segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Se em Português está difícil...

Miscelânea de bobagens, enviadas hoje e no fim de semana pelo atento amigo, a assídua colaboradora e a amiga que se mudou do Rio e deixou saudades.

Deem uma olhadinha no alto da imagem, ocupado por notas do Ancelmo.

Ao lado da falta do "EM" — fundamental na construção "o dia EM QUE aconteceu qualquer coisa" — há uma frase confusa, que dá a ideia de erro de concordância (eles descobrirem, ele disse) e ainda tem o dispensável "após".

Que tal pura e simplesmente "Descoberto o fato, um dos colaboradores disse (...)"?

Ou "Informado do fato, um dos organizadores (...)".

Em matéria de frase confusa, a do G1 é um primor:

"(Fulano) teve MENOS de tantos votos A MAIS que (Beltrano)".

Pra fechar, lembro aos colegas do JB que nem sempre a questão "POR QUE" vem acompanhada de um ponto de interrogação.

Para os jovens que, lamentavelmente, conhecem mais o Inglês do que o idioma pátrio, é só ler o texto e pensar se cabe nele "BECAUSE" ("PORQUE") ou "WHY" ("POR QUE"). Simplificou a vida?

A evolução das espécies

A querida amiga que achou as absurdas "premissas" no Globo, encontrou mais essa, no caderno Morar Bem:

uma bancada feita com "madeira de evolução".

Elucubramos a respeito, rimos um bocado e eu acho que encontrei o espécime de que fala o suplemento. Taí.



domingo, 7 de outubro de 2018

Da Grécia à Arábia Saudita

Duas queridas amigas encontraram bobagens incríveis, uma no UOL, outra no Globo.

A do site diz "Compre ágora" — e a amiga se pergunta quanto custa uma daquelas praças grandonas das antigas cidades gregas, cujo nome virou radical do medo de lugares abertos: agorafobia.

Se o preço for razoável, sugiro a compra de algumas, para distribuir em áreas sem espaço reservado ao lazer.

Detalhe importante: a ágora apareceu quando ela pesquisava dicionários, que tal?

Quanto à do Globo, nem sei o que dizer.

De onde tiraram essas "premissas", gente?

Os colegas do jornal sabem o que é isso?

Tenho uma leve desconfiança de que queriam dizer "prerrogativa".

Vai errar assim em Barcelona!

Derrubada por uma baita gripe desde sexta-feira, fui fazendo um colar de pérolas pescadas pelos amigos.

Até o fim do dia, espero dar conta de postar tudo.

Começo com as da assídua colaboradora, todas do Globo, impresso e online.

Além das já habituais vírgulas separando o sujeito ("livro infantil") do verbo ("é analisado"), temos regência feiíssima (precisamos DE alguma coisa, não é, colegas?) e a mais esdrúxula invenção dos últimos tempos: AS SOPRANAS!

Da Espanha, o espírito de Montserrat Caballé soltou um grito de estourar os vidros do jornal aqui no Brasil.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Caiu do cavalo e não remontou

Caros colegas da revista Época, por favor, consultem um dicionário antes de perpetrar coisas como:

"A origem do conceito de 'carpe diem', que remonta HÁ 2 mil anos, tem uma série de significados".

Uma série de significados tem o verbo REMONTAR — e nesse caso aí, em especial, o verbo HAVER não cabe.

A assídua colaboradora, que encontrou a coisa horrorosa, remonta aos anos 60; eu remonto à década de 50.

É possível usar o verbo no sentido de "recuar no tempo" — mas eu torço pra gente não remontar aos anos de chumbo. Remontamos a eles na literatura, para não esquecer que existiram.

Ah, sim: a bela igreja da foto, de Nossa Senhora dos Prazeres, é pernambucana e remonta ao século XVII.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Carregue, não 'uploade'

Estava aqui, distraída, mas não pisava em astros: tropeçava em seções eleitorais trocadas, com números novos, endereços desconhecidos...

Eis que, depois de fuçar e constatar que vou votar muito mais longe de casa do que nunca, desde que o direito nos foi devolvido, abro minhas mensagens.

Entre elas, estava a pérola pescada pela assídua colaboradora naquele viveiro de bobagem chamado O Globo:

"As imagens, SUBIDAS de forma ilegal no YouTube (...)".

Queridos colegas que pensam que sabem Inglês e desconhecem o Português: "uploaded" é "carregado",OK?

Achou feio dizer que as IMAGENS FORAM CARREGADAS? Use "foram postadas". O leitor vai entender direitinho, eu garanto.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Qual é a besteira 'mais vocal'?

Recebi algumas "gracinhas" ontem, mas só agora arrumei tempo pra postar.

A assídua colaboradora encontrou no Globo um baita erro de concordância.

Estava num "olho", aquele trecho destacado de um texto, no jargão jornalístico:

"Teria que ser FEITO UMA nova avaliação (...)".

No que eu fui conferir a matéria, descobri que, tanto na versão online quanto na impressa, a frase está correta, "teria que ser FEITA".

Alguém pode me explicar por que o editor botou o erro no destaque e repetiu a bobagem no papel?

Enquanto vocês pensam, vou logo mandar mais dois temas para reflexão.

O atento amigo achou as duas novidades na Folha:

1) "ônibus de viagem" — pelo visto, inventaram uma nova categoria que não informa se o bendito veículo é urbano, interurbano, intermunicipal, interestadual etc.

2) "(Fulana) é a mais vocal", no sentido de ser "a principal" (voz?) dentro de um partido (?!).

Ele pergunta — e eu faço coro: "Pode isso, Arnaldo?"