domingo, 18 de dezembro de 2016

Segmento X Seguimento

O Globo está cada vez pior.

E não é só no conteúdo.

Outros SEGMENTOS da empresa vão mal: o Financeiro faz cobrança indevida, a distribuição falha com frequência...

Cada vez penso mais e mais se devo dar SEGUIMENTO a tanta chateação.

Será que, com essa explanação (só com fatos), o jornal melhora e os editores e repórteres (já que parece não haver mais redatores e revisores) aprendem a diferença entre SEGMENTO e SEGUIMENTO?

Vejam na imagem a coisa feia que a assídua colaboradora encontrou hoje na editoria ridiculamente intitulada Sociedade.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Dois milhões de coisas incorretas

Foi também o atento amigo que pegou mais um erro feio do Globo, na editoria País:

"DUAS milhões de assinaturas"!


Queridos colegas, MILHÃO é masculino. Pode-se pôr qualquer coisa depois dele (pessoas, mulheres, crianças, árvores, flores, o que for) que a concordância será no masculino:

DOIS MILHÕES.

Não confundam MILHÃO com MIL, que é muito mais flexível nessa questão e, com frequência, aceita os dois gêneros, OK?

Por trás de todo erro...

Joguei fora o encarte do Globo, mas o atento amigo pegou a falha da capa.

A imagem pode não estar uma maravilha, mas é suficientemente nítida para se ler:

"Todo O presente tem uma história (...)".

É claro que não queriam se referir a UM PRESENTE específico, que "conta uma história" da embalagem ao conteúdo.

A revistinha tem como objetivo vender PRESENTES, no plural.

Portanto, o artigo não cabe na frase.

O correto é:

TODO PRESENTE tem uma história para contar, QUALQUER presente que se quiser escolher.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Quando ele vier e eu vir

Tenho lido e ouvido muito INFINITIVO em frases que pedem o FUTURO DO SUBJUNTIVO.

Acho que a confusão acontece porque, em alguns verbos, a forma é idêntica.

Por exemplo:

"Se ele falar, quando eu começar...".

Mas não estão corretas as formas "se eu ver", "quando ele propor", "se você manter"...

Pense no tempo da ação: ela ainda não aconteceu, pode vir a acontecer, o sentido é de "caso aconteça".

Então, lembre-se:

se eu VIR; quando alguém TRANSPUSER, PROPUSER ou DEPUSER...

E se a coisa se MANTIVER desse jeito... sei não.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Em sua hora e em seu lugar


Ligo a NET em busca de opções que abafem a festa infantil do prédio (Deadpool, Ant Man, Star Wars VII...).

A primeira coisa que escuto é uma chamada do ESPN, que anuncia uma competição e me sai com um:

"(...) aquele momento ONDE todos (...)".

Pessoal, momento é TEMPO, não é lugar.

Se não cabe o advérbio QUANDO, experimente os "genéricos" EM QUE, NO QUAL...

As possibilidades corretas são muitas — e jornalistas e publicitários deviam conhecer todas, não é?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Alguém conhece um 'fato fictício'?!?


O atento amigo chegou de viagem e, pondo a leitura dos jornais em dia, encontrou os benditos "fatos reais", com destaque, no Segundo Caderno do Globo.

Coisa de Gente Boba, que até hoje não sabe que isso se chama PLEONASMO.

Se não é fato, é ficção. Entendeu, pessoal?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Os 3% não falam corretamente

Assisti à primeira série brasileira produzida pela Netflix, "3%", e até achei a trama interessante, melhor que a média das trilogias (ou "quadrilogias") para adolescente produzidas em Hollywood (aquelas ambientadas "numa sociedade distópica etc. etc.").

O autor só precisava da ajuda de um "dialoguista".

Fica esquisito ouvir da tal elite do título coisas como:

"Estão te precisando lá fora";

"Não esperava encontrar por isso";

"Não podemos perder isso do controle" e outras pérolas.

Mas fiquemos só nessas aí.

1) Na cena, o sentido é "necessitar", não "ajustar com precisão". Recomendo usar o verbo com preposição: "Estão PRECISANDO DE VOCÊ". É como falamos no dia a dia.

2) Dizemos "não esperava ENCONTRAR ISSO" ou "NÃO ESPERAVA POR ISSO". Juntar as duas coisas numa frase só não dá certo.

3) Mesmo caso acima. Ou "não podemos PERDER O CONTROLE DISSO" ou "não podemos deixar que ISSO SAIA DE CONTROLE".

Se a verba é pouca, roteiristas, tenham a humildade de pedir ajuda aos atores mais experientes (como Sérgio Mamberti e Zezé Motta). Eles sabem reconhecer o que sai mais naturalmente de suas bocas.