quinta-feira, 18 de junho de 2020

Imprensa sem crédito

Que tal essa regência estropiada que a assídua colaboradora encontrou ontem na "Falha de SP"? (a brincadeira com o nome do jornal é dela. Eu gostei.)

"Crédito a", colegas?

Não é à toa que o jornalismo tem cada vez menos crédito no Brasil.

Essa bobagem deve ter vindo da mesma fonte que os terríveis beijos "à" família, entre outros estrupícios.

Abraços PARA TODOS.

E parabéns PRA VOCÊ, que CONTINUA (não "segue") no confinamento. Eu LHE DOU crédito. O crédito É SEU.

terça-feira, 16 de junho de 2020

Comprar gato por lebre é isso

Enquanto o atento amigo busca uma forma delicada de explicar pra mulher que, de acordo com a Receita Federal, ele "a possui", a assídua colaboradora tenta destrinchar essa nota do "Sempre Ele" Gois.

Pelo visto, escrever um texto com fluidez é tão difícil quanto fazer um burocrata entender que "ter" e "possuir" não são a mesma coisa em toda e qualquer situação.

E O Globo ainda tem a cara de pau de mandar o leitor que assina o impresso procurar internet pra continuar a ler mais besteira no blog. Ui!

As frases "engasgam" em pontuações tronchas, o sujeito não fica claro no "posicionamento" (do papa ou do padre?) e a gente tropeça num bendito "porquê" (junto e com acento) pra chegar num "foi retirado como professor da instituição tal".

Eu quero saber por que contratam como editor do jornal alguém que deixa passar um "Português" assim.

Não jogue a foca em mim!


A assídua colaboradora viu esse trem aí no sábado e se espantou. Eu, também.

Afinal, pensávamos que dívidas fossem como preços: ou são ALTAS ou são BAIXAS. Caros ou baratos são os produtos.

Vai ver estamos "desfocadas". Mostra, Febraban, mostra.

sábado, 13 de junho de 2020

O comércio e as lojas

Alô, colegas da TV.

O atento amigo quer saber de onde vocês tiraram a novidade do "comércio plural".

É um tal de "comércios isso", "comércios daquilo", "comércios" a dar com o pau.

Antes que vire praga, informo: temos LOJAS de artigos variados, mas o COMÉRCIO é singular.

Pode ser COMÉRCIO de rua, COMÉRCIO varejista, COMÉRCIO atacadista... e por aí vamos, sem "pluralizar" — e sem abrir antes da hora, tá?

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Está ficando cansativo

O ex-colega de faculdade e a assídua colaboradora são incansáveis e me mandam pérolas com frequência.

Hoje a amiga encontrou uma promoção com probleminha de regência — "para esquentar e dar mais sabor ao Dia dos Namorados" — e a sensacional informação:

"Os grãos do Café (Marca Tal) são colhidos diretamente do pé (...)".

Ela pergunta e eu faço coro:

"De onde mais seriam colhidos, gente?"

Há coisas mais escabrosas, como a "simulação da morte do menino morto", um caso revoltante que já teve outras "informações" inacreditáveis, entre as quais a "quarta aleta, onde houve a projeção acidentalmente".

Tudo isso no Globo, em que o amigo achou o título:

"Sob forte emoção e muitas homenagens, George Floyd é enterrado em Houston".

Deem uma olhadinha na nota anterior do blog e me digam: quando é que vão parar de pôr tudo "debaixo", "embaixo", ou "em cima"? 

Muda a preposição, pessoal.

SOB e SOBRE já passaram das medidas e atingiram o nível do APÓS.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Assim eu morro. De raiva

Crianças do Globo, por favor, o interior NÃO ESTÁ EMBAIXO de risco algum.

Pode ESTAR EM RISCO, pode estar ABAIXO DA LINHA do Equador.

A assídua colaboradora e eu gostaríamos de saber quem teve a infeliz ideia de criar essa praga que se alastra com uma rapidez alarmante.

Não bastasse isso, que construção mais estranha é essa?

"Mortes chegam a crescer mais de (...)"

Tá tudo bem riscadinho aí pra vocês ficarem felizes.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Uma loja pra lá de sensual

Alguém pode explicar para a assídua colaboradora (e para mim) como é que se sensualiza uma loja?

As prateleiras devem ficar praticamente nuas, ou são os vendedores que se insinuam para os clientes, recurso nada recomendável em tempos de pandemia?

A loja "sexy" aparece numa legenda corretamente, como "sex shop", mas no masculino, estranho quando "shop" quer dizer "loja", feminina.

Como se não bastasse, as empresárias plurais viram uma só dona no subtítulo.

Quero crer que o singular cairia bem melhor nos "kits" — achei esquisito conterem "experiênciaS".

Mas quem sou eu pra discutir com os colegas que hoje fazem O Globo, jornal em que partidos, pessoas etc. chegam "nos" lugares ou "nas" situações.

Quando eu trabalhava lá, CHEGÁVAMOS À redação, ou chegávamos AO deadline. E assim por diante.