sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Quem tem telhado de vidro...


Hoje, Gente Boba ri de um e-mail (que eu chamaria de "quase automático"), porque acha que o remetente não sabia que o nacional e tradicionalíssimo TRAJE foi rebatizado de "dress code" por quem pensa que língua alheia é mais chique.

Gente Boba também não lê o que escreve e publica coisas como:

"Ela pretende, assim, REPETIR O SUCESSO da (exposição tal), que teve pinturas de (Fulana) e FOI UM SUCESSO".

Mais atenção ao próprio texto antes de criticar o dos outros, por favor.

Ou alguém da coluna acredita que é possível repetir o que ainda não aconteceu?

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Diretamente de Nova York


O atento amigo fez sensacionais descobertas no Jornal da Band desta noite.

De Nova York, o correspondente da emissora, comentando o desfile de Ação de Graças, mandou a primeira:

"(...) o trajeto percorreu quatro quilômetros (...)".

E emendou a besteira com a segunda:

"(...) a parada aqui em Nova York é um excelente local para atentados (...)". Uau!

Só tascando um Antonio Machado na criatura:

"Caminante, no hay camino,/ se hace camino al andar".

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Um erro de mais de 30 anos

Foto de Americo Vermelho
O olhar do colega jornalista passou por Copacabana e trouxe a lembrança de uma loja que resiste há mais de três décadas na fronteira entre o meu bairro e o Leme.


Além de já ter vestido muitos outros colegas (era lá que O Globo alugava roupas de gala para repórteres e fotógrafos nos bons tempos), a loja resiste ao copidesque.

A crase errada em "Só À Rigor", horrorosa, gritante, diante de masculino etc., permanece lá, imutável.

domingo, 20 de novembro de 2016

Que prazo é esse?

Por que se encontra hoje tanto "NO longo prazo" etc., como no titulaço da página 46 do Globo de hoje?

A gente entrega um trabalho NO PRAZO, pode comprar A PRAZO e até fazer um empréstimo MÉDIO ou LONGO prazo, não é?


Há quem tente justificar a coisa feia com a pergunta que se faz:

"Em que prazo?"

A resposta, me parece, seria "em um mês", "em dois anos" e por aí vamos, NO LONGO CAMINHO em busca de um Português menos estrambótico. De preferência, A CURTO PRAZO e, até, EM CURTO. NO curto, jamais.

sábado, 19 de novembro de 2016

O enterro do bom Português

A praga do "após-calipso" atingiu em cheio a editoria Rio do Globo.

É tanto "após" isso, "após" aquilo — e em destaque! — que criaram até uma "PÓS-posta" no subtítulo da página 10. (veja na foto)

Quem viu primeiro a "posposta" foi a assídua colaboradora.

Agora, estamos ambas tentando entender o que nossos colegas, ou nossos políticos, querem dizer com mais essa novidade.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Ignorância explícita

Ontem mesmo comentei aqui os riscos de se fazer tradução sem conhecer o próprio idioma.

O uso dos "googles translators" da vida resulta em expressões que, vertidas ao pé da letra, nada significam pra nós — ou significam coisa diferente.

É o caso do GRAFISMO.

Virou modinha no Globo (por pura ignorância ou total reverência ao Inglês) usar "cenas GRÁFICAS" quando se quer dizer "CENAS EXPLÍCITAS", sejam elas de sexo ou violência.

A bobagem aparece no Segundo Caderno de hoje, na matéria "Japonês assustador".

Assustador é os colegas desconhecerem o que são gráficos, tão usados nos jornais.

Seguem alguns exemplos na imagem, pra ajudar a refrescar a memória.

E aí, 'o pessoal gostaram'?

Ao abrir os e-mails, achei colaboração do atento amigo, sempre ligado na novidadeira Globonews, que nem concordância sabe fazer.

Vejam só a foto que ele tirou da TV.

"O pagamento chegaram", colegas?!? Doeu!