Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
quinta-feira, 16 de julho de 2020
Publicidade ruim pra vista
Não é só o jornalismo que tem ignorado solenemente as preposições: a publicidade não fica atrás em matéria de desleixo e desconhecimento de regência.
Parece que os responsáveis pelos anúncios da Renner (e outros) levaram a sério aquela história dos "produtos que custam o olho da cara".
Informo a eles que NÃO VOU TIRAR O OLHO pra comprar nada!
Agora, se escreverem direitinho — e se realmente houver na loja uma peça DA QUAL (ou DE QUE) eu não consiga desviar o olhar — prometo pensar no assunto, apesar da quarentena.
quarta-feira, 15 de julho de 2020
Editora e jornal errando juntos?
Uma querida amiga que não é muito de mandar coisas pro blog hoje não resistiu.
Afinal, o anúncio com erro é de uma editora (Globo), estava estampado com destaque na página 12 do jornal do mesmo grupo e, como eu acabo de comprovar, continua escrito do mesmo jeito na internet, com outra diagramação.
Para o primeiro deslize, ela dá até opção para quem achar feia a construção "DE ELA SOBREVIVER". E, como boa jornalista, já manda no tamanho certo:
Também não há desculpa para a falta da preposição que acompanha o verbo RENUNCIAR — a gente renuncia A alguma coisa, lembram disso?
Afinal, o anúncio com erro é de uma editora (Globo), estava estampado com destaque na página 12 do jornal do mesmo grupo e, como eu acabo de comprovar, continua escrito do mesmo jeito na internet, com outra diagramação.
Para o primeiro deslize, ela dá até opção para quem achar feia a construção "DE ELA SOBREVIVER". E, como boa jornalista, já manda no tamanho certo:
"Podiam ter escrito algo como 'viver como homem/foi o único jeito/de sobreviver ao talibã'. Funciona tão bem quanto. E cabe no espaço". (o texto estava dividido em três linhas.)
Também não há desculpa para a falta da preposição que acompanha o verbo RENUNCIAR — a gente renuncia A alguma coisa, lembram disso?
O problema ainda é alinhar tudo bonitinho? Então:
"Bastava RENUNCIAR AO verbo escolhido e usar 'esconde a identidade', por exemplo".
Resumindo: é só pensar um pouquinho, colegas.
segunda-feira, 13 de julho de 2020
Quem sabe responder?
A assídua colaboradora foi ler o obituário da atriz Kelly Preston no Globo, achou o óbvio ululante destacado aí na imagem e pergunta:
"Quando mais ela trabalharia em dezenas de filmes e séries? Durante o sono?"
Pois é, crianças. Texto enxutinho é bom, a gente gosta.
O Now também devia aprender a escrever Português e facilitar a vida do assinante com sinopses inteligíveis.
Li coisas estrambóticas hoje no canal, que me fez gargalhar com as "pessoas em diferentes âmbitos da vida".
Não faz o menor sentido, mas soa "poético", não é, não?
"Quando mais ela trabalharia em dezenas de filmes e séries? Durante o sono?"
Pois é, crianças. Texto enxutinho é bom, a gente gosta.
O Now também devia aprender a escrever Português e facilitar a vida do assinante com sinopses inteligíveis.
Li coisas estrambóticas hoje no canal, que me fez gargalhar com as "pessoas em diferentes âmbitos da vida".
Não faz o menor sentido, mas soa "poético", não é, não?
Ah, os modismos e grafismos...
A assídua colaboradora já havia rebatizado o jornal, agora rebatizou o caderno: "Desilustrada da Falha".
Foi lá que ela encontrou essa inexplicável violência "gráfica".
Será que usam muito Excel na nova série da HBO?!?
A seta abaixo assinala não exatamente um erro, mas um modismo chato pra caramba: "pontuar".
Evitem as modinhas, colegas. Elas apequenam o texto.
PS: só faltou dizerem que o sexo EXPLÍCITO é "gráfico" também. Argh!
sábado, 11 de julho de 2020
O significado de 'acessar'
A querida amiga leu a besteira no Globo impresso.
O meliante trocou Bangu por prisão domiciliar com tornozeleira e os infantes colegas, acostumados ao "infomatiquês", tascaram lá:
"(...) as autoridades policias terão permissão para acessar a residência de (...)".
Agora a casa da gente é website ou banco de dados? Desde quando?
Que tal "acessar" um dicionário na estante (bem real, de capa dura, não virtual) antes de escrever bobagem?
O meliante trocou Bangu por prisão domiciliar com tornozeleira e os infantes colegas, acostumados ao "infomatiquês", tascaram lá:
"(...) as autoridades policias terão permissão para acessar a residência de (...)".
Agora a casa da gente é website ou banco de dados? Desde quando?
Que tal "acessar" um dicionário na estante (bem real, de capa dura, não virtual) antes de escrever bobagem?
quinta-feira, 9 de julho de 2020
Adaptação da pior espécie
A assídua colaboradora encontrou na rebatizada "Falha de São Paulo" mais uma regência estropiada (as pobrezinhas sofrem, viu?).
Agora, inventaram que uma certa pessoa "adaptou um dos dormitórios do (lugar tal) em escritório".
Há vários erros na frase, a começar pelo sujeito, incapaz de ação louvável.
Mas o que interessa é o bendito predicado: "adaptar em", gente?!
Procure no verbete. Quem achar ganha um doce.
Agora, inventaram que uma certa pessoa "adaptou um dos dormitórios do (lugar tal) em escritório".
Há vários erros na frase, a começar pelo sujeito, incapaz de ação louvável.
Mas o que interessa é o bendito predicado: "adaptar em", gente?!
Procure no verbete. Quem achar ganha um doce.
quarta-feira, 8 de julho de 2020
Leitura. Recomenda-se
O atento amigo, a fiel leitora e eu mesma não aguentamos mais certos cacoetes da "imprensa escrita, falada e televisada", à moda de Odorico e sua Sucupira natal.
Já desisti de corrigir o Inglês que não souberam traduzir e gerou o monstrengo "testou positivo", inexistente no idioma pátrio.
Enquanto os testes de Português dão resultados negativos, aproveito pra pedir às crianças que evitem dizer "receptor do Nobel", ou "receptador do Oscar" etc.
Prefiram GANHADOR, para não dar a ideia de que o prêmio é mercadoria roubada ou coisa do gênero.
E, por favor, parem com essa história de "comentar sobre" isso e aquilo.
O moço da ilustração pode "COMENTAR SOBRE LIVROS" porque está, de fato, EM CIMA deles. Deu pra entender?
Já desisti de corrigir o Inglês que não souberam traduzir e gerou o monstrengo "testou positivo", inexistente no idioma pátrio.
Enquanto os testes de Português dão resultados negativos, aproveito pra pedir às crianças que evitem dizer "receptor do Nobel", ou "receptador do Oscar" etc.
Prefiram GANHADOR, para não dar a ideia de que o prêmio é mercadoria roubada ou coisa do gênero.
E, por favor, parem com essa história de "comentar sobre" isso e aquilo.
O moço da ilustração pode "COMENTAR SOBRE LIVROS" porque está, de fato, EM CIMA deles. Deu pra entender?
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