quinta-feira, 17 de março de 2022

É muito texto ruim de uma vez

 

Estou meio sem tempo e sem paciência para o Português de quinta dos colegas.

De quinta categoria, bem entendido, porque acho que nunca fiz o tal TBT, um "retrocesso de quinta-feira" que muita gente posta na internet.

A assídua colaboradora mandou duas.

A Folha (ou Falha, como ela costuma chamar) inventou uma regência horrorosa: "proibir a menores". Desde que nos entendemos por gente que estuda, sabemos que se proíbe ALGUMA COISA e que filmes podem ser proibidos PARA menores.

Na "viagem plural" do Globo, cheia de suspeitaS, discussõeS, interferênciaS russaS e "os escambaus", há uma frase esquisita: "a possibilidade de que a (dita cuja) envolveu (...)".

Não seria mais adequado "a possibilidade de que a viagem tenha envolvido"?

Bom, encerro com a contribuição do colega de Minas, uma chamada que, além do maldito "após" inútil e sem sentido, nos faz crer que a cadela se declarou inofensiva, após morrer, após escapar e após sei lá mais o quê

segunda-feira, 14 de março de 2022

Confusão mental e frasal


 Aproveito o ensejo para fazer outra pergunta aos colegas: acidentes atingem as pessoas?

A pérola foi pescada pelo atento amigo no Ancelmo de sábado — e eu vou mais além: do jeito que escreveram a nota, parece que "o acidente atingiu o fêmur e precisou ser internado".

Que tal usar a ordem direta e frases curtas?

"Ontem, o ex-presidente sofreu um acidente, quebrou o fêmur e foi internado no hospital (...), em São Paulo.

FHC, que está com 90 anos, passa bem."

Guerra 'atualizada'?!?


 Deu na CNN — está aí a foto da TV do atento amigo, que não me deixa mentir.

É claro que, com a imagem, ele enviou comentários irônicos, tais como:

"Chego à conclusão de que a guerra estava sendo travada com tacapes e que o Pentágono decidiu fornecer armamento mais atual."

O que mais seria, colegas? Podem explicar?

domingo, 13 de março de 2022

Engasgada com o 'bolovo'


Assim não dá.

A querida amiga falou desse trem aí e eu só acreditei porque sei que ela é uma jornalista séria.

Confesso que já estou sem paciência para comentar essas matérias destinadas à classe média deslumbrada que se acredita elite e come um tal de "bolovo" carésimo num edifício que em breve vai "respirar a plenos pulmões", não sem antes ter um "acesso de tosse".

Não é isso? As pessoas é que estão tendo acessos variados, tais como ataques de histeria, porque não conseguem entrar no prédio e este "respira por aparelhos"?

É assim mesmo que se diz ou o empreendimento imobiliário respira "com o auxílio de" aparelhos enquanto seus pulmões não se recuperam?

Ajuda aí, gente!

Cadê o editor da Internacional?


 É inacreditável o que se lê atualmente no Globo.

Pior ainda, no momento que estamos vivendo, é ver o despreparo da editoria Mundo, capaz de produzir um título desses, compartilhado no Facebook por um ex-colega de redação.

"Reposiona", gente? Os computadores do jornal não assinalam erros de grafia, não? Que pobreza. O meu Windows não deixa passar.

sexta-feira, 11 de março de 2022

Bobagens astronômicas


 

 Os editores do Globo podem explicar para a assídua colaboradora, para mim e para os leitores deste blog o que vem a ser o adjetivo "maratônico"?

Não existe nos dicionários ou no Volp — e agora há até uma seção de "novas palavras", na qual também não encontrei a coisa.

O verbo "maratonar" também não está lá, mas caiu na boca do povo com as séries que entram nos serviços de "streaming" com todos os episódios de uma vez.

O adjetivo e substantivo MARATÔNIO existe — e refere-se à cidade de Maratona, na Grécia, e a seus habitantes.

Se a ideia era fazer gracinha e criar mais um neologismo, tendo como base, talvez, o adjetivo ASTRONÔMICO — "os preços estão astronômicos" —, lamento informar aos responsáveis pela editoria Internacional: ficou horroroso. 

E teria que estar, no mínimo, entre aspas.

quinta-feira, 10 de março de 2022

Risos 'após' texto

 O atento amigo se diverte com a pilha de jornais que acumula quando viaja.

Vira e mexe, pega um e... cai na gargalhada quando encontra um disparate como esse aí da imagem.

Os colegas do Globo podem explicar pra ele — e pra mim — o que significa "explosão após míssil"?

Sabem me dizer se foi esse estranho fenômeno "bélico-linguístico" que tirou a Claro do ar na minha região?

Porque eu fiquei sem sinal de TV, internet e telefone muitas horas — e mesmo agora ele não está muito estável, não.