quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Batatada à Portuguesa

Alguém me explica a frase "masmorras ao comunismo"? (clique para ler)

Não é apenas delirante. (o que será que servem nessas reuniões?)

Ainda que fizesse algum sentido, o Português está errado.

Ou você manda alguém "PARA A" masmorra ou deseja a masmorra "PARA" alguém.

O "pessoal do compasso" entendeu direitinho?

Vendo bobagens país afora


Não tive muito tempo para dedicar ao blog nos últimos dias, mas o período eleitoral foi farto em besteiras (estou falando apenas do Português; este espaço é feito de notas, não de tratados).

Na Globonews, uma das mais frequentes foi a moda do "movimento estacionado": "a apuração SEGUE PARADA na cidade tal", "o candidato 'Y' SEGUE NA MESMA POSIÇÃO" e por aí vamos (ou não vamos, sei lá).

A maioria das colaborações foram encontradas no Globo, como essa aí da imagem (coluna política de ontem, terça-feira).

O certo é "QUEM VIR", OK? A ação ainda não aconteceu e o futuro do verbo "VER" é "VIR". Ou seja, quando VIR os resultados, não pense etc. etc.

Outra do jornal foi o tal do "acontece por TODO PAÍS" referindo-se, por exemplo, à derrota do PT.

Bolas, o PT é um partido brasileiro. Portanto, não pode perder eleições em qualquer país, mundo afora.

Quando estiver falando de UM país específico, caro colega, escreva POR TODO O PAÍS, com o devido artigo, por favor.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Humor numa hora dessas?!

O atento amigo me enviou e-mail com o título:

"Corpo assassinado".

No que eu abri a mensagem, encontrei a manchete estarrecedora do G1 e compreendi.

É duro ver humor involuntário em notícia trágica, mas o portal consegue fazer o leitor rir com a horrorosa estrutura frasal. Ui!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Preço mal fixado


Alô, pessoal do IMDb!

Que tal tirar essa crase horrorosa do título?

O filme já não parece ser grandes coisas.

Com o erro gritante em Português, fica muito pior.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Pior que a esfinge


"Decifra-me ou te devoro". 

Vocês se lembram da história, não é?

Pois o atento amigo me mandou esse texto aí da foto e pediu:

"Decifra esse anúncio pra mim, please? Acho que usaram o tradutor do Google."

Sinto muitíssimo, mas está além da minha compreensão. 

Não passo nem do enigmático título.



sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Ninguém aguenta mais o 'após'

Mesmo tendo visto no Globo de hoje alguns exemplos da praga, como os que reproduzo na imagem — e dois estão na mesma página! —, fiquei com preguiça, achei que ia me repetir, essas coisas.

Mas aí o amigo e colega jornalista Romildo Guerrante tocou no tema. E o fez com tanta propriedade que eu copio seu texto aqui:


“Há uma febre contagiosa com o advérbio ‘após’, que virou coringa em tudo quanto é notícia. Observem na leitura de jornais e informativos de internet. Hoje eu li o seguinte: ‘Mantega deixa sede da PF em São Paulo após revogação da prisão’. Percebo que esse ‘após’ é rigorosamente inútil, pois o título ficaria melhor e mais informativo assim: ‘Moro revoga prisão e Mantega deixa sede da PF em São Paulo’.

Mas a coisa continua. ‘Jovem morre após acidente causado por assaltantes durante fuga’. Noto que todos morrem após acidente, como se fosse possível morrer antes do acidente. Até podia sim, pensando bem, a pessoa percebia que ia haver o acidente e tinha um enfarto.

Vamos a mais um caso nos jornais e redes de hoje: ‘Universitária denuncia professor após ser filmada no banheiro em MT’. Pra quê esse após? Universitária filmada em banheiro em Mato Grosso denuncia professor’. Não é mais informativo?

E segue o baile: ‘Filho de Mia Farrow morre aos 27 anos após acidente de carro’. Por que não dizer que morreu em acidente de carro? Não morreu na hora? Às vezes escrevem durante o acidente. Dia desses eu li que alguém morreu durante o capotamento de um carro. Não consigo saber, nem o perito, em que momento a cabeça do cara bateu no retrovisor e ele apagou. ‘Ex-BBB Cacau comemora mudança no corpo após perder 10 kg'. Não ficaria melhor assim: ‘Ex-BBB Cacau perde 10kg e comemora mudança’?

Acredito que isso tenha nascido com a febre da contextualização. Foram ensinar contextualização e amarraram de tal forma o sequenciamento dos fatos que deu nisso. Cartas para a redação.”

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Esqueça o 'sobre'. Só um pouquinho

Por que será que os colegas gostam tanto da preposição "sobre"?

Um exemplo do seu mau uso está hoje, em letras garrafais, no título de matéria a respeito da Educação (logo ela!), na página 32 do Globo:

"Um encontro para refletir SOBRE os rumos do ensino".

Alguém pôs a cabeça SOBRE o travesseiro pra pensar NO assunto?

Ao que parece, REFLETIR ANTES de escrever é coisa que ninguém mais faz. Uma lástima!