A assídua colaboradora mandou cedo a notinha de pé de página do Ancelmo, indignada com a péssima construção da última frase.
De fato.
O "fezele" me lembrou das velhas lições, recebidas em casa antes mesmo da estreia na escola, como: não diga "vi ela".
Mais que todos, profissionais do texto não podem misturar a norma culta com o uso popular.
Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
domingo, 19 de outubro de 2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Entrou areia no alfajor
A chamada do alto da primeira página da Economia do Globo informa, ao lado de uma foto de alfajores:
"Havanna chega enfim às praias cariocas". (sic)
Fiquei curiosa. Não conseguia imaginar o doce argentino sendo apregoado entre banhistas, juntamente com mate, biscoitos Globo e picolés.
Pois é. Nem os "hermanos" responsáveis pela famosa marca.
Lá dentro, a matéria fala apenas de lojas que serão abertas no Rio e em outras cidades brasileiras.
De quem foi o delírio? Do estagiário, como sói?
"Havanna chega enfim às praias cariocas". (sic)
Fiquei curiosa. Não conseguia imaginar o doce argentino sendo apregoado entre banhistas, juntamente com mate, biscoitos Globo e picolés.
Pois é. Nem os "hermanos" responsáveis pela famosa marca.
Lá dentro, a matéria fala apenas de lojas que serão abertas no Rio e em outras cidades brasileiras.
De quem foi o delírio? Do estagiário, como sói?
Passa e repassa
A querida amiga mandou "presentinho de aniversário" pra mim, encontrado em matéria da Folha, cujo tema era o telefonema de Marina a Aécio.
Diz o texto:
"Marina telefonou para o coordenador de sua campanha e deputado Walter Feldman (PSB-SP), que repassou o celular para o presidