terça-feira, 8 de novembro de 2016

Jornalistas criam nova língua


O atento amigo e eu não aguentamos mais as invencionices do Globo, especialmente no campo da regência.

Acho que ninguém estuda mais isso nas aulas de Língua Portuguesa.

Vai ver acham que regência tem a ver com monarquia, regime que não vigora aqui, sei lá.

O certo é que não param de publicar "alertou sobre", "alertam contra", "preza pela"... E por aí vamos, ladeira abaixo.

Acho que vou deixar o Português de lado e começar a estudar "O Cuidado de Si".

É isso mesmo, acredite. O amigo recebeu convite pra essa "Roda Filosófica" (sic) e está tentando entender o que é esse trem até agora.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A derrota da informação

Um amigo chamou minha atenção para a última página da editoria de Esportes do Globo.

Sob a vinheta "clássico da rodada", que trata de Flamengo e Botinha, encontra-se a pérola:

"Desde que a atual diretoria do Botafogo assumiu o clube, no ano passado, o alvinegro ainda não perdeu para o rival. Foram três jogos: uma vitória e duas derrotas".

Alguém me explica o que significa isso?

Não perdeu, mas foi derrotado?!?

'Globo', o falso pudico

O Globo conseguiu atingir o auge do ridículo!

Como pode um jornal que já perdeu a vergonha há muito tempo e imprime palavrões a dar com o pau ainda ter prurido de usar os verbos PÔR e BOTAR???

"O que vem a ser 'COLOCAR PRA QUEBRAR'?", pergunta, menos delicadamente, o atento amigo.

Caramba!

Nem xingando muito dá pra engolir uma imbecilidade dessas!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Coletânea de bobagem

Decidi fazer uma "arte" com as mais recentes colaborações do atento amigo, assinante do Globo, como eu.

Hoje, li o jornal mal e porcamente, mas ele pegou lá o "embarcam A Curitiba". De doer.

Nós somos de uma época em que o Português era mais bem escrito e embarcávamos PARA cidades e países diversos, uma delícia! Também dizíamos "boa-noite PARA todos" (que a Globo erra diariamente), mandávamos "beijos PRA todos" (e não A) e cantávamos "Parabéns PRA você". Bons tempos, viu?

O tal do "o pergunta" é inexplicável. Se um colega chegou a colunista do "maior jornal do país" sem saber usar o verbo PERGUNTAR, juro que não sei o que dizer. Um trem desses não tem desculpa.

Já o titulão lá do alto, tadinho, ficou mal formulado, mas nem errado está. O problema é o que o "SÓ" na frente pode confundir o leitor. A sugestão do amigo é:

"Das empresas listadas em Bolsa, 10% têm 80% do lucro global".

Fica mais claro, concorda?

Coletânea de bobagem

Decidi fazer uma "arte" com as mais recentes colaborações do atento amigo, assinante do Globo, como eu.

Hoje, li o jornal mal e porcamente, mas ele pegou lá o "embarcam A Curitiba". De doer.

Nós somos de uma época em que o Português era mais bem escrito e embarcávamos PARA cidades e países diversos, uma delícia! Também dizíamos "boa-noite PARA todos" (que a Globo erra diariamente), mandávamos "beijos PRA todos" (e não A) e cantávamos "Parabéns PRA você". Bons tempos, viu?

O tal do "o pergunta" é inexplicável. Se um colega chegou a colunista do "maior jornal do país" sem saber usar o verbo PERGUNTAR, juro que não sei o que dizer. Um trem desses não tem desculpa,

Já o titulão lá do alto, tadinho, ficou mal formulado, mas nem errado está. O problema é o que o "SÓ" na frente pode confundir o leitor. A sugestão do amigo é:

"Das empresas listadas em Bolsa, 10% têm 80% do lucro global".

Fica mais claro, concorda?

Um sujeito enrolado


Descobri aqui, perdido na cozinha, um pedaço do jornal de domingo — e, nele, um título pra lá de confuso, que fiz questão de fotografar.

É óbvio que seguros não "utilizam" peças; veículos, sim.

Mas o leitor do Globo precisa encarar uns dois parágrafos pra chegar na explicação da esdrúxula escolha do editor: estão estudando como permitir que donos de carros velhos consertem suas máquinas com peças usadas, pagas por um seguro que sairia mais em conta. Ufa!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Por uma boa informação médica

Mais um "primor" encontrado pelo atento amigo.

O site é dedicado a um assunto sério, mas trata com tal desprezo o texto introdutório que não desperta a menor confiança.

Começa misturando "tu" e "você", mete um plural absurdo em "tome conhecimentos", tem um "desejamos DE informar SOBRE" de doer...

Enfim, é um horror!

Só pra lembrar: deseja-se ALGUMA COISA PARA ALGUÉM.

Pode-se até ter desejo DE fazer ou comer algo, mas não se deseja DE, OK? Deseja-se. E ponto!

Também não se informa SOBRE nada em nossa língua.

É possível deixar uma informação SOBRE A MESA, por exemplo.

No mais, informa-se os leitores da regência correta e informo aos colegas como se faz pra escrever direitinho, porque o bom Português deve informar o Jornalismo.

PS1: a amiga revisora lembra que, embora os Houaiss da vida não gostem dela, a regência "informar sobre" é aceita por Celso Luft e companhia (o Francisco Fernandes que tenho aqui, também). Eu é que não aguento mais ver o "SOBRE" pululando por aí.

PS2: o atento amigo informa que, dentro do site, tem muito mais coisa horrorosa pra se ver. Ui!