terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Com que língua que eu vou?

Definitivamente, fala-se no Brasil um idioma que parece se afastar cada vez mais do bom Português.

Sei que a língua é viva e incorpora termos estrangeiros quando não há similares à disposição — por exemplo, acho que devemos exportar "Saudade", só nossa.

Nos jornais, pululam expressões inglesas na ilusão de "sofisticar" o texto.

E as autoridades (authorities?) colaboram. 

Acabo de ler comentários variados a respeito da última novidade do Rio: o troncal.

Não sabe do que se trata? Está pensando onde foi parar a cabeça que deveria estar em cima do tronco mas saiu pra delirar?

Eu explico:

"Gracias al señor (...) por enviarnos este material como colaboración acerca de las vias troncales. a) Su rol principal es establecer la conexión entre las diferentes zonas urbanas de una intercomuna. b) Sus calzadas permiten desplazamientos a grandes distancias, con una recomendable continuidad funcional en una distancia mayor de 6 km (...)".

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Como pode?!?

Gente, a notícia já é triste. Não tinha um título melhorzinho, não?

"Demite AO MENOS 40 jornalistas" é dose!

E o Comunique-se é feito para profissionais da área... (clique para ler)

domingo, 6 de dezembro de 2015

As lajes e os Lage

Gente Boba não decepciona.

Às colegas da coluna, informo: não há "orgias lisérgicas numa LAGE do Vidigal". (o destaque é meu.)

O Parque Lage fica no Jardim Botânico.

As LAJES onde hoje são promovidas festas nos morros cariocas são com "J", OK?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Nova moda no ar

Pronto! O Segundo Caderno gerou mais uma praga!

Ontem tivemos o "FEZ ELE". Hoje, Gente Boba foi atrás e publicou:

"Quis TRAZER ELE (...)".

Recomenda-se aulinha de infinitivo flexionado, uso de pronomes etc. !

Ignorância de impacto

Como eu, o atento amigo não aguenta mais o "após" pra cá, "após" pra lá — "não conseguem contar uma história sem usar essa m...", reclama.

Com razão, ele também fica irado sempre que ouve (ou lê) a invencionice "PEDIR PARA QUE", "que estão institucionalizando"; "INTENSO" como "relativização de LENTO"; "EFETUAR DISPAROS" em vez de ATIRAR e outras imbecilidades.

A ignorância chegou a níveis ainda mais assustadores ontem, na CBN, com a seguinte pérola:

"O trânsito SEGUE IMPACTADO".

Foi forte!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A língua aqui é outra

Os colegas mais jovens não devem ter aprendido em casa, ainda bem pequenos, a não dizer bobagens como "vi ela", "boca dela" e cacófatos em geral. Tanto que não têm vergonha de escrever o "fez ela" da nota anterior, que soa malíssimo.

No entanto, devem achar feiíssimo o som de "vírus zika", porque, como notou um amigo, agora só dizem "zika vírus".

Se não é isso, estão todos delirando que vivem em país de língua inglesa.

Acorda, gente! Aqui se fala Português, tá?

'Fez ela', 'vi ela', 'boca dela'...












Vejam na foto o que a assídua colaboradora achou na capa do Segundo Caderno.

E ela me conta que a "beleza de construção" — FEZ ELA — não está só na legenda, que marquei com riscos vermelhos, mas dentro do texto também.

Ou seja, escrevem mal e, não satisfeitos, repetem, com destaque.
Falando em repetir, por que atualmente encontro cada vez mais no jornal o uso deslocado da vírgula antes da conjunção "e"?

Outro dia tinha até no manchetaço da primeira página! Pena que já foi pro lixo sem eu ter comentado aqui.