Um ex-colega de redação diz que sempre se lembra de mim (e deste blog, claro) quando ouve mais uma regência estropiada nascida nos telejornais.
Há poucas horas, a bizarrice foi ouvida no RJ-TV:
"A vítima foi socorrida ao Hospital Miguel Couto (...)".
Pior: a praga se espalha mais rápido que o coronavírus, pois já chegou à faculdade em que ele é professor.
Por favor, SOCORRAM O idioma e LEVEM a vítima AO hospital.
Fiz até um quadrinho pra ajudar. Notem que "socorrer AO" só existe quando PEDIMOS SOCORRO A alguém na hora do sufoco.
Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
sexta-feira, 6 de março de 2020
Delação premiada no cinema?
Colega das antigas, formado na mesma Hélio Alonso que eu, quer saber que história é essa.
Ele encontrou a coisa ridícula no site Adoro Cinema, mas eu já vi o modismo em publicações mais conceituadas.
Depois de transformar "entrega" em "delivery", agora temos mais essa: filmes "entregues" ao deus-dará.
Será influência das delações premiadas? Os cineastas agora entregam suas obras diretamente na casa dos cinéfilos? Contratam motoqueiros ou fazem a entrega pessoalmente?
Espero que ENTREGUEM muitos prêmios ao Ken Loach, de quem sou fã.
E que os infantes jornalistas abandonem a fase "entreguista" e FAÇAM melhores textos, PRODUZAM frases decentes e PUBLIQUEM em bom Português.
Quem sabe, um dia até serão capazes de LANÇAR livros (ou filmes).
Ele encontrou a coisa ridícula no site Adoro Cinema, mas eu já vi o modismo em publicações mais conceituadas.
Depois de transformar "entrega" em "delivery", agora temos mais essa: filmes "entregues" ao deus-dará.
Será influência das delações premiadas? Os cineastas agora entregam suas obras diretamente na casa dos cinéfilos? Contratam motoqueiros ou fazem a entrega pessoalmente?
Espero que ENTREGUEM muitos prêmios ao Ken Loach, de quem sou fã.
E que os infantes jornalistas abandonem a fase "entreguista" e FAÇAM melhores textos, PRODUZAM frases decentes e PUBLIQUEM em bom Português.
Quem sabe, um dia até serão capazes de LANÇAR livros (ou filmes).
A economia porca dos jornais
Quando a querida amiga e eu trabalhamos no Globo, todo texto passava por revisão e carta de leitor não era exceção — se a ordem era corrigir até a fala dos entrevistados, por que o leitor não mereceria o mesmo respeito?
Pois hoje ela encontrou isso aí no jornal.
O leitor pode ter cometido um erro de digitação ou não saber que a expressão é "entre a cruz e a CALDEIRINHA", mas os editores deviam conhecer a forma correta, não é?
Esperamos sentadas (na cadeirinha) que a imprensa brasileira tome vergonha e volte a ser a séria.
Pois hoje ela encontrou isso aí no jornal.
O leitor pode ter cometido um erro de digitação ou não saber que a expressão é "entre a cruz e a CALDEIRINHA", mas os editores deviam conhecer a forma correta, não é?
Esperamos sentadas (na cadeirinha) que a imprensa brasileira tome vergonha e volte a ser a séria.
quinta-feira, 5 de março de 2020
No futuro, quem sabe...
No Ancelmo Sempre Ele Gois, a assídua colaboradora encontrou o título:
"Essa eu gostei, (Fulano)".
DESSA nós NÃO GOSTAMOS! Ela e eu GOSTAMOS DE texto bem escrito.
Enquanto os colegas do Globo tropeçam nas regências, os da Abril se enrolam nas conjugações verbais.
O atento amigo desistiu de ler matéria sobre epidemias de gripe ao ver a chamada da revista Saúde:
"Houveram momentos na História em que (...)".
HÁ MOMENTOS em que a solução é mesmo jogar a toalha.
Pra melhorar o humor, ilustro a nota com uma homenagem ao quase sempre esquecido Futuro do Subjuntivo.
Vamos conjugar os verbos direitinho, pessoal?
"Essa eu gostei, (Fulano)".
DESSA nós NÃO GOSTAMOS! Ela e eu GOSTAMOS DE texto bem escrito.
Enquanto os colegas do Globo tropeçam nas regências, os da Abril se enrolam nas conjugações verbais.
O atento amigo desistiu de ler matéria sobre epidemias de gripe ao ver a chamada da revista Saúde:
"Houveram momentos na História em que (...)".
HÁ MOMENTOS em que a solução é mesmo jogar a toalha.
Pra melhorar o humor, ilustro a nota com uma homenagem ao quase sempre esquecido Futuro do Subjuntivo.
Vamos conjugar os verbos direitinho, pessoal?
quarta-feira, 4 de março de 2020
Não confundam verbos e regências
Prezados alunos do Jardim Pequeno Jornalista, mais respeito com os colegas veteranos e com o Português.
O atento amigo ficou chocado ao ler o obituário do Celso Pinto no Globo.
Não, criançada, Celso Pinto não "prezava por" coisa alguma, porque NINGUÉM "preza por" nada.
Ele PRIMAVA PELA ética, DESTACAVA-SE PELO bom texto e, certamente, PREZAVA-SE DE ser um profissional conceituado, assim como PREZAVA OS companheiros de trabalho.
PREZEM O idioma e aprendam regência, por favor.
terça-feira, 3 de março de 2020
O que 'O Globo' quer dizer?
O atento amigo encontrou essa novidade no Globo de hoje e quer entender o que vem a ser.
Os policiais marcham e seguem em frente sem mover os braços, que se mantêm paradinhos (na lateral do corpo, talvez)?
Ou o repórter e o editor queriam dizer que os policiais "CONTINUAM DE BRAÇOS CRUZADOS", sem trabalhar?
Os policiais marcham e seguem em frente sem mover os braços, que se mantêm paradinhos (na lateral do corpo, talvez)?
Ou o repórter e o editor queriam dizer que os policiais "CONTINUAM DE BRAÇOS CRUZADOS", sem trabalhar?
domingo, 1 de março de 2020
Como descrever isso?
Confesso que não sei como comentar esse trecho, destacado pela assídua colaboradora.
A coisa foi encontrada no Ela e é tão absurda que eu vou deixar a crítica pra vocês.
Eu engasguei com a "autoficção" (?!?). E a amiga quer saber o que vem a ser "a ideia do amor flexionou".
"As correspondências" para a redação.
Tenham um bom domingo, lendo algo melhor que O Globo.
Assinar:
Postagens (Atom)






