sábado, 10 de março de 2018

Um artigo faz toda a diferença


O erro — encontrado pelo atento amigo no Globo — é muito comum, mas não devia ocorrer no "maior jornal do país".

Quando se quer dizer "qualquer mulher" — ou "todas as mulheres" —, usa-se "TODA MULHER", sem o artigo.

Com ele, o sentido é "a mulher inteira", da cabeça aos pés.

Quando estiverem na dúvida, colegas, invertam a frase. Fica fácil perceber que "a mulher toda" não é o mesmo que "toda mulher" que há no mundo.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Em um, falta; no outro, sobra


Recebi o erro do Uol Notícias aqui no blog, com a pergunta, em tom irônico:

"O qual as duas participam?!?"

Pois é. A preposição "de" (fundamental em "do qual participam") não entrou no texto, postado às 07h56 e atualizado às 10h54, segundo informa o site.

Enquanto isso, o maior jornal do país não larga a muleta, como constata a assídua colaboradora.

De que sofrem os colegas do Globo, que não conseguem escrever de forma direta e ainda publicam que tem gente morrendo "após" isso ou aquilo? Ô trem!

O que há de errado com "Fulano morre em atropelamento", ou "Fulano é atropelado e morre", ou "Vítima de atropelamento morre no local"?

Pessoal, qualquer coisa é melhor do que esse "após" imbecil. Ou alguém já leu "homem morre ANTES do enfarte", "mulher morre ANTES de receber bala perdida", ou outra manchete do gênero?

Que tal pentear o texto?

O que há de errado no texto do MSN Notícias que tenta explicar o motivo da celebração do Dia da Mulher em 8 de março?

Bem, no trecho destacado, muita coisa.

Pra começar, o certo é "HAVIA 600" e devia ter vírgula após "entretanto".

O infinitivo "estar", na norma culta, pede a separação entre a preposição e o artigo: "pelo fato de a porta estar trancada".

Falta artigo antes de "morte" e vírgula depois de "no total" (expressão que é totalmente dispensável na frase) e antes da data, que merecia ser grafada "foi tanta que, NO dia 5 de abril, cem mil (...)".

Feio de doer, o plural duplicado merecia corte: "(...) pessoas SE REUNIRAM para ACOMPANHAR" soa muito melhor.

Já o destaque em "por conta" é implicância minha com o cacoete que substituiu o "por causa", hoje desaparecido. Causa: fumaça e fogo. Conta: "xxx" mulheres + "xx" homens = "xxx" vítimas.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Para sonhar com biscoitos aptos

"Já é hora de dormir, não espere a mamãe mandar..."

A musiquinha do antigo comercial soava na minha cabeça, mas um informe publicitário, enviado pela assídua colaboradora, insistia em me tirar o sono.

Não é apenas mal escrito, mal pontuado etc.

Embatuquei mesmo foi com a história de o bendito produto estar apto para consumo.

Talvez o adjetivo seja aceito em casos assim, mas eu queria saber como foi que o biscoito em questão adquiriu a aptidão para ser devorado pelo "público em geral".

Quem sabe amanhã, descansada, eu pesquiso mais a respeito?

terça-feira, 6 de março de 2018

Totalmente fora do tempo

É triste ver que o novo JB está a cara do Globo, pelo menos no Português.

A assídua colaboradora enviou exemplos de um e de outro.

No Globo, tem título (e ministro, ao que parece) dizendo que a "salmonela não representa risco para a saúde".

Não sou patologista ou coisa do gênero, mas sei que a bactéria pode causar meningite, febre tifoide etc. Ou seja, alguém viajou na maionese...

Também tem legenda dizendo que a vencedora do Oscar de melhor atriz "pediu que todas as mulheres indicadas levantassem".

"Levantassem o quê?", pergunta a amiga. Pois é.

Pras moças tirarem o traseiro das cadeiras, o verbo tem que ser pronominal: "pediu QUE SE LEVANTASSEM".    

No JB, não destacaram a salmonela. O título é "Frango sob suspeita" e o subtítulo...

"Suspeita que laudos fraudados omitiam (...)"

Quem suspeita, pessoal?  

Outra manchete informa que "21 mil lojas fecham no Rio em 2017".

Estamos em 2018, colegas, 2017 já passou. 

De onde inventaram esse presente? Dá até deprê.

domingo, 4 de março de 2018

Por falar em besteira...

Comentei uma regência esquisita na nota anterior e decidi voltar aqui para lembrar do perigo: cuidado com elas, porque essas modas pegam.

Dia desses, vi que até o Verissimo aderiu ao horroroso "Parabéns a você", novidade que nasceu não sei onde, mas que já se alastra por aí, juntamente com beijos "a" isso, abraços "a" aquilo outro etc.

Canta comigo, pessoal: "Parabéns PRA você, nesta data querida...".

Tradição dominical



Domingo é dia de... erros no Globo, como os que já encontrou a assídua colaboradora — e olha que ela só deu uma passadinha pelo Morar Bem e pelo Ancelmo.

No primeiro, como ela comentou, "o novo JB faz escola".

Tá certo, não saiu "Título em corpo tal, itálico etc.". Mas "Fulano, por e-mail", destacado em negrito, é dose, né?

Na famosa coluna, o "ÓBOLO" ganhou "U" (?!) e uma regência que me soou estranha.

Não seria melhor "Óbolo para o bancão"? E não tinha revisor pra ver que está faltando letra no nome do dito cujo?

A absurda crase em "Lá vem AS noivas" é a cereja do bolo. Até engasguei.