O fiel leitor vive em Minas, mas recebe notícias da região amazônica publicadas no site Rondoniagora, cujo slogan é:
"Jornalismo destemido e pioneiro".
Será exemplo de pioneirismo ressuscitar mortos para eles visitarem as mães no dia delas, amanhã?
É cada uma!
Agora há pouco, vi postagem indignada de um colega, que achou, no Jornal NH (Novo Hamburgo), "a dor quase palpável" dos parentes de uma médica morta.
Será uma tática pra espantar ou pra emburrecer os leitores?
Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
sábado, 11 de maio de 2019
quinta-feira, 9 de maio de 2019
Navegação zero, edição idem
Em que estavam pensando a colunista e o editor do Globo que criaram esse horror de título? Onde estudaram?
O Lula adaptou uma cela para o Temer algum dia e agora a PF faz o mesmo? Os canas-duras mais gentis acharam legal o trabalho de decoração do Lula e decidiram copiá-lo?
Porque é o que está dito aí.
E não me venham com a desculpa de que não cabia uma construção decente, como "Assim como FEZ PARA LULA (...)" e muitas outras opções.
Cabe até "Assim como já havia feito para receber Lula, PF (...)".
Tem espaço sobrando na capa. Lá dentro, há muito mais ainda.
PS: eu só queria ler o Verissimo, mas encontrar a coluna é uma dificuldade.
O Lula adaptou uma cela para o Temer algum dia e agora a PF faz o mesmo? Os canas-duras mais gentis acharam legal o trabalho de decoração do Lula e decidiram copiá-lo?
Porque é o que está dito aí.
E não me venham com a desculpa de que não cabia uma construção decente, como "Assim como FEZ PARA LULA (...)" e muitas outras opções.
Cabe até "Assim como já havia feito para receber Lula, PF (...)".
Tem espaço sobrando na capa. Lá dentro, há muito mais ainda.
PS: eu só queria ler o Verissimo, mas encontrar a coluna é uma dificuldade.
terça-feira, 7 de maio de 2019
Não basta dar notícia ruim
A chamada de capa (que entrou na lateral da minha tela, no formato tarjeta) já me fez mal pelo conteúdo.
Fixei a vista pra ver se era mesmo verdade e comecei a desconfiar da regência do verbo "permitir" — não seria "decreto PERMITE QUE colecionadores etc.", colegas? Ou vocês já estão SE PERMITINDO brincar com o idioma? Pra tomar essas liberdades sem escorregar é preciso ter muita intimidade com ele...
Venci a depressão e abri a notícia. Pra quê?
Tem frase sem pé nem cabeça (como seu autor), tem "novas taxas será discutido", tem crase faltando e muito mais. Em prol da minha saúde física e mental, porém, PERMITO-ME parar por aqui.
PS: a escolha do fundo lúgubre foi proposital, pois tem tudo a ver com o tema.
Fixei a vista pra ver se era mesmo verdade e comecei a desconfiar da regência do verbo "permitir" — não seria "decreto PERMITE QUE colecionadores etc.", colegas? Ou vocês já estão SE PERMITINDO brincar com o idioma? Pra tomar essas liberdades sem escorregar é preciso ter muita intimidade com ele...
Venci a depressão e abri a notícia. Pra quê?
Tem frase sem pé nem cabeça (como seu autor), tem "novas taxas será discutido", tem crase faltando e muito mais. Em prol da minha saúde física e mental, porém, PERMITO-ME parar por aqui.
PS: a escolha do fundo lúgubre foi proposital, pois tem tudo a ver com o tema.
segunda-feira, 6 de maio de 2019
Alguma coisa está fora da ordem
Ainda não eram nove da noite quando o atento amigo ouviu na Globonews, da boca do âncora da vez:
"O Rio de Janeiro está precisando ser melhor bem tratado".
Vai precisar de tratamento assim no município, no estado, no país.
Provavelmente, o colega começou a frase com "melhor", percebeu que era inadequado, tentou trocar por "mais bem" e se enrolou.
Dá pra perceber quando a frase fica MELHOR e quando ela fica MAIS BEM construída?
Pior ainda foi o que ele leu ontem no Dia: "após" um roubo e "após" mais um monte de coisa, a polícia entrou na parada e "a perseguição durou cerca de 7 km". (sic)
Tá duro, viu?
domingo, 5 de maio de 2019
Vale tudo no 'pós-jornalismo'
Responda-me se for capaz: o descaso do Globo com o Português é "pós" o quê?
