segunda-feira, 8 de julho de 2019

A morte dos Gilbertos


Acontece, eu sei.

Até meu saudoso marido, Chico Nelson, "foi morto" pelo Globo (em que trabalhávamos) uns dez anos antes de sua morte real — o jornal o confundiu com o compositor Chico Mário, irmão do Betinho e do Henfil.

Pelo que me conta a assídua colaboradora, começaram a "matar" o Gilberto Gil bem cedinho, no programa da Ana Maria Braga, e continuaram em outros canais.

Como João Gilberto também era músico famoso, imagino que ninguém tenha ligado pra casa dos Gil, deixando toda a família assustada.

domingo, 7 de julho de 2019

Vale também na Matemática

A querida amiga e eu já sabíamos que os alunos do Jardim de Infância Pequeno Jornalista tiveram péssimos professores de Português.

Agora, acreditamos que a Matemática também foi negligenciada por lá.

Ninguém ouviu em sala de aula UM MILHÃO de vezes a mesma história?

Ou fez DOIS MILHÕES de provas? Ou passou por DOIS MILHÕES de correções?

Peço desculpas pelo hiperbolismo.

Apelei pra mostrar que MILHÃO é masculino e comanda a concordância.

sábado, 6 de julho de 2019

Não é nada engraçado

Achei interessante a "comédia" alemã "Aqui e agora", mas cheguei ao fim do filme entalada não com o tom sombrio da história, mas com uma invencionice da legenda da Netflix: o "coitadismo" (sic).

Mesmo sendo de fácil compreensão, o neologismo é feiíssimo.

Além disso, temos outro — igualmente não dicionarizado, mas já consagrado — para designar a síndrome de quem sempre se faz de vítima: o VITIMISMO.

Que tal pararmos por aí?

Agora, foi-se o Francês...



Queridos colegas do Globo, a assídua colaboradora e eu conhecemos a correria de um fechamento e sabemos que todos querem dar um furo de reportagem — por incrível que pareça, isso existia nos tempos pré-internet (uau!).

A diferença é que está cada vez mais difícil saber que site deu primeiro a notícia (no caso, a da morte de João Gilberto) e qual deles cometeu mais erros nessa competição em que todos saem perdendo.

O primeiro a ser sacrificado na corrida é o Português, que há tempos incorporou o vocábulo Francês de origem latina "maître", redução de "maître d'hotel", que vem a ser o chefe dos garçons e coordena o atendimento dos clientes no restaurante.

Notaram o nome da editoria que desconhece a palavra e inventou o "metre"?

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Bobagens em outras línguas

Alô, responsáveis pelos textos do Santander,
em Português, NÃO há crase antes do infinitivo nesse "cheque a compensar".

Aliás, que eu me lembre, também não tem acento em Espanhol, idioma de origem do banco.

Já que estou falando de idiomas variados, informo ao pessoal do Ancelmo Sempre Ele Gois que o "Seu Bertoldo", aquele homenageado na Escolinha do Professor Raimundo com o personagem Bertoldo Brecha, é "Bertolt" — com "T" (não com "D") no fim.

Em tempo: quem viu as duas bobagens, a "bancária" e a "poética", foi a assídua (e querida) colaboradora.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

A Morte não cumpre agenda

Anteontem comentei que os colegas não respeitam nem mesmo os mortos.

Pois um amigo encontrou outro exemplo cabal, enviado com o comentário:

"Dona Morte de Empresário (tem nome e sobrenome, essa senhora) havia marcado um compromisso com o governador e o ministro, mas cancelou."

Confiram o título, meninos e meninas, e me digam se não é o que está escrito aí.

De tão absurdo, quase me fez passar batido pelo incrível "atirou contra si".

Aproveito pra perguntar se é um novo "point" de Aracaju essa "Orla" com "O" maiúsculo. Faz tempo que eu não visito a cidade.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Mais respeito, por favor

Quando eu digo que os colegas não respeitam os mortos, não estou exagerando.

É só dar uma olhada no título do obituário da Folha, enviado hoje cedo pela assídua colaboradora, com a irônica observação:

"As definições de bestialismo foram atualizadas."

Pois é, crianças.

Antes de enveredar pela zoolagnia e manchar a reputação do falecido, que tal usar a profissão do homem, que era VETERINÁRIO?

E ainda tiveram a coragem de assinar o texto!