sábado, 14 de setembro de 2019

Empresas que falam Portunhol


É impressionante a rapidez com que os erros se alastram na imprensa e nas assessorias de comunicação.

A besteira que eu registrei ontem no "atendimento" da mexicana Claro (ex-Net) está hoje no "atendimento" da espanhola Naturgy (ex-CEG).

É evidente que eu tinha um número de protocolo em mãos antes de fazer contato COM A Ouvidoria.

Foi conseguido com muito custo, com o meu ouvido JUNTINHO DO telefone, escutando um festival de mensagens inúteis, e o meu indicador JUNTO DAS teclas, para apertar os muitos números exigidos.

As empresas sabem que aqui "hablamos" Português, não?

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

É Claro, mas está tudo turvo

Ontem, o sinal de internet aqui em casa oscilou o dia inteiro.

Tentei contato com a Net — e uma mensagem automática me lembrou que o Vírtua passou a ser Claro.

Esta só deu sinal de vida às cinco da manhã (!), para informar o que se lê na imagem.

Um contato "junto as redes", pessoal?!?

Essa regência não existe — e não adianta nem tentar com crase, porque também não rola.

O tenista chega JUNTO DA rede, Fulano e Beltrano veem Netflix JUNTOS, os clientes da Claro podem FICAR JUNTINHOS e de MÃOS JUNTAS, rezando pros deuses protetores da comunicação.

Mas se o serviço continuar ruim como o Português da empresa, estaremos ferrados todos JUNTOS.

Coisas de arrepiar na sexta, 13

Hoje foi um daqueles cinco dias do ano em que eu folheio Caras.

Só folheio, porque, quando tento ler, encontro coisas como essa besteirada, que eu até fotografei pra copiar aqui:

"Cada vez mais a população em geral está em busca da naturalidade, seja nos hábitos diários ou nos cuidados pessoais, como nas rotinas e nos produtos de beleza".

Dá pra continuar lendo um trem desses? Não combina com "as minhas rotinas" (eu, hein?).

O recorte enviado pelo colega professor me aguardava aqui, com um "edifícil" em destaque.

Photoshop, dirão alguns.

Mas para que usar a ferramenta, se tem muito mais coisa de arrepiar no tatibitate do Globo?

Tem "durante" desnecessário, "após" igualmente tolo, tem essa moda horrorosa de "deixar ao menos (x) mortos", tem "retirar de dentro"...

Como conseguem escrever tanta bobagem em apenas um parágrafo?

É um espanto!

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

É de dar náusea!

Estão pensando que por hoje é só?

Acabei de receber da assídua colaboradora outra "lindeza" (com "após", é claro).

Começa com a "pasta" minúscula e sem nome — ou o cara chefia o Ministério do Hospital?!?

Passa pelo "quadro de tonturas" — quantas terão sido? (faltou esculhambarem de vez botando plural em "náusea" e "vômito", que tal?)

E fecha com uma alta "após" a internação.

Alguém aí já recebeu alta SEM ter sido internado?

Taí uma coisa inusitada, que mereceria manchete.

EM MG, zumbi anda de patinete


A amiga querida sabe que eu detesto zumbi e adoro o Português.

Por isso, não resistiu ao ler a chamada do jornal mineiro no Twitter e me enviou.

É da edição de terça-feira, mas continua engraçada (e triste para quem é jornalista).

Pelo visto, nem em Minas (O Tempo é de Contagem) conseguem fazer título sem usar o "após".

Mesmo que seja "após a morte" (!).

Já imaginou cruzar com aqueles chatos molambentos passeando de patinete, sô? Ô trem!


PS: a bobagem ainda está na internet, sem correção.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Durante isso, depois daquilo



Vejam só como escrevem hoje os jornalistas.

A assídua colaboradora me mandou o trechinho da matéria, com o simples comentário:

"Não aprendem."

Pois é. Não mesmo.

Colegas, lembrem-se que o lead deve ser claro, direto, e dar as informações básicas ao leitor.

A julgar pelo textículo...

1) os passageiros brigaram na estação Central;

2) a briga acabou e alguém entrou lá para danificar um vagão, mas não se sabe exatamente como e qual é a gravidade do estrago;

3) o tráfego (no Centro?!?) foi interrompido enquanto as pessoas se estapeavam.

Ou as crianças queriam dizer que os trens do Metrô não circularam por (x) horas, devido a uma briga na estação Central que danificou um vagão?


PS: o editor estava onde esse tempo todo?

terça-feira, 10 de setembro de 2019

O jornalismo virou piada

A Veja resolveu entrar na onda.

Às gargalhadas, o ex-colega de redação me enviou essa chamada aí, digna da coluna do Agamenon Mendes Pedreira, criação da turma do Casseta & Planeta.

Jornalista piadista é a nova moda na tal da mídia?

Se estiverem contratando, eu me candidato à vaga de titulador humorista.