Além de já estar com o nível de paciência estourando com essa tal "nova" moda erótica (parece que só descobriram o sexo este ano! — e não me pergunte como a Humanidade chegou até aqui...), não aguento mais (e não estou sozinha nisso) ver o desconhecimento total do corpo feminino por parte dos colegas jornalistas.
As mais recentes "gotas d'água" foram a matéria (de capa) da revista dominical do Globo e a nota de hoje (que a menciona) na coluna Gente Boa. Para quem não teve aulas de anatomia na escola, explico: o que é retratado no quadro "polêmico", censurado pela ABL, não é a vagina, é o monte pubiano, compreenderam? Se alguém ainda estiver em dúvida, nem precisa ter o "Gray's Anatomy" em casa: basta consultar o Google ou o dicionário mesmo (ver o verbete "vulva").
Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Sem poucos = muitos
A coluna Gente Boa "ressalta" declaração do poeta Chacal: "Ipanema (...) estava abandonado há um tempo, sem poucos teatros e cinemas."
Acho que queriam dizer "com poucos"...
Acho que queriam dizer "com poucos"...
Jornalista não vale nada!
Vejam o anúncio que uma amiga me passou:
"REDATORA WEB/ DESCRIÇÃO
Somos uma empresa produtora de conteúdo responsável por diversos sites em diferentes segmentos.
Estamos procurando por redatoras com experiência em redação web para a elaboração de artigos para portal feminino.
É importante para nós:
Que não cometa erros ortográficos e nem gramaticais ao redigir;
Que tenha a capacidade de expressar suas ideias de forma clara e precisa;
Que possa aplicar corretamente as pautas de um projeto;
Que tenha disponibilidade de escrever artigos diariamente;
Que esteja atenta às tendências de consumo e novidades do mundo feminino;
Diferenciais:
Que tenha boa leitura e escrita da língua inglesa;
Que tenha conhecimento de SEO voltado ao conteúdo.
Procuramos por colaboradoras sérias, responsáveis, comprometidas com os prazos de entrega e que tenham interesse em estabelecer uma relação à longo prazo. O trabalho é freelance, pode ser realizado na sua casa e o pagamento se efetiva por volume de artigos redigidos durante o mês.
O valor inicial pago por cada artigo é R$ 20,00."
Com essa crase aí em cima, eles realmente estão precisando de gente que saiba escrever. Mas por esse preço, acho difícil encontrarem.
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Que tenha a capacidade de expressar suas ideias de forma clara e precisa;
Que possa aplicar corretamente as pautas de um projeto;
Que tenha disponibilidade de escrever artigos diariamente;
Que esteja atenta às tendências de consumo e novidades do mundo feminino;
Diferenciais:
Que tenha boa leitura e escrita da língua inglesa;
Que tenha conhecimento de SEO voltado ao conteúdo.
Procuramos por colaboradoras sérias, responsáveis, comprometidas com os prazos de entrega e que tenham interesse em estabelecer uma relação à longo prazo. O trabalho é freelance, pode ser realizado na sua casa e o pagamento se efetiva por volume de artigos redigidos durante o mês.
O valor inicial pago por cada artigo é R$ 20,00."
Com essa crase aí em cima, eles realmente estão precisando de gente que saiba escrever. Mas por esse preço, acho difícil encontrarem.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Por causa do incômodo
Quase desisto de entrar hoje no blog, mas fiquei incomodada com o título "Adiamento não incomoda ao Planalto".
Pensava que a gente podia incomodar alguém sem precisar da preposição. Por causa dela, cá estou eu, que também ando por conta com os colegas que desistiram da causa. Até o João Ubaldo Ribeiro comentou, no Globo, o abuso do "por conta" disso e daquilo, em vez do tradicional "por causa". Será que acham mais chique e "muderno"?
Pensava que a gente podia incomodar alguém sem precisar da preposição. Por causa dela, cá estou eu, que também ando por conta com os colegas que desistiram da causa. Até o João Ubaldo Ribeiro comentou, no Globo, o abuso do "por conta" disso e daquilo, em vez do tradicional "por causa". Será que acham mais chique e "muderno"?
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Por ora, cobramos por hora
Bem no finzinho do interessante filme "Substitutos", vozes em off dão as notícias. A última diz, levemente ameçadora: "For now." E a legenda aparece: "Por hora."
Nananinanão, pessoal! Neste caso, escreve-se por ora (ou por agora — o exato "for now" da fala em inglês).
Acho que o Bruce Willis não cobrou por hora ("by the hour") para fazer esse trabalho. Atores, que eu saiba, recebem cachê.
Em tempo, já que o assunto é este mesmo: se já não é fácil encontrar canais pagos com legendas, som original e dublagem, para atender a todos gostos, como eles vão cumprir a exigência de exibir programação feita aqui? E quantos políticos (e corriola) já providenciaram produtoras de TV para faturar um extra? Ou alguém acredita que muitos não pensaram nem em montar estúdios, que podem ser alugados por hora?
Nananinanão, pessoal! Neste caso, escreve-se por ora (ou por agora — o exato "for now" da fala em inglês).
Acho que o Bruce Willis não cobrou por hora ("by the hour") para fazer esse trabalho. Atores, que eu saiba, recebem cachê.
Em tempo, já que o assunto é este mesmo: se já não é fácil encontrar canais pagos com legendas, som original e dublagem, para atender a todos gostos, como eles vão cumprir a exigência de exibir programação feita aqui? E quantos políticos (e corriola) já providenciaram produtoras de TV para faturar um extra? Ou alguém acredita que muitos não pensaram nem em montar estúdios, que podem ser alugados por hora?
Sujeitinho inconstante!
Na nota "A revanche", da coluna do Ancelmo, há um sujeito que não se decide entre o singular e o plural: é ela — "a turma que azucrinou (...)" — ou são eles — que "entregaram uma carta (...)"? Na frase seguinte, "ela" volta a atacar, pois "diz que a posse (...)". Ô confusão.
Os profetas do 'após-calipso'
O tom alarmista da matéria "Contagem regressiva para a extinção" me fez pensar seriamente em recuperar duas velhas máquinas de escrever que tenho guardadas (a mais antiga, presente do meu pai, é verdadeira peça de museu: uma Hermes Baby — "baby" daqueles da Johnson nos anos 1950...).
Não achei nada errado no Português usado pelo autor, no Globo, apenas exageros por parte dos entrevistados. Se, como querem eles, coisas como o teclado vão desaparecer em breve, quero saber como ficam os pobres mortais que usam o computador não para brincar, mas para trabalhar.
Algum escritor ou jornalista já tentou digitar um texto longo num iPad, por exemplo? No dia seguinte, a tendinite estava incomodando ou não?
Não achei nada errado no Português usado pelo autor, no Globo, apenas exageros por parte dos entrevistados. Se, como querem eles, coisas como o teclado vão desaparecer em breve, quero saber como ficam os pobres mortais que usam o computador não para brincar, mas para trabalhar.
Algum escritor ou jornalista já tentou digitar um texto longo num iPad, por exemplo? No dia seguinte, a tendinite estava incomodando ou não?
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