terça-feira, 23 de julho de 2019

Acorda aí, pessoal



O programa de TV chama-se "Cidade alerta", mas quem escreve estava dormindo.

Vejam o que o site da rede reproduziu.

Começa com "casal de policial" — corrigido no subtítulo — e vai direto pros "suspeitos".

Como assim?!? "Suspeitos" de quê?

De serem criminosos, como está dito logo abaixo?

A notícia é de ontem, mas o leitor mora em outro país, mandou hoje e eu acabo de verificar que a bobagem continua do mesmo jeitinho na internet.

Não mudaram nem o "requintado detalhe" de a tortura — praticada por suspeitos (posso rir?) — ter acontecido DENTRO da casa, não EM CASA, NA CASA...

Não basta esculhambar; tem que caprichar na esculhambação.

Só funciona com número redondo

O Globo virou useiro e vezeiro em cometer esse disparate, que ontem o atento amigo encontrou na página 8.

Queridos colegas, o jornal tem "mais de três páginas"?

Isso quer dizer o quê? Que tem quatro, tem 237, tem 1.308?

Parem com essa bobagem, por favor.

Usamos MAIS DE MIL, MAIS DE CEM, MAIS DE 200... Sempre números redondos, perceberam?

O ridículo "mais de 34" tanto pode significar 35 como 978.632.002 municípios.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Domingo é uma fartura


A assídua colaboradora me enviou um monte de besteiras encontradas hoje (jornais de domingo são mais recheados — nem sempre de notícias boas ou bem escritas).

O bobajal estava "florido", mas já é tarde e eu sei que não vou dar conta de tudo.

No Ancelmo Sempre Ele Gois, teve atriz cortando "madeiras" em salão de beleza.

Vá lá, pode ter sido erro de digitação, mas o "R" nem é assim tão coladinho ao "X" das MADEIXAS e, embora adorem inventar moda, cabeleireiros ainda não devem estar usando serrote nas clientes.

A amiga e eu não temos CONHECIMENTO DO "conhecimento sobre", regência esdrúxula encontrada na Ilustríssima da Folha.

Voltando ao Globo, temos "presença presente" em matéria "marciana" e outra regência estropiada: "se solidarizam a".

A gente pode DEMONSTRAR SOLIDARIEDADE A ALGUÉM, porém, SE SOLIDARIZA COM causas, pessoas etc.

Bom, hora de ir pra caminha. Amanhã tem mais.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Não verás em dicionário sério

Vejam a "gracinha" que a queridíssima amiga encontrou no Ancelmo Sempre Ele Gois: "uma paramenta"!

Parece que a palavra — achada nos dicionários informais nada confiáveis que pululam na internet — foi criada para definir uma peça que lembra muito os parangolés do Hélio Oiticica, mas é invencionice que pertence ao mundo das Artes Plásticas, não ao mundo das Letras.

Não adianta pesquisar o Ignácio de Loyola Brandão, citar um de seus romances mais famosos no título — "Não verás país nenhum" — e inventar um inexistente feminino para O PARAMENTO — vocábulo mais adequado a vestes sacerdotais do que ao fardão da Academia.

"Manufaturaram" o verdadeiro parangolé — conversa fiada, em bom Português.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Perseguição esquisita


A amiga leu o seguinte título na página 22 do Globo de hoje:

"Inocente, venezuelano segue preso em Roraima".

A matéria, diz ela, não informa quem é o preso que o VENEZUELANO ESTÁ SEGUINDO — e se ELE O SEGUE na vida real ou no mundo virtual, via Facebook, Twitter...

Enquanto isso, o bom e confiável verbo "CONTINUAR" continua esquecido.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Vergonha em dose dupla

A "reportagem" veio de São Paulo, já com marcações em vermelho e "pedido de ajuda" de um veterano colega.

Fiquei duplamente envergonhada.

Afinal, o texto é do Comunique-se, site que tem a CLASSE JORNALÍSTICA como público-alvo e no qual o saudoso Moacir Japiassu,  patrono deste blog, publicava sua coluna "Jornal da ImprenÇa".

O mau uso das conjugações verbais, o texto infantiloide, a "jornalista", a "comunicadora", que "chegou" a fazer isso, "chegou" a fazer aquilo e ficou "por" semanas "sem desempenhar suas atividades profissionais"...

Gente, o que há errado com "Fulana foi demitida assim que voltou de licença médica, provocada por estafa. Em entrevista, disse que fora 'punida por ficar doente'. Mas não ficou sem trabalho muito tempo, sendo chamada para a equipe de Comunicação do Ministério (Tal)."

Agora, pelo que eu soube, a moça está de volta à TV.

Resta saber quantas voltas dá essa bendita "matéria" até chegar lá.

Sempre Ele, sempre errado



Não dá pra entender.

O Ancelmo Sempre Ele Gois adora usar a expressão, é um de seus bordões.

Como é que hoje me sai com um "hostel é o cassete"?! Com dois "s"?!

A assídua colaboradora até se lembrou do finado programa "Casseta & Planeta", nascido da revista "Casseta Popular" e do jornal "Planeta Diário", todos humorísticos.

Galera da coluna, CASSETE — aquele velho aparelho com fita, usado pra gravar entrevista, ouvir música etc.— é o CACETE!

PS: um amigo ainda viu que está escrito "alberques". São ALBERGUES, tá?