sexta-feira, 9 de junho de 2017

Título tenso...

Rir numa hora dessas?

Só mesmo com o Globo, em matéria lida na Suécia, acreditem!

Este blog também recebe colaboração internacional. Muito chique.

Nem preciso comentar o "após" e o "durante", né?

Caça-palavras e cassação

Entre uma e outra troca de ideias (como o que usar no lugar do feioso neologismo "favoritar": preferir, definir, eleger, escolher, selecionar?), o atento amigo e eu concordamos que a resistência do Globo com o "PRA" ultrapassou os limites do ridículo.

Hoje, ele encontrou na capa do jornal "o mar está PARA peixe", quando todos sabemos que a expressão é "o mar está PRA peixe".

Enquanto os editores se preocupam essas tolices, deixam de olhar para frases como esta aqui:

"É preciso moderar a sanha caçadora, porque você coloca em jogo o valor do mandato (...)".

O amigo e eu aprendemos que mandatos são CASSADOS.

Então, devia ser a sanha CASSADORA, não?

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Qual será o motivo?

Será que algum dia os colegas conseguirão escrever e titular matérias sem os malditos "após", "durante" etc.?

Que mania horrorosa!

Agora mesmo vi no Globo o título:

"Bebês são removidos de UTI neonatal após princípio de incêndio em hospital de SP".

Eles só foram retirados do local "DEPOIS" que apagaram o fogo?!?

Acho que queriam dizer que a remoção se deu POR CAUSA do incêndio, mas a lei de CAUSA e efeito, de que Newton tanto gostava, é coisa que ninguém mais conhece.

"CAUSA" virou "conta" e ficou por isso mesmo.

A vergonha é tanta que...

Não é só na versão online que O Globo tem feito misérias com o idioma.

O atento amigo mandou a foto da nota "Biruta", encontrada na página 2 do jornal. Diz lá:

"O dilema dos tucanos entre ficar ou deixar o governo temer é tanto que (...)".

O dilema é tanto?!? Como assim?!?

É fácil perceber que o advérbio não cabe aí, como cabe em "o desejo era tanto", por exemplo.

Dilema não se mede assim, certo?

Pra melhorar um pouquinho mais a esdrúxula frase, a autora também podia ter usado "apoiar ou deixar o governo".

"Ficar" pede a preposição "em": "ficar NO governo".

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Confusões imperdoáveis

As maravilhas (no Globo) não cessam!

Ontem, o atento amigo foi ler o novo colunista de Economia e achou a pérola:


"(...) embalagens de tamanhos diferentes? Isso é muito comum na SESSÃO de produtos de limpeza e higiene". (sic, com destaque meu.)

Hoje, uma amiga leu no Ancelmo que Henrique Alves "é de uma tradicional família política capixaba" e estranhou:

"Capixaba do Rio Grande do Norte?!?"

Já a chamada da primeira página a respeito do incêndio em um teatro no Shopping da Gávea fez outro amigo dar tratos à bola:

"Diz lá que 'o shopping fechou após o fogo'. Então, funcionou normalmente durante o incêndio?", ele pergunta.

Cartas para a redação (do jornal, obviamente).

domingo, 4 de junho de 2017

Fragmentos do discurso horroroso

Definitivamente, os editores estão se lixando pros textos que publicam no Globo.

Achou um horror a primeira reportagem dos atentados em Londres? Pois o descaso com o idioma continua.

Vejam só um pedacinho do que está hoje no jornal.

Além da repetição de verbo, do uso incorreto dos pronomes demonstrativos etc. etc., temos um ridículo "por volta das 22h08" (!) e a inexplicável frase:

"(...) subiu para sete o número de mortos dos atentados, o que, portanto, pode aumentar" (!!!).

Entendeu? Nem eu.

sábado, 3 de junho de 2017

Não dá pra entender mesmo!

Gente, confesso que não sei explicar o que ocorre neste texto do Globo.

Só lendo pra acreditar que publicaram essa coisa, que já começa com "três incidentes" que são "um caso de faca e veículo"!


Acho que nem Conan Doyle imaginaria a polícia britânica envolvida em tanta confusão, um verdadeiro samba do jornalista doido (talvez com uma solução de 7% nas ideias?!?) que mesmo o inteligentíssimo Sherlock jamais conseguiria destrinchar.

Ah, sim, quase me esqueço de comentar o "ao menos 19 pessoas" lá do alto. Tá feia a coisa, viu?