domingo, 9 de fevereiro de 2020

E depois do depois tem o após




O exagero de muleta jornalística foi enviado ontem pelo leitor de Minas, mas o tal de Claro Vírtua não colabora.

Como é possível os colegas do Globo Esporte não perceberem o excesso de "após" desnecessário e sem sentido no título?

Qual é a função do trambolho duplo na frase?

Sugestões sem "após", "durante" e que tais:

"Há 15 anos na Europa e decepcionado com o Mônaco, Naldo quer voltar a jogar no Brasil".

"Fora do Brasil há 15 anos e frustrado com a rápida passagem pelo Mônaco, Naldo acha que é hora de voltar".

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Realização carnavalesca

O veterano colega começa a virar assíduo colaborador deste blog e garante que, quando trabalhava na Tribuna, "ninguém 'tomava conhecimento sobre' coisa alguma".

Eu estou tomando conhecimento DE coisa tão horrorosa quanto esse "sobre" que não cabe na regência: agora não temos mais bailes, desfiles etc., porque "realizamos eventos de Carnaval".

Está no título da matéria:

"Ministério Público recomenda suspensão de eventos de Carnaval". Uau!

E tome de "realizar" erro de concordância (tem até "realização marcado"), erro de pontuação, evento pra cá, evento pra lá e "ocorrências" plurais (pelo menos os atendimentos são singulares).

É trocadilho infame, eu sei, mas esse texto está mesmo um carnaval.

Boca-rota, boca de caçapa...

O atento amigo me enviou o título troncho com o comentário:

"Se esse jornal quisesse escrever direito, a coluninha se chamaria 'Da boca pra fora'."

A expressão, como todos devem saber, significa que as palavras de quem fala não são verdadeiras, muito pelo contrário.

Se a intenção é denunciar alguma coisa, diz-se "pôr a boca no trombone".

"Boca para fora" costumava desenhar Picasso.

O pintor adorava desconstruir seus modelos, como no quadro aí reproduzido.

PS: em outra coluna, também no Globo, um velho jornalista comete o velho erro de adjetivar PREÇOS como "caros" ou "baratos". O mundo gira, A Lusitana roda, mas os preços continuam SUBINDO (ou DESCENDO, em raros casos). Os PRODUTOS é que são CAROS ou BARATOS. E ponto final.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Mais confusões

Ontem também a assídua colaboradora viu o uso errado de uma palavra, porque os colegas, definitivamente, não sabem a língua.

Amores meus, "planta", em arquitetura, é o "desenho que representa a projeção horizontal de um objeto qualquer" (Houaiss).

Desenho, entenderam? NÃO É a fábrica, o prédio etc.

Bom, vou ali regar umas plantinhas e volto mais tarde.

É mesmo uma incógnita

Vejam a "gracinha" que o atento amigo encontrou ontem no Ancelmo Sempre Ele Gois.

Acreditamos que o pessoal da coluna queria dizer que a atriz não foi reconhecida, sua identidade se manteve "INCÓGNITA".

Ou os colegas acham que a moça corria sério risco na aldeia acreana e conseguiu escapar ilesa, incólume?

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Num piscar de olhos



Não consigo abrir a página inicial do navegador da Microsoft (MSN Notícias) sem captar algum erro nas chamadas.

Se alguém achar em algum dicionário (sério) de regência essa construção esdrúxula — Fulana "não é próxima com" o pai, a mãe, a sogra e quem mais chegar — , eu jogo a toalha e encerro este blog.

Tudo em uma nota só

A nota do "Sempre Ele", enviada pela assídua colaboradora, é uma coisa.

Começa com ausência de acento — o que transforma um verbo em pronome demonstrativo (esta).

Mais adiante, aparece um pronome relativo (cuja) deslocado — deve ser relativo a alguma coisa, mas qual? Israel?

E o fecho... O que dizer desse "primor"?

"Queimarem elas" é de doer, hein, colegas?

Aproveitando: em uma matéria (também do Globo), a amiga encontrou uma pessoa descrita como "música e professora".

Ela estranhou, assim como eu.

Até onde sabemos, a profissão de quem faz música é "músico".