Alguém leu a pequena matéria "Biblioteca Nacional anula prêmio de poesia", hoje, no Globo? Pois está lá a explicação para o cancelamento da premiação dada a uma publicação póstuma da obra de Carlos Drummond de Andrade:
"O resultado foi contestado (...) porque, segundo o edital, a inscrição só poderia ser feita pelo próprio autor ou com sua autorização escrita. No entanto, Drummond morreu em 1987."
Esse "no entanto" chega a ser engraçado. Vai ver o clima de piada deve-se à proximidade do texto com o Gatão de Meia-Idade.
Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
sábado, 12 de janeiro de 2013
Não mexa com os elementos

O "RJ-TV" abriu com duas matérias policiais e, em questão de minutos, perdi a conta de quantas vezes a palavra "elementos" foi usada.
Vamos deixar um pouco de lado o horroroso jargão, pessoal? Os principais "elementos" são quatro: fogo, terra, água e ar. O resto é bandido, delinquente, ladrão, homem, mulher etc. etc.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Ponto de vista
Eu disse que o Bobajal não para de crescer e... pronto! Chegou mais contribuição, de quem leu a coluna de hoje da Míriam Leitão e encontrou uma "lição de pleonasmo".
Segundo a colega, famosa por sua experiência em Economia, o governo deve "encarar de frente os riscos na área de energia".
Minha amiga, delicadíssima, pergunta: "Não dá para encarar de ladinho?"
Segundo a colega, famosa por sua experiência em Economia, o governo deve "encarar de frente os riscos na área de energia".
Minha amiga, delicadíssima, pergunta: "Não dá para encarar de ladinho?"
Com a tragédia no sangue
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| As "veias" de Copa (favor não confundir com as "véias", que perderam o acento) |
"(...) os moradores temem por tragédias (...)"
Ficou tão indignada que me escreveu: "Meu Deus, eles querem que as tragédias sejam preservadas, sem que nenhum mal lhes aconteça — a elas, pobres tragédias!!! Eu, de minha parte, temo tragédias — mas, às vezes, temo por alguma coisa. Atualmente, temo pelo bom nome de uma emissora em que o Português anda uma tragédia!"
Como se quisessem confirmar os temores da minha ex-colega de redação, o "JH", em matéria seguinte, usou clichê batidíssimo (e feiíssimo) para falar do metrô de Londres, chamando-o de "uma das veias pulsantes" da cidade: "Já que é assim, usem, ao menos, 'artérias', que conduzem o sangue 'bom', como se aprende no ensino fundamental", lembra minha amiga. Merece trocadilho infame: me tire o "tube".
Que 'colocação' é essa?
Tem colega jornalista que deve achar que as palavras ficam mais e mais chiques de acordo com o número de sílabas. Assim, "pôr" é verbo paupérrimo, "botar" fica apenas um tiquinho melhor, mas "colocar" é lindo! (um must, como diziam as dondocas de ontem.)
Só essa "lógica" justifica a frase da coluna Gente Boa de segunda-feira (guardada pra mais tarde e lida hoje), que diz que "o prédio do Bingo Arpoador (...) vai ser colocado abaixo".
Só essa "lógica" justifica a frase da coluna Gente Boa de segunda-feira (guardada pra mais tarde e lida hoje), que diz que "o prédio do Bingo Arpoador (...) vai ser colocado abaixo".
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Eureka!
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| Continuo me descabelando com o novo Blogger (e com a Net, é claro) |
Além de não ensinar seus atendentes a evitar o gerundismo (não vou nem falar dos maus modos), a empresa não cuida nem do texto de seu site, onde, entre outros absurdos, há um horroroso "Horário de atendimento: Seg. à Sex das 8h30 às 17h30". (sic)
Quem é que funciona de segunda AO sábado, ou de terça AO domingo?
Aquele que levantar a mão passa a ter o direito de usar a "crase Net".
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Para abrir 2013
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| Isto é mais ou menos como estou com o novo sistema de upload de fotos do Blogger |
O que eu, pelo menos, desconhecia era o uso do verbo "proliferar" com o "se". Está na chamada do caderno Zona Sul do Globo de hoje:
"Ameaça à saúde pública: pombos se proliferam em praças e praias atraídos por restos de comida (...)."
Como disse uma amiga, quando o verbo é pronominal, eles não usam; quando não é, eles inventam. Acho que confundiram tudo: a raça humana se propagou mundo afora, as pragas se multiplicaram, os pombos se reproduziram, mas nada (ou ninguém) "se prolifera" — de preferência, nem mesmo as besteiras escritas por aí.
Feliz Ano Novo na República Federativa do Bobajal!
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