segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Para príncipe de araque


  A nota "brotou" no Globo e a assídua colaboradora estranhou as regências: na primeira parte, sobra "a"; na segunda, falta a preposição.

Pois é. Chapeuzinho perguntaria: "Por que tanta regência equivocada num texto tão pequeno, vovó?"

"É para estropiar de vez o Português", diz o lobo, tentando disfarçar a voz.

DISPONIBILIZAR já é um verbo feio. Então, não vamos piorá-lo. 

DISPONIBILIZEM PARA O lobo mau os dados que quiserem — A ESTES, ou ÀQUELES, decidam se ele TERÁ ACESSO.

Ficou claro? DISPONIBILIZA PARA e DÁ ACESSO A.

domingo, 23 de janeiro de 2022

Mais chacota com a tragédia


 A leitora amiga recebeu a chamada e me enviou, indignada.

Não é a primeira vez que os colegas brincam com coisa séria e transformam uma notícia tristíssima em piada.

"Morto após se suicidar", crianças do iG?

Na chamada enviada por e-mail, no título do site e dentro do texto?! Vergonha.

Ai, ai, ai, ai, ai, Ancelmo


 Crianças da coluna do Ancelmo, por favor, deem uma olhadinha no verbo DESLUMBRAR aí na imagem, caso não tenham dicionário em casa ou na redação.

A nota foi enviada à tarde por uma querida amiga, mas o calor me derrubou e só agora eu dei atenção ao recorte.

Não é possível que o veterano colega não saiba a diferença entre DESLUMBRAR e VISLUMBRAR — só se esqueceu de contar pra vocês.

E que coisa feia esse início, "veja as vistas". 

Comento o infalível, indefectível, indestrutível "após", mais abaixo?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

A 'criatividade' infinita do 'Globo'


 É impressionante a falta de intimidade dos colegas com as regências, especialmente as verbais.

No Globo, todo dia estropiam várias — e a assídua colaboradora pescou essa pérola aí no impresso de hoje.

Qual é a dificuldade, gente?

"Áustria obrigará população adulta a se vacinar contra Covid"; "Na Áustria, adultos serão obrigados a tomar vacina"; "Austríacos serão obrigados a tomar vacina anti-Covid"...

Não faltam opções corretas, é só pensar um pouquinho.

E já que ressuscitaram o "sob risco", no lugar do bom e velho EM RISCO, dá para me explicar como é que "a medida corre risco de levar multa"?

Porque o que vocês disseram é isso: "há risco de a medida ser multada"

Mais uma invencionice


 Atenção, colegas do Globo, o atento amigo quer saber que regência é essa, "defender ao", que vocês tascaram num título no impresso de hoje.

Como meus neurônios estão derretendo devido ao calor infernal do Rio, deixo com vocês o verbete e o trabalho de buscar o que não existe. 

Bom passatempo e boa noite pra todos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Aprendam a lidar com o inevitável


 Definitivamente, O Globo não sabe escrever uma matéria decente sobre morte.

Está na newsletter que recebi e está no online: Elza Soares "morreu por causas naturais".

Não, caros colegas, mais respeito com a cantora e com a regência.

A gente MORRE DE causas naturais, MORRE DE velho, MORRE DE calor no Rio de Janeiro e assim por diante.

"Morrer POR" é outra coisa: Fulana MORRE POR Beltrano, Sicrano MORRE PELA mulher amada...

Tem também MORRER PARA o mundo, ou (a pessoa tal) MORREU PRA MIM. E MORRER NUMA grana. Mas aí é outra história.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Tragédia. E um tico de comédia


 

 

Mais de uma querida amiga logo se lembrou de mim ao ver o bendito "após" na matéria da morte do belo ator francês.

Crianças, usem sempre no título morre "EM" acidente, morre "NO" acidente.

Se a morte não foi imediata, expliquem isso no texto, mas larguem esse "após" trambolhesco, por favor. Já encheu.

Para "reeeestabelecer" o bom humor, só mesmo mostrando as bobagens que o colega friburguense flagrou na tela da TV. Parece que baixou o Mussum por lá.