segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Ruim em qualquer língua

Coberta de razão, a assídua colaboradora estranhou a chamada do Globo.

Aos colegas inventores de moda, que pensam que sabem Inglês e desconhecem o Português, informo que, mesmo na língua de onde vocês tiraram o "supremacism", a palavra original é SUPREMACY.

Quem procura no Volp NÃO ACHA o "supremacismo", mas SUPREMACIA está lá, eu garanto.

A amiga também encontrou bobagem no Segundo Caderno — e eu dou uma dica para quem tiver dúvida em frases similares: o título do filme "O dia EM QUE a Terra parou".

Portanto, "no dia EM QUE eu parar", "o ano EM QUE (..)", sempre!

Aproveitando, no dia EM QUE conseguirmos viajar no tempo, talvez possamos fazer "projetos para o PASSADO".

Até lá, evitem o pleonasmo "projetos para o futuro", os únicos — e óbvios — que temos, OK? (a pérola foi pescada no Ela pelo atento amigo.)

Explosão global


O desrespeito do Globo com o leitor e com acidentados — e com o idioma, é claro — seria cômico se não fosse trágico.

Quando os colegas vão aprender que horário de trem britânico não combina com as expressões "em torno de", "por volta de" e similares?

A frase "nas fotos, no local do acidente, que correm as redes etc." é de lascar.

Mas o que deixou a assídua colaboradora de queixo caído, "após o após", foi essa coisa que "(...) teria o acertado". Ui!

domingo, 4 de agosto de 2019

'Embaixo do risco' outra vez

Tá certo, eu sei que o Uol Notícias é "o ó" (desculpem o inevitável trocadilho), mas a primeira reportagem que eu vi, ao abrir o Facebook, foi:

"Sob risco de perder a fala, general (...)".

Não me perguntem quem pariu o monstrengo, que deu cria e se espalha na imprensa, mas já comentei muitas vezes as formas corretas:

"a pessoa está EM RISCO", "o militar CORRE O RISCO DE perder a fala", "o acidentado CORRE RISCO DE VIDA", "a VIDA de Fulano ESTÁ EM RISCO" etc. etc.

O general não está "sob risco" algum.

Quem está "sob risco" aí na imagem é o Capitão América.

Os demais estão "sobre o risco".

sábado, 3 de agosto de 2019

Bobagens que 'O Globo' faz

Acordei e encontrei três "lindezas" do Globo, enviadas pela querida e assídua colaboradora.

Ri muito com a "possível ambulância" e logo imaginei como seria uma "ambulância IMPOSSÍVEL".

Crianças, se a intenção era dizer que acharam partes de um veículo que "possivelmente", "quem sabe", "talvez" tenha sido usado num roubo, por que o título afirma que É e o texto faz o mesmo logo abaixo?

Não dá pra entender.

Também é incompreensível a "abreviação" (?!?) "desmate".

O que é "o desmate"?

DESMATE só existe como conjugação do verbo DESMATAR (presente do subjuntivo e imperativo afirmativo).

Vocês usaram DESMATAMENTO bonitinho, com todas as letras, na legenda.

Por que inventaram moda no título?

Se tirassem o indefectível "após", aposto que cabia tudo.

O que não cabe de jeito algum é a bendita crase antes do MASCULINO "linfoma", OK?

Demissão na 'Veja' é diferente


É "de doer os olhos", como disse o amigo, que deu um print na imagem para eu acreditar nessa "outra coisa" inaceitável.

Como ele bem lembrou, no tempo em que fomos colegas de redação uma chamada dessas dava DEMISSÃO.

Não contente, a Veja ainda "vê risco à Amazônia".

Não entendi se o risco vai À Amazônia de barco ou de avião. 

Ou queriam dizer "VÊ AMEAÇA À Amazônia"? Ou "VÊ Amazônia EM RISCO"?

Os redatores da revista devem ter entrado na competição ora liderada pelo Globo e pela Folha, nos quais a assídua colaboradora tem pescado pérolas como "apesar de documentos, (...)", Fulano "marcou de ir" etc. etc.

Se não me falha a memória, essa ideia de jerico de começar título com "apesar de documentos (vírgula)" não é inédita aqui. 

Não é mesmo. Achei duas rapidinho, uma lástima. (clique aqui e aqui para ler)

PS: na madrugada, deixei passar o "inconformismo de dados", apontado por uma amiga em comentário. Não são os dados que não se conformam: o inconformismo é do diretor.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Parem de 'possuir'. Tenham!

Queridos colegas, pela enésima vez: POSSUIR e TER nem sempre são a mesma coisa.

Ontem, a assídua colaboradora encontrou um parágrafo de matéria em que, além do plural esdrúxulo "sem contatos (sic) com os amigos há anos", havia a seguinte "informação":

"(Fulano) possui histórico de problemas com drogas".

Caramba! "Possui" histórico? "Possui" problemas?

O cara pode até TER drogas EM SEU PODER, porque é disso que se trata o verbo POSSUIR: ser possuidor, ser o senhor de alguma coisa (ou de alguém), tomar posse de, apossar-se, assenhorear-se, invadir, ocupar...

Os jornalistas copiam os pessimamente traduzidos manuais de telemarketing, que (des)ensinam: "a senhora possui endereço?"; "você possui e-mail?"; "o senhor possui um tempinho para avaliar o atendimento?".

Eu TENHO tudo isso, mas, por mais que o(a) atendente seja gentil, eu não "possuo" a menor paciência para esse linguajar ridículo das empresas.

PS: TEM quadrinho pra ajudar.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Estagnado ou em movimento?



Confesso que estou cada vez mais desanimada e sem humor pra comentar bobagens cometidas diariamente pelos colegas.

Em um site de notícias, um amigo encontrou isso:

"Pai com Alzheimer reconhece filho após óleo de cannabis".

Como assim, "após óleo"?!?

Quantos gramas de cannabis fumou o redator "antes" de fazer esse título?

No Globo, em "Após o Pulitzer etc.", a assídua colaboradora pescou a seguinte "não tradução":

"(...) inclusive um que mora a cinco blocos da minha casa".

Já vi gente reclamando do bendito "inclusive", que parece estar virando a bengala da vez, mas o pior aí é o bloco — que não é carnavalesco, não é parte de um conjunto de prédios, não é nenhuma das coisas que a palavra significa em bom Português.

É QUARTEIRÃO que se chama, tá, moçada? "Block" é Inglês.

Achou pouco? Em coluna do mesmo jornal, o atento amigo encontrou o indefectível "segue parada".

Pessoal, PARA pra pensar e SEGUE em frente sem escrever besteira, por favor.