O atento amigo quase caiu do sofá ao ver, na Globonews, o repórter de Brasília mostrar o processo contra você sabe quem num quadro virtual onde se lia:
"(...) corre na primeira estância." Ui!
Já que os colegas da emissora desconhecem o idioma — não sabem sequer usar o advérbio INDEPENDENTEMENTE! — eu explico o termo jurídico:
INSTÂNCIA é "cada um dos juízos hierarquicamente organizados que sucessivamente conhecem da causa e proferem decisão", OK?
Do jeito que escreveram, o amigo sugere que alguma fazendola gaúcha passou a julgar ações de corrupção — e eu vejo nuvens negras sobre a "Estância Brasil".
Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Decifra-me ou te devoro
O Brasil vai descendo a ladeira e levando a língua pátria com ele.
O Globo está publicando em capítulos a "novela real britânica", verdadeira comédia de erros com Português de segunda e tradução de quinta (não ponham a culpa no Google, porque ele é capaz de fazer coisa bem melhor, como já demonstrei aqui).
O Globo está publicando em capítulos a "novela real britânica", verdadeira comédia de erros com Português de segunda e tradução de quinta (não ponham a culpa no Google, porque ele é capaz de fazer coisa bem melhor, como já demonstrei aqui).
Uma querida amiga (e colega jornalista) tem acompanhado a trama, hoje dedicada ao "marido de 96 anos da rainha" — será que amanhã vão falar dos maridos de 87, 91, 83...?!?
O último trecho em destaque é um primor esfíngico.
Alguém poderia decifrar pra gente, por favor?
Acesso indevido ao idioma
Antes de sair, recebi da assídua colaboradora a chamada sem sentido, reproduzida no cantinho direito da imagem.
Além de fazer "gracinha" no título (o que o peixe tem a ver com o réptil, me explica?), alguém simplesmente extinguiu o pobre tubarão!
Além de fazer "gracinha" no título (o que o peixe tem a ver com o réptil, me explica?), alguém simplesmente extinguiu o pobre tubarão!
Voltei e vi o "textículo" já corrigido, mas ainda sem graça: o bicho acabou "virando almoço".
Como quem procura acha, encontrei também um festival de horrores em matéria de três parágrafos.
Tem dois horários com precisão britânica antecedidos pelo ridículo "por volta de"; "após" em profusão; a "conta" no lugar da "causa", da qual sinto imensas saudades; coisas paradas que "seguem", mas não continuam; e uma frase esquisitíssima, que informa que "uma pessoa acessou indevidamente os trilhos do metrô". Uau!
Tem mais, minha gente. É texto pra ser reescrito do início do fim.
Se alguém quiser, eu refaço — "após acessar minha cama" e "seguir deitada", me recuperando do choque.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
De envergonhar a profissão
Começo a ter vergonha de contar pras pessoas que sou jornalista.
Como se não bastasse a tendenciosidade da chamada mídia, o Português que ela tem usado é de nível pré-escolar (os exemplos a seguir são do Globo).
Hoje, a assídua colaboradora leu matéria sobre o caso chocante do bebê baleado na barriga da mãe e lá está que ele "vestia a toquinha azul (...)".
Colegas, mais respeito! "Toca" é uma coisa e "touca" é outra, OK? A que se põe na cabeça é a segunda.
O atento amigo me conta que dois colunistas famosos de domingo aderiram ao pleonasmo "encarar de frente" — e sugere que se invente a sui generis "encarada de bunda". Vai que pega?
Foi ele também que encontrou, na página 3, perguntas formuladas assim:
"O 'sênior' acredita que (...)?"
Eu só acreditei porque confio no amigo, assim como na amiga que não aguenta mais ler reportagem sobre a família real britânica em que as palavras "pai" e "mãe" são substituídas por "parente".
Criançada, até o Google traduz "parents" direitinho pra nossa língua e sabe que, em Inglês, "parentes" são "relatives".
Não tem um "tio" ou uma "tia" pra corrigir a redação?
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Até no obituário?!
Trata-se, "apenas", de uma constatação do descuido com que são feitos hoje nossos jornais.
Na notícia da morte de Guaracy 7 Cordas, enviada por um amigo, duas vezes mencionam o desconhecido "Martinho da Viola".
Como o músico era portelense e o Martinho é da Vila, certamente o correto seria Paulinho da Viola, não é, colegas do Dia?
Como o músico era portelense e o Martinho é da Vila, certamente o correto seria Paulinho da Viola, não é, colegas do Dia?
quarta-feira, 26 de julho de 2017
Relaxamento absoluto
Quase me esqueci de duas colaborações enviadas pelo atento amigo dias atrás.
O puxão de orelha vai pros colegas da TV — e não me venham culpar "o cara das letrinhas", porque é obrigação do jornalista revisar o que entrega a quem redige as tarjetas.
O puxão de orelha vai pros colegas da TV — e não me venham culpar "o cara das letrinhas", porque é obrigação do jornalista revisar o que entrega a quem redige as tarjetas.
"Vítima" é feminino, OK? Portanto, pode ou não ser "CONFUNDIDA", com "A".
E, quando delimitamos um período de tempo, é preciso escolher: ou dizemos que uma coisa ocorreu (ou ocorrerá) "ENTRE uma data E outra" ou "DE tal A tal dia (ou ano etc.)".
Os erros estão cada vez mais primários. Uma lástima!
terça-feira, 25 de julho de 2017
De novo, o 'há' e o 'a'
Pois hoje a assídua colaboradora encontrou o oposto no Globo online.
Meteram a preposição "A" onde deviam ter usado "HÁ", numa frase que é um espanto:
"Familiares relataram à Polícia Civil que (Fulano) tem um quadro depressivo a pelo menos quatro anos, desde que sua mãe se mudou do Rio de Janeiro, mas que ele nunca apresentou quadro depressivo". (sic)
Regrinha básica: é passado, use "HÁ"; é futuro, use "A".
Espero não voltar ao assunto daqui A mais dois dias.
Ah, sim, colegas, prefiram "parentes" no lugar do feioso "familiares" e decidam-se: afinal, o rapaz tem quadro depressivo ou não tem?!?
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