antes" e "durante", ou o tropeço poderia ser pior.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Creche Globinho de Jornalismo

Nem Freud explica a obsessão do Globo com o "após", o "antes" e o "durante" — todos inúteis (quando não ridículos) em matérias mal escritas e pessimamente tituladas.

O atento amigo encontrou mais uma:

"Jato russo invadiu espaço aéreo turco antes de queda, diz Otan".

Bolas! Não invadiu "durante"? Não invadiu "depois"? Que coisa, hein?

Santa infantilidade, Batman!

sábado, 21 de novembro de 2015

Feminismo em bom Português


Fazia tempo que Gente Boba não aparecia por aqui. Pura preguiça.

Hoje, porém, não pra deixar passar essa regência horrorosa que inventaram na nota "O 'revenge porn' em questão":

"Temos que mostrá-los que aquela piadinha (...)".

As bobagens não param aí, mas essa doeu.

Colegas, temos QUE MOSTRAR A ELES, os homens. Se é indireto, o pronome é "LHE", OK?

E não existe vingança pornô ou coisa que o valha em Português, não?

O tempo ridículo do Globo


Parece piada!

Vejam o que o atento amigo achou ontem, "antes" do "após" de hoje, "durante" a falta de editor, redator e revisor no Globo:

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Besteirol global

"Após" o Globo, o jornalismo nunca mais foi o mesmo.

Vejam aqui o título trambolhesco que eu encontrei:

"Parte da árvore de Natal da Lagoa é destruída após ventania no Rio".

Será que os repórteres descobriram a identidade dos vândalos que esperaram a ventania passar pra entrar naquela água poluída e destruir um pedaço da árvore?

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Globo sem dicionário

Os últimos dias foram movimentados — e a colaboração do atento amigo me espera nos e-mails desde sexta-feira.

Como a praga, infelizmente, continua solta no Globo — a tal da temporização dos fatos — vale a nota.
Em matéria do acidente com o Citation que matou a cúpula da Bradesco Seguros, diz o repórter que a carcaça da caixa preta se desprendeu do gravador "durante a queda".

O amigo entende de aviação e garante:

"É impossível! Só o choque com o solo pode ter produzido isso."
Mais adiante, o "informativo" colega me sai com outra: o avião "ficou soterrado numa cratera de cinco metros de profundidade". 

Nova intervenção do meu amigo:

"O avião não ficou soterrado, ele abriu uma cratera de cinco metros de profundidade! E se despedaçou, evidentemente. Ninguém foi lá com um trator para jogar terra por cima e soterrar os restos. Seria uma maldade, no mínimo."

Preciso dizer mais?