quinta-feira, 7 de julho de 2016

Nem a Justiça escapa do massacre


A coisa está feia também no Estadão, a julgar pela matéria enviada por um amigo. (clique pra ler)

Vejam o "primor" de construção que está logo no primeiro parágrafo:

"(...) notifica ela sobre a ação penal a qual é acusada de (...)".

"Notifica ela"? "Notifica sobre"? "Ação a qual é acusada"?

Gente, ninguém sequer pensa antes de escrever?!

Pobre chef Jamie Oliver...

Os repórteres do Globo não têm se entendido bem com alimentos ultimamente.

Depois do infeliz "pedaço de comida" entalado, me saíram com um "tomou à frente do movimento" que é quase pornográfico.

Quem encontrou a pérola foi a assídua colaboradora, na Economia.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Ancelmo para infantes

O atento amigo quer saber (e eu faço coro): o que vem a ser o "pedaço de comida" que engasga?

Jornalismo tatibitate é isso aí.

sábado, 2 de julho de 2016

Aulas na redação. Urgente!


Já que não contratam revisores, os donos dos jornais podiam, pelo menos, pagar umas aulinhas de Português pros seus repórteres. Demonstrariam um pinguinho de preocupação com os textos que publicam.

Sugiro começar com regências e preposições, que estão um caos.

No Globo, como já notamos o atento amigo e eu, ninguém mais escreve biografias DE Fulano ou Beltrano: inventaram a "biografia SOBRE" — e o leitor que engula o erro.

Outra é o "chegar EM" (a assídua colaboradora encontrou exemplo feio hoje mesmo: "Ex-dono da Delta chegou NO aeroporto").

Não custa lembrar: chega-se À casa, AO aeroporto, AO lugar da sua escolha, desde que com a preposição correta.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Mais uma invencionice na praça

Recebi aquela revista do Casa Shopping, dedicada, claro, à decoração, que é o que eles vendem.

Mas também tem culinária, outra área que adora inventar modismos como a "gourmetização".

Prepararem-se para começar a ler e ouvir por aí o "empratamento" fino, que nada mais é que um neologismo criado para designar aqueles pratos metidos a besta, em que o visual é mais importante que a comida.

Em tempo: nenhuma dessas palhaçadas está no VOLP da Academia, OK? 

Redação de (e para) adultos

É impressionante ver que os colegas não sabem mais escrever nada sem os malditos "antes", "durantes" e "depois".

Na página 12 do Globo de hoje, a pobreza de vocabulário se repete no título:

"Adolescente morre APÓS ser baleado na cabeça no Borel". (esse "na cabeça no Borel" também é um horror!)

Vamos ser criativos e escrever como gente grande?

Algumas sugestões:

"Morre adolescente baleado no Borel"; "Jovem morre em tiroteio no Borel", "Rapaz é morto em troca de tiros entre polícia e traficantes" etc. etc. etc.

Por favor, parem de usar muletas e façam uma redação decente, não infantiloide. 

Jornalistas descobrem a pólvora

Não tive tempo de ler o jornal de hoje, mas o atento amigo leu — e as maravilhas não cessam!

Na página 15, o titulaço diz que moradores de rua estão morando sob o novo elevado do Joá.

A sensacional informação está no subtítulo:

"Eles se alimentam de peixes retirados do mar". Uau!

Os colegas queriam que eles pescassem no concreto? Ou acham que só há peixe nos rios?