Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
sábado, 9 de novembro de 2019
A maneira como fazem os textos
Recebi da assídua colaboradora, está no Globo de hoje e eu não vou me estender muito, porque hoje é sábado.
Por favor, não usem QUE quando falarem da forma COMO uma coisa foi feita.
Cabe na locução DE FORMA QUE — ou DE MODO QUE —, mas não cabe na explicação do jeitinho de se fazer qualquer coisa.
Façam a pergunta:
COMO SE DEU a liberdade?
Agora tentem usar o "QUE".
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
Quer que eu entenda? Jura?
Como comentei há pouco, está difícil acompanhar o ritmo.
Leiam o título do Globo e... Eles ainda querem que a gente ENTENDA! (faço minha a expressão da foto.)
A assídua colaboradora encontrou isso e muito mais. O leitor de Minas, idem.
Tem pedido de liberdade "a" Fulano — é PARA, colegas! As crianças nunca ouviram falar da peça e do filme "LIBERDADE PARA AS BORBOLETAS"? Procurem.
Tem "democracia sob risco" — alguém sabe quem rabiscou em cima e deixou a pobrezinha embaixo da garatuja?
Tem título da Folha com exagero de "sobre" — "(...) diz Ministro, sobre falta de questões sobre a ditadura" — e título do R7 com excesso do já excessivo "após" — "Após 580 dias preso, Lula pode ser solto após decisão do STF".
Nem sei mais o que comentar a respeito dessas bobagens. Viraram rotina. Na imprensa e aqui.
Leiam o título do Globo e... Eles ainda querem que a gente ENTENDA! (faço minha a expressão da foto.)
A assídua colaboradora encontrou isso e muito mais. O leitor de Minas, idem.
Tem pedido de liberdade "a" Fulano — é PARA, colegas! As crianças nunca ouviram falar da peça e do filme "LIBERDADE PARA AS BORBOLETAS"? Procurem.
Tem "democracia sob risco" — alguém sabe quem rabiscou em cima e deixou a pobrezinha embaixo da garatuja?
Tem título da Folha com exagero de "sobre" — "(...) diz Ministro, sobre falta de questões sobre a ditadura" — e título do R7 com excesso do já excessivo "após" — "Após 580 dias preso, Lula pode ser solto após decisão do STF".
Nem sei mais o que comentar a respeito dessas bobagens. Viraram rotina. Na imprensa e aqui.
No Jardim Pequeno Jornalista
Recebi coisas "lindas" da assídua colaboradora e do atento amigo, encontradas no Globo.
Seguem duas amostras do tatibitate dos praticantes do Novíssimo Jornalismo.
Tal qual crianças, eles não descobriram ainda como usar os pronomes — e tascam um horroroso "denunciou ele" na frase — e se encantam quando aprendem um verbo novo.
Se não é isso, por que abusam dos polissilábicos, geralmente não adequados ao contexto?
"Realizar depoimentos", pessoas?! Qual é o problema de "dar", "tomar", "prestar" etc. etc. etc.? Acham feio?
PS: tem mais, muito mais. Está difícil acompanhar o ritmo.
quinta-feira, 7 de novembro de 2019
Agraciada com a nictofilia
Antes de ir pra caminha, mais uma do Globo de quarta-feira.
Foi enviada pela assídua colaboradora, que estranhou a regência "agraciados pela paisagem".
A escolha do adjetivo "agraciado" já é esquisita, porque ele costuma ser usado em relação a pena, indulto, condecoração, título honorífico — COM os quais pessoas são agraciadas.
Indo pro finzinho do recorte, uma dúvida: o Volp não registra "altinha" ou "altinho" e parece que as duas formas são comuns na imprensa e na linguagem popular.
Mas quando a preferem "altinha", a palavra continua sendo masculina, "o tradicional altinha"?
Cartas para a "redação", por favor. Boa noite.
Foi enviada pela assídua colaboradora, que estranhou a regência "agraciados pela paisagem".
A escolha do adjetivo "agraciado" já é esquisita, porque ele costuma ser usado em relação a pena, indulto, condecoração, título honorífico — COM os quais pessoas são agraciadas.
Indo pro finzinho do recorte, uma dúvida: o Volp não registra "altinha" ou "altinho" e parece que as duas formas são comuns na imprensa e na linguagem popular.
Mas quando a preferem "altinha", a palavra continua sendo masculina, "o tradicional altinha"?
Cartas para a "redação", por favor. Boa noite.
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
Os seres com poder
O atento amigo encontrou isso aí no Globo e me enviou com o título:
"Podendo serem?"
É no que dá fazer frases longas.
O autor do texto começa bonitinho, com um "possam ser", e tasca em seguida um "podendo serem" (ui!).
Só li esse trechinho e espero que o colega que escreveu a matéria explique, em algum momento, o que são os "entes" no jargão da Petrobras.
Afinal, para a maioria dos mortais, ente é o que existe, é um ser qualquer — fantástico, querido, supremo, imaginário etc. etc., provavelmente sem acesso aos "recursos da companhia".
PS: pra quem gosta que eu dê sugestões, que tal botar um ponto depois de "petróleo" e começar outra frase com "Até 70% dos royalties poderão ser transferidos (...)"?
terça-feira, 5 de novembro de 2019
Hífen em 'on-line'
Por favor, desconsiderem todos os meus "online".
O Volp (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) registrou a grafia "on-line", com hífen, mas é tarefa hercúlea buscar e corrigir todos que escrevi neste blog sem ele.
Grata pela compreensão.
Que língua falam na ESPN?
Quando eu saí de casa, por volta de uma da tarde, essa coisa esquisita da ESPN já tinha sido enviada pra mim pelo fiel leitor mineiro — e eu achei que não tinha entendido porque estava com pressa.
Voltei e o trem continuava à minha espera no site da emissora, do mesmo jeitinho incompreensível — e eu culpei o calorão que peguei na rua etc. etc.
Agora, passando um tiquinho da meia-noite, já descansada, fiz nova tentativa e... desisti.
Esqueçam a chamada "crase machadiana" ("até à") que eu detesto e não uso, mas ainda tem defensores.
Preciso de tradutor para "Adidas e não para parceira Nike", inexplicável mesmo para quem conhece a negociação que se esconde atrás do enigma.
Voltei e o trem continuava à minha espera no site da emissora, do mesmo jeitinho incompreensível — e eu culpei o calorão que peguei na rua etc. etc.
Agora, passando um tiquinho da meia-noite, já descansada, fiz nova tentativa e... desisti.
Esqueçam a chamada "crase machadiana" ("até à") que eu detesto e não uso, mas ainda tem defensores.
Preciso de tradutor para "Adidas e não para parceira Nike", inexplicável mesmo para quem conhece a negociação que se esconde atrás do enigma.
Assinar:
Postagens (Atom)





