quarta-feira, 9 de outubro de 2019

A 'difamação' do vinho

O atento amigo me enviou mensagem com brincadeira sofisticada no título, escrito em Latim: "In vinum mendacium" — ou seja, "mentiras", em vez da "verdade" do dito "in vino veritas".

O motivo? Uma revendedora de vinhos, cujo nome começa com "Vinum", que anuncia:

"Vizinha da famigerada Rioja, a Denominação de Origem Navarra possui três climas dentro dos mais de 100 (...)".

Pessoal, ainda que o adjetivo "famigerado" seja sinônimo de célebre, notável etc., aqui ele é usado muito mais com o seu sentido pejorativo, que indica uma fama (geralmente) indesejável: o famigerado ladrão, o famigerado político, o famigerado bandido...

Não bastasse a triste escolha, "possuir um clima" é forte, hein, pessoal? "Possuir três", então, nem se fala!

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Procurar chifre em cabeça de cavalo

Outro exemplo de retrocesso do idioma foi enviado pelo atento amigo, que chegou de viagem, ligou o computador e leu a mensagem reproduzida na imagem.

Dell, antivírus, softwares e aplicativos em geral estão economizando como os jornais na hora de contratar profissionais para traduzir e revisar seus textos?

PROCUREM GENTE competente, sem preposição.

Os danos do mau jornalismo


Por que os colegas dão tantas voltas em textos e títulos atualmente?

Parece que, assim como a tal da humanidade, o jornalismo está involuindo — uma retorna à Idade Média; o outro, ao rococó dos tempos do Império.

Vejam o exemplo enviado pelo colega da Região dos Lagos.

"Pessoas atingidas por danos causados pelo", gente?

Não subestimem a capacidade do leitor de entender formas simples e diretas, tais como "atingidas pelo mau tempo", "sofrem danos" e muitas mais.

domingo, 6 de outubro de 2019

Como incriminar a pessoa errada

A matéria é de quarta-feira, o texto é de quinta categoria e eu só fui ver hoje, na madrugada de sábado para domingo, em postagem de um colega, que ressaltou:

"Esses porteiros são um perigo."

Não basta se apoiar na muleta maldita? ("Após ter chegado" é o fim da picada!) Há necessidade de inverter a ordem da frase e culpar o porteiro pelo roubo do carro?

Sim, o dito cujo foi levado por um reboque. Achei a informação no online, em texto um pouco diferente, mas ainda horroroso. Chamam a vítima de "o estrangeiro", acreditem. (o link está aqui)

Como muita gente pede que eu sugira correção, lá vai uma:

"Fulano chegou do trabalho por volta das 21 horas e foi informado pelo porteiro de que seu carro havia sido rebocado".

Melhorou um pouquinho? E o "após" sumiu, não é incrível?

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Eu acredito na boa Educação

Pelo recorte enviado pela assídua colaboradora, acho que O Globo está sofrendo uma crise de "antropomorfismo".

A "matéria da Veja", acreditem, "teve acesso a documentos". Não foi A REPORTAGEM, cujo sentido inclui a equipe jornalística.

Foi o texto que ganhou vida e leu tudinho, entenderam?

Acharam pouco?

Pois o "espaço" não "frequenta as suas (dele?) crenças".

Ou são as "crenças" que passaram a ser "frequentadas"?!?

O troço é tão mal escrito que eu só sei dizer uma coisa: o maior jornal do país não tem espaço para o bom Português. Estou pensando seriamente em não "frequentar" mais suas páginas.

'Após' explosão, 'acordou' morta!!!

As sandices não cessam.

O caso da explosão do celular, que já foi nota aqui e gerou um festival de besteira imprensa afora, chegou ao cúmulo da ignorância.

"Acordou morta", colegas da Veja?

Definitivamente, os zumbis dominaram as redações.

Não vou "ouvir música dormindo" (alguém escuta alguma trilha sonora quando está ferrado no sono?).

Vou pra cama torcendo pra não ter pesadelos apocalípticos.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Que tal estudar e voar mais alto?



Alô, colegas do Globo.

Vamos parar com essa mania de inventar novas regências para a Língua Portuguesa?

A "criatividade" (enviada pela assídua colaboradora) demonstra mais e mais o despreparo geral.

Confesso que me espanta ver que nem editores sabem escrever o idioma pátrio — ou pouco se preocupam com o trabalho que deviam fazer.

O tempo voa, ninguém mais voa pra escola...

Eu quero muito voar para Londres, voar para Buenos Aires, voar para muitos lugares, mas não embarco num "voo a" de jeito algum.