domingo, 16 de agosto de 2015

Destorcer X distorcer

Até tu, Brutus?

No simpático texto do Verissimo, no Globo de hoje, o autor brinca com a possibilidade de Shakespeare ter escrito algumas peças com "a mente DESTORCIDA pelo vício (em maconha)".

Só que DESTORCER é "endireitar(-se) [o que estava torcido]; desfazer(-se) a torcedura de".

Acho que a intenção era usar "mente DISTORCIDA".

DISTORCER é "torcer, desvirtuar; alterar a forma ou o padrão característico de (algo)".

Leia (aqui) e me diga se não combina melhor com a frase.

sábado, 15 de agosto de 2015

É assustador!


Minha nossa!

Estão mandando tanta gente embora nas redações, Brasil afora, que dá nesse trem que uma amiga me mostrou agora:

"DEMIÇÃO" na capa do Globo online!

Quando eu trabalhava no jornal, uma cedilha assim dava DEMISSÃO com dígrafo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Assassino dos grãos


O que aconteceu no Jornal de Manaus?

Dentro do texto, escreveram direitinho.

No título, criaram um "matador de sucrilhos". Eu, hein?!

domingo, 2 de agosto de 2015

Verdadeiro nocaute

Caramba!

Não vejo luta, detesto, mas o amigo de Búzios me fez ler matéria do Dia sobre o tema.

Está lá (vou copiar um trecho aqui, antes que alguém tenha o bom senso de fazer a revisão. Não dá nem pra grifar tudo):

"Rio - Diferentemente do que a maioria poderia pensar, Bethe Correia não se mostrou nenhum pouco abatida após ter sido nocauteada em apenas 34 segundos. Esbanjando confiante e vontade, a brasileira disse ter ficado satisfeita com o seu desempenho apesar da derrota e fez questão de deixar clara sua intenção de voltar ao octógono o quantos antes para um nova luta, sem se importar de quem será a adversária. (...)

Antes do combate, Bethe Correia usou e abusou das provocações para tentar desestabilizar Ronda e diz não ter nenhum arrependimento de nada do que tenha dito, mas admitiu que a derrota trás algumas lições que garante já ter aprendido após uma derrota tão rápida e avassaladora
". (sic)

Isso é que é nocaute no Português!

Pobre idioma da República Federativa do Bobajal!

O famoso 'quem?'

Alguém se lembra daquela história de que o "lead" da matéria deve dizer o que aconteceu, com quem, quando, como, onde e por quê?

Pelo visto, não vale no novíssimo jornalismo — ou eu delirei ao ler, no Segundo Caderno, uma enorme reportagem com o astro do "novo fenômeno da Broadway"?

Além da idade, não achei outra informação sobre o rapaz. Fui obrigada a procurar no Google, pode?

Pra facilitar a vida dos próximos leitores, está aí em cima o que eu achei.

O roto e o esfarrapado

Como pode fazer gozação com o jeito de falar do nosso povo (coluna "Entreouvido por aí") uma revista em que os repórteres e/ou redatores cometem muito mais besteira?

Hoje bati o olho numa frase, em matéria (que não li) a respeito de frutas vendidas já sem casca:

"(...) com o bafafá, muitos descobriram que tangerina também é mexerica, mimosa, bergamota e, pasme, vergamota".

Pasme?!?

Eu é que estou pasma com tanto barulho por nada e com o espanto do colega. Vergamota está no dicionário há séculos!

Um PS pra quem faz a coluninha imbecil: a brincadeira de chamar "poliglota" de "troglodita" é velha como a Sé de Braga, tá?

sábado, 1 de agosto de 2015

Deserto de ideias

Ah, os verbos, os tempos, os pronomes...

Naquela seção da página 2 do Globo "Conte algo que não sei", hoje, criaram uma construção que eu realmente desconheço:

"Meu pai desenvolveu uma condição (...) que o acabou matando".

A doença O acabou? Não, a doença O MATOU!

Então...

E o que dizer desta aí que a assídua colaboradora mandou de bem longe, onde curte férias?

"Nunca pensávamos que haveria (..)". (clique aqui para ler)

Tadinhos desses professores. Passaram quanto tempo de suas vidas sem usar o cérebro?