"Pós"-Roberto Marinho, ou "pós"-internet, ou "pós"-economia porca, ou...?
A assídua colaboradora e eu cansamos de ler besteiras como "é uma das poucas que resolveu". Poucas resolveram — e Dona Fulana FOI UMA entre AS POUCAS QUE RESOLVERAM. Deu pra entender?
Diante disso, a falta de imaginação e cuidado na frase que tem "tomar" pertinho de "retomar" é pinto.
"A maioria são" (ui!) virou coisa corriqueira no jornal.
Hoje está em entrevista sobre a indústria alimentícia.
A matéria é até simpática, mas peca na pontuação e tem outro horror muito comum atualmente: a regência estapafúrdia "alertar para".
Para com isso, pessoal! Não sobrou um dicionário na redação?
"Pós"-Roberto Marinho, ou "pós"-internet, ou "pós"-economia porca, ou...?
A assídua colaboradora e eu cansamos de ler besteiras como "é uma das poucas que resolveu". Poucas resolveram — e Dona Fulana FOI UMA entre AS POUCAS QUE RESOLVERAM. Deu pra entender?
Diante disso, a falta de imaginação e cuidado na frase que tem "tomar" pertinho de "retomar" é pinto.
"A maioria são" (ui!) virou coisa corriqueira no jornal.
Hoje está em entrevista sobre a indústria alimentícia.
A matéria é até simpática, mas peca na pontuação e tem outro horror muito comum atualmente: a regência estapafúrdia "alertar para".
Para com isso, pessoal! Não sobrou um dicionário na redação?
Dubiedade em pauta
É o sono que está chegando e me confunde ou a chamada da Veja dá mesmo margem a dúvida?
Ela queria sair ou queria que ele desse o fora?
Adoraria cravar todas as opções acima. Tenham uma boa noite.
Ela queria sair ou queria que ele desse o fora?
Adoraria cravar todas as opções acima. Tenham uma boa noite.
quinta-feira, 2 de maio de 2019
Por que esse erro tão grande?
— Vovó, por que o monte de besteira na imprensa atual não muda e é tão grande?
— É porque um copia a invencionice do outro e o Português fica cada vez pior, Chapeuzinho.
Pois é.
"Chapeuzinho", o atento amigo, a assídua colaboradora e até alguns leitores deste blog não aguentam mais o repeteco nesta infeliz República do Bobajal.
Por que ninguém mais sabe que o verbo AGRADECER tem muitas regências, mas é sempre indireto quando se trata de agradecer A ALGUÉM?
Tenho que LHE agradecer, preciso agradecer A ELA ou A ELE, entenderam, colegas? (vale para tradutores da Intrínseca também.)
Aquela mania ridícula do Globo de "temporizar" tudo tem produzido coisas como "algumas pessoas sentem dores DURANTE vários anos APÓS (...)", em matéria a respeito da chicungunha. Pode um trem desses?
O "copia e cola" faz até escritor tarimbado cair na esparrela do "pedir PARA que", inexistente em nossa língua.
Por favor, não repitam o que falam e escrevem no Jardim de Infância Pequeno Jornalista. Foi-se o tempo em que nossos textos eram confiáveis e podiam servir de referência.
— É porque um copia a invencionice do outro e o Português fica cada vez pior, Chapeuzinho.
Pois é.
"Chapeuzinho", o atento amigo, a assídua colaboradora e até alguns leitores deste blog não aguentam mais o repeteco nesta infeliz República do Bobajal.
Por que ninguém mais sabe que o verbo AGRADECER tem muitas regências, mas é sempre indireto quando se trata de agradecer A ALGUÉM?
Tenho que LHE agradecer, preciso agradecer A ELA ou A ELE, entenderam, colegas? (vale para tradutores da Intrínseca também.)
Aquela mania ridícula do Globo de "temporizar" tudo tem produzido coisas como "algumas pessoas sentem dores DURANTE vários anos APÓS (...)", em matéria a respeito da chicungunha. Pode um trem desses?
O "copia e cola" faz até escritor tarimbado cair na esparrela do "pedir PARA que", inexistente em nossa língua.
Por favor, não repitam o que falam e escrevem no Jardim de Infância Pequeno Jornalista. Foi-se o tempo em que nossos textos eram confiáveis e podiam servir de referência.
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