quinta-feira, 12 de novembro de 2020

A regência reinventada

Um dos mais fortes sintomas da absoluta falta de intimidade com a língua é desconhecer as regências.

O Estadão não está fora da lista, como comprova o colega da área de Turismo.

"Defender a Fulano", crianças? Nananinanão.

Tirem essa preposição daí já!

Vocês podem DEFENDER O que for para os incautos, mas não me venham tentar DEFENDER ESSE uso do verbo como INDIRETO porque não cola.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Não vai pra lugar nenhum

 


Agora quem se lembrou de mim foi o colega da Serra.

"Segue parado" no manchetaço, Fluminense?

Só mesmo encarnando o Raul Seixas e cantando "plunct, plact, zum, não vai a lugar nenhum".

Bobajada com extensão


Conhecida pesquisadora e grande amiga dos livros viu essa coisa e logo se lembrou do blog.

Gente, o que é isso? 

Variações sobre o mesmo tema? "Sofisticação" da inutilidade?

"Logo depois", "pouco após" etc. só servem pra chamar mais atenção para a incapacidade de escrever bem uma frase.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Modinhas em alta

A assídua colaboradora — que hoje encontrou o horroroso erro "o que a deixaram muito debilitada", no obituário da Vanusa, na versão impressa do Globo — descobriu por lá um "divisivo" dia desses.

Pois não é que a moda já está pegando?

Alguém viu, achou bonito e... já temos gente "divisiva" e outros bichos imprensa afora.

Não demora e vira a tal da "tratativa" que lojas, operadoras de telefonia e que tais inventaram de usar com o sentido de PROTOCOLO, ATENDIMENTO, RECLAMAÇÃO e outras coisas que elas podem ABRIR quando não conseguem solucionar o problema do cliente imediatamente.

Leiam na imagem o verdadeiro sentido da palavra, por favor.

domingo, 8 de novembro de 2020

Proibido para menores

Constatação do atento amigo, em mensagem de ontem:

"O jardim de infância assumiu mesmo o comando do Globo. Já faz até título de editorial."

De onde as crianças tiraram essa regência? 

Não PREZAM O idioma? Não desçam pra redação.

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Acorda, criançada!



Hoje a coisa começou "bem" mesmo.

O atento amigo mandou duas do "Globo Infantil" — favor não confundir com o finado suplemento Globinho, que era muito bom e feito PARA criança, não POR criança.

Numa, os colegas comprovam: não entendem patavina de regência. Vejam só:

"Teste de afinidade revela qual candidato você mais se identifica em São Paulo, BH e Rio. Clique e descubra".

COM O QUALCOM QUE ninguém conhece, não é?

E o que dizer do festival da preposição "para" nisso aqui?

"Maradona é transferido para Buenos Aires para realizar cirurgia para drenar hemorragia cerebral".

É muito tatibitate, viu?

Só acredito porque está impresso

Quase caí pra trás ao abrir a mensagem da assídua colaboradora.

A imagem veio com a brincadeira:

"Legenda feita especialmente pra você."

Gente! O que é essa paixão desenfreada pelo "após"?