Hoje, logo no início do jornal de mesmo nome, a repórter de campo soltou um "tinha ganho" que bateu mal no ouvido.
Não custa lembrar que os verbos que aceitam diferentes formas de particípio passado são seletivos ao escolher os parceiros de cada uma elas.
Assim, ganho e ganhado, por exemplo, não vão com qualquer um. O primeiro "anda" com ser e estar; o segundo, com ter e haver.
O mesmo vale para limpo e limpado, gasto e gastado etc. etc. etc. Veja esta frase: "Ele disse que tinha limpado o chão, mas nem parece que foi limpo." Agora experimente o contrário e me diga se não soa estranho.
Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Obra gráfica de Scliar em SP
Até 8 de janeiro do ano que vem, o público terá a oportunidade de ver o trabalho do artista na Caixa Cultural da Av. Paulista. Para o curador Marcus Lontra Costa, Carlos Scliar foi, entre muitas outras coisas, “um cidadão espetacular”; “um artista de vanguarda que deixou de lado esta imagem para ser o representante da consolidação do mercado de arte brasileiro”; e “integrante de uma geração que sabia a importância do que fazia, que tinha um projeto cultural para o Brasil e a ideia clara de que estava construindo o país”. Clique aqui para ler.
domingo, 6 de novembro de 2011
Fim de ano 'fake'
Se jornalistas, publicitários etc. etc. não conseguem evitar o uso de termos estrangeiros em seus textos, que pelo menos tomem o cuidado de escrevê-los sem erros.
Hoje, na "nova" revista do Globo (que só mudou, para pior, a qualidade do papel), o Portobello Resort (chique, não?) gastou duas páginas coloridas para anunciar, em letras garrafais (e mais de uma vez), seu "reveillon".
Só que a palavra francesa, já incorporada ao nosso vocabulário, tem acento: réveillon. Já que o Português não está na moda, que tal criar o hábito de consultar dicionários para grafar as palavras "gringas" direitinho?
PS: até pela reprodução do pequeno pedaço da publicidade, dá para ver como está ruim a impressão no novo papel.
Hoje, na "nova" revista do Globo (que só mudou, para pior, a qualidade do papel), o Portobello Resort (chique, não?) gastou duas páginas coloridas para anunciar, em letras garrafais (e mais de uma vez), seu "reveillon".Só que a palavra francesa, já incorporada ao nosso vocabulário, tem acento: réveillon. Já que o Português não está na moda, que tal criar o hábito de consultar dicionários para grafar as palavras "gringas" direitinho?
PS: até pela reprodução do pequeno pedaço da publicidade, dá para ver como está ruim a impressão no novo papel.
sábado, 5 de novembro de 2011
Cuidado com a ordem
Frases longas costumam ser inimigas de quem escreve (a não ser que o redator em questão seja um Saramago, por exemplo).
No afã de dar, de uma só vez, todas as informações ao leitor, podem ocorrer coisas como um mês virar "lugar" ("em fevereiro, onde", quando o correto seria "em Berlim, onde"). Aconteceu na matéria de hoje do Segundo Caderno, a respeito do filme "Submarino", em trecho reproduzido aqui:
Pelo menos o texto usa o bem mais adequado "falar de" alguma coisa, do que o "falar sobre" encontrado em título da coluna Gente Boa. Será porque as moças estão "sobre" suas motos na fotografia?
No afã de dar, de uma só vez, todas as informações ao leitor, podem ocorrer coisas como um mês virar "lugar" ("em fevereiro, onde", quando o correto seria "em Berlim, onde"). Aconteceu na matéria de hoje do Segundo Caderno, a respeito do filme "Submarino", em trecho reproduzido aqui:
Pelo menos o texto usa o bem mais adequado "falar de" alguma coisa, do que o "falar sobre" encontrado em título da coluna Gente Boa. Será porque as moças estão "sobre" suas motos na fotografia?
Herança portuguesa, com certeza
Os escândalos políticos da vez e a doença do ex-presidente Lula suscitaram farto troca-troca de mensagens na internet e algumas conversas em torno do jeitinho brasileiro de ser. Com razão, criticaram-se as piadas de mau gosto. Também foram alvo de comentários na rede nossa velha falta de memória, o hábito de acender uma vela para Deus e outra para o Diabo e umas tantas coisas mais, a maioria pouco lisonjeira. Mas de onde vem o jogo de contura nacional e outras marcas brasleiras? Dois livros lançam luz sobre o tema. Clique aqui para ler.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Muso?!? A sério?!?
Perguntar não ofende: o Globo resolveu usar a sério "o muso", sem aspas ou itálico? Estava assim ontem na crítica de "A pele que habito", em referência à relação de Antonio Banderas com Pedro Almodóvar.
A continuar assim, a próxima palavra a ser adotada pelo jornal será "ídala".
A continuar assim, a próxima palavra a ser adotada pelo jornal será "ídala".
Que saudade, pleonasmo!
Andava eu tão distraída, mais atenta a outras leituras que as diárias, que nem percebi minhas saudades do pleonasmo. Mas eis que ele hoje me atingiu em cheio em título garrafal do Segundo Caderno do Globo:"Aos 90 anos, Zé Menezes faz show e planos para o futuro".
Parabéns ao artista e me desculpe o responsável pela tautologia, mas cabe aqui a pergunta: tem como alguém fazer planos para o passado?
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