quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Será que lemos mal?

A colega da Região dos Lagos mandou sua primeira colaboração pro blog.

Está no G1 e vale por 12. Pois é. 

Doze ataques, de bicho peçonhento, parentes e outros tantos que picaram um estudante em Brasília.

Ou não é isso que diz o "lindo" título?

Mistérios da quarentena


Perguntar não ofende: como funciona essa "entrega de festa"?

O atento amigo "registrou o flagrante" na sua TV e quer saber.

Eu também fiquei curiosa.

Na pandemia, deve ser legal pedir o serviço: 

"Por favor, vocês entregam festa pra uma pessoa? Não? Só com mais de um participante? Qual é o número mínimo?"

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

O óbvio ululante

É impressionante o baixo nível do Novíssimo Jornalismo.

Vejam a "criatividade" da equipe do SBT, flagrada pelo atento amigo na tela da TV.

"Foragidos após fuga", crianças? 

FORAGIDO e FUGITIVO são a mesma coisa, não sabiam?

Vocês queriam dizer que a polícia ainda não pegou os caras? Que os detentos continuam foragidos? Digam. É fácil e não dói. Eu garanto.

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Jargão é sempre um horror


Outro mistério sensacional foi encontrado pela assídua colaboradora na Folha de segunda (ou foi na terça?).

De que idioma nasceu o jargão arquitetônico-ecológico "vegetado"?

Os autores da obra chamam isso de túnel? Não seria um viaduto?

E onde foram parar a vírgula depois de "fluminense" e o artigo antes de "travessia"?

Mistérios do Novíssimo Jornalismo


Vejam as pérolas enviadas por duas amigas queridas, uma do Rio, outra de Brasília.

Essa tubulação feia, boba, chata e virou manchete porque feriu "um rapaz de 45 anos". Pois é, esta segunda informação está na matéria e indignou a colega:

"Rapaz?!? Aos 45?!?"

Nem sei o que responder, porque estou preocupada com outro mistério: o dos homens e mulheres que desaparecem e não têm "mitos sobre", porque só os que somem têm.

Melhor nem comentar a pessoa que morreu e piorou, não é mesmo?

A ordem dos fatores é tudo na escrita, crianças. Não aprenderam a lição no Jardim Pequeno Jornalista?

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Não ceda à preguiça. Resista!

Estou acumulando bobagens aqui, como essa da imagem, enviada pela assídua colaboradora.

Não satisfeito em escrever uma frase troncha, o jornalista do Globo ainda estropiou mais uma regência.

"Resistir de", crianças? O que é isso?

Por favor, RESISTAM À tendência de achar que vale tudo na Língua Portuguesa e consultem um dicionário.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

A luta continua

A imprensa tem prestado um grande desserviço ao ensinar erros de Português para o povo.

O destaque aí na imagem, uma das muitas contribuições da assídua colaboradora, é só um exemplo.

Quem é o sujeito da frase horrorosa? Quem é "este"? Julho? "O" tendência? O Rio de Janeiro?

Um manchetaço do Globo informa: 

"Com ruas fechadas ao lazer (...), domingo é de aglomeração na orla (...)". (praia não existe mais.)

Não seria "com as ruas fechadas ao TRÂNSITO e abertas para o lazer"?

E segue a boiada catando e espalhando vírus, enquanto os que têm bom senso CONTINUAM em casa — o atento amigo, a amiga e eu não aguentamos mais essa gente que "segue parada", "segue internada", "segue empacada" no espanholismo, porque desconhece o sentido do verbo por aqui.

No site da Polícia Civil do Rio, ele encontrou a prisão "de um dos maiores roubadores da Zona Oeste". (sic) Gostaram do "roubador"? O gajo existe, mas virou LADRÃO há séculos, não é, não?

Os jovens jornalistas também faltaram às aulas de regência e não sabem até hoje que SUSPEITAMOS DE alguém ou DE alguma coisa — não "suspeitamos que" —,  RESPONDEMOS ÀS perguntas que nos são feitas etc. etc. etc.

Mas CONTINUAMOS a amar e zelar nossa língua.

Só não reparem a colcha de retalho. É domingo, é madrugada, o soninho vem chegando... Amanhã tem mais.