sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Qual é o sentido da ilustração?


Ainda estou rindo com a legenda que o atento amigo encontrou ontem no.jornal O Popular, de Goiânia.

Gente, que jornalismo é esse que se faz hoje em dia? O que vem a ser essa identificação do edifício sede do Banco Central ANTES do anúncio da Selic?

Com razão, o amigo ironiza:

"Tô curioso pra ver a foto do prédio DEPOIS..."

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Depois do 'após', vem o 'durante'


Não sei por que ainda não inventaram uma vacina pra acabar de vez com essa praga de jornalista "situar no tempo" toda ação.

É tanto "após" isso, "após" aquilo — com alguns "durante" no meio — que a leitura se torna irritante.

Gente, para com isso! TUDO acontece em algum momento e não é preciso usar linguagem tatibitate pro leitor entender.

Sejamos diretos: pessoas MORREM EM confronto; mulher VÊ foto comprometedora do marido e pede divórcio; Fulaninho É solto; e assim por diante.

Essa bobajada toda, reproduzida aí na imagem, está na "home" do Globo online, em que a assídua colaboradora encontrou uma "montanha com mais de mil anos", o que é nada em termos geológicos.

Só clicando lá pra coisa fazer algum sentido: o local é "considerado sagrado" há esse tiquinho de tempo. Um pingo de atenção evitaria o título ridículo.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Não inventa, galera!


O atento amigo botava a leitura em dia quando bateu o olho neste título da Folha de ontem:

"Empresas criticam INSS de intermitente".

Colegas, existe um INSS cobrado de um "cidadão intermitente"?

Não li o texto, mas imagino que os empresários criticam a "intermitência do INSS", ou seja, "CRITICAM O INSS COMO INTERMITENTE".

Não cabe na linha?

Que tal "CHAMAM INSS DE INTERMITENTE"?

Só não vale inventar regência que não existe no idioma, OK?

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A falta que faz um profissional


A assídua colaboradora pergunta:

"Será que a Clínica Felippe Mattoso não tem grana pra pagar um copidesque que seja?"

Pois é.

Nós, jornalistas desempregados, somos legião — e muitos jamais deixariam passar essa ridícula "taxa gratuita" aí. Eu garanto!

domingo, 3 de dezembro de 2017

Os modismos não cessam

Como tenho vindo pouco ao computador nos últimos dias, resolvi fazer um combinado de duas pérolas enviadas pela assídua colaboradora com uma pescada por mim.

Todas tratam de infelizes modinhas (desculpem o pleonasmo) que poluem nossa língua, na imprensa e na tal da mídia, em geral.

Desde ontem me esperava guardadinho um baita exemplo do horroroso do uso do verbo "SEGUIR" como no Espanhol, ou seja, com o sentido de "CONTINUAR".

Foi achado no Globo, que pegou feio o vírus e conseguiu tascar logo quatro num parágrafo, no qual o desprezado "CONTINUAR" é usado uma só vez.

Atentem para o detalhe: tudo que "segue" no texto não segue pra lugar algum, está paralisado!

Como o que já está ruim pode ficar pior, ontem eu vi no Comunique-se a palavra "influencers", termo "marketinguês" recente até no Inglês a que pertence.

Pois não é que a amiga encontrou hoje outro exemplo do que já se anuncia como a praga de 2018? Não bastam os "formadores de opinião"? Não dá pra usar "influenciadores", em Português?

Resta saber se a novidade vai enterrar o feioso "alavancar" e se virá sempre acompanhada do cacófato "uma marca".

sábado, 2 de dezembro de 2017

Mais uma sinopse de arrepiar

É um espanto o que se lê nas sinopses 
da NET.

Fui conferir o horário de uma reprise recomendada pela minha irmã, que assistiu ontem à atração do canal Curta e se lembrou
de mim.

Pois vejam aí na imagem o que eu encontrei.

De cara, quem seria o sujeito da primeira frase?

"Chomsky & Cia"? Impossível, porque o verbo está no singular, como tudo mais.

"Documentário"? Nem forçando a barra.

O Noam, coitado, ficou de fora e, "possivelmente" — quem sabe? —, se tornou um pensador influente, porque o redator parece não ter muita certeza a respeito e. claramente, não tem ideia do que escreve.

Quem não sabe o quê?

O atento amigo encontrou postagem na página da Lupa, no Facebook, e me marcou, mostrando o nome do estudo que incluiu a agência:

"Espaços de mudança: QUEM SÃO AS MARCAS que mudam o Brasil pra melhor?" (sic, com destaque meu)

Que me desculpe a Interbrand, autora do estudo, mas ela própria está mudando o país pra pior com essa invencionice.

"MARCA" não é gente, ainda que seja feita por pessoas.

Troquem o QUEM por QUAIS e ajudem a melhorar o Português, por favor.

PS: "fazer existência" também é esquisito, não? Ou estou ficando muito exigente? Eu usaria "completar dois anos de existência ".