O que vem a ser essa regência inventada pelo Globo?
A chamada apareceu na tela do meu computador, dia desses.
Ainda não digeri esse "gerar a". Então, divido "o fardo" com vocês.
Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
De volta ao sábado
Rapidíssima de Finados, enviada pela assídua colaboradora.
"Alvo de devoção" é forte. Seguido de "alvo de preconceito", fica pior ainda.
Afinal, o que queriam dizer os indecisos colegas da Folha?
Domitila é "centro de interesse", "algo a ser alcançado" ou um "objetivo físico visado para destruição parcial ou total"?
sábado, 2 de novembro de 2019
Respeitem a família do morto
O colega que também é músico me enviou esse trecho aí da matéria do G1 — e já estou até com medo de ler o resto.
Eu ficaria com muita vergonha de usar a palavra CHOQUE — e ainda destacá-la com aspas, para dar um tom irônico — na notícia da morte de um jovem que foi ELETROCUTADO.
É de um mau gosto indesculpável!
Pra completar, crianças, recomendo aulas urgentes de regência e conto mais uma vez pra vocês: é OBRIGAÇÃO do jornalista corrigir a fala do entrevistado, especialmente num momento de dor e estupefação.
Se é "morte", é "fatal".
Custava gastar um segundo e trocar por "brutal", "inesperada", "trágica"... Sei lá, qualquer coisa. É só pôr a cabeça para trabalhar.
Quando você vir, me conte
Em nome de Santo Aurélio, Santo Houaiss e demais protetores do idioma pátrio, peço aos jornalistas que aprendam a conjugar verbos, especialmente o bendito VER, no FUTURO DO SUBJUNTIVO.
O atento amigo encontrou essa besteira inadmissível na revista Superinteressante, cujo editor deve achar interessantíssimo ensinar erros de Português aos leitores.
Se a empresa (ou o que quer que seja) "só SERÁ saudável quando algo acontecer", significa que esse "algo" AINDA NÃO ACONTECEU, concordam?
Prestem atenção: SERÁ, no FUTURO do PRESENTE do INDICATIVO.
Só quando SE VIR livre do despreparo de seus profissionais o Jornalismo FICARÁ saudável outra vez.
PS: bom fim de semana PRA todos.
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
Contra a própria profissão
Alô, G1, não faz isso comigo, não.
Eu quase tive um troço ao abrir a mensagem do amigo e ler esse negócio aí, da moça "enterrada após morrer antes" de alguma coisa.
Por um segundo, achei que ela tivesse sido enterrada viva — mas duvido que os colegas tenham lido Edgar Allan Poe.
É no que dá esse desrespeito com os mortos e com a Língua Portuguesa. É no que dá não saber escrever sem "após", "antes", "durante"....
Quando os editores vão reaprender o idioma pátrio e ressuscitar o Jornalismo, que parece morto e enterrado?
Hoje, também no G1 — e no Globo e em outros veículos do mesmo grupo —, a assídua colaboradora também achou essas "variações sobre o mesmo título":
"PF prende 8 em operação contra contrabandistas (...)"; "PF prende 8 em operação contra contrabando (...)"... e por aí vamos, descendo a ladeira.
Eu quase tive um troço ao abrir a mensagem do amigo e ler esse negócio aí, da moça "enterrada após morrer antes" de alguma coisa.
Por um segundo, achei que ela tivesse sido enterrada viva — mas duvido que os colegas tenham lido Edgar Allan Poe.
É no que dá esse desrespeito com os mortos e com a Língua Portuguesa. É no que dá não saber escrever sem "após", "antes", "durante"....
Quando os editores vão reaprender o idioma pátrio e ressuscitar o Jornalismo, que parece morto e enterrado?
Hoje, também no G1 — e no Globo e em outros veículos do mesmo grupo —, a assídua colaboradora também achou essas "variações sobre o mesmo título":
"PF prende 8 em operação contra contrabandistas (...)"; "PF prende 8 em operação contra contrabando (...)"... e por aí vamos, descendo a ladeira.
Nem a Dra. Nise escapa
Enquanto isso, naquele jornal que se intitula o maior do país...
Desculpem a brincadeira. Tento fazer graça pra não chorar.
Vejam o que me enviou a assídua colaboradora.
Veio com comentário irônico, é claro:
"Pobre Nise. Revolucionou 'tratamentos mentais' e, em seguida, morreu."
Pois é, crianças. Leiam as bobagens antes de publicar.
Que "após" é esse "há 20 anos"?!? E por que inventaram esse plural?!?
Qual é a novidade?
O ex-colega de redação encontrou isso aí na revista Galileu e me enviou, intrigado.
Afinal, somos ambos do tempo em que todo "drive-in" era "a céu aberto".
E o que é "Espaço que fica em Interlagos" sem pontuação e "exibindo" as coisas assim, sem mais nem menos?
No dia em que fizerem um "drive-in indoor", me chamem, porque isso é notícia.
Afinal, somos ambos do tempo em que todo "drive-in" era "a céu aberto".
E o que é "Espaço que fica em Interlagos" sem pontuação e "exibindo" as coisas assim, sem mais nem menos?
No dia em que fizerem um "drive-in indoor", me chamem, porque isso é notícia.
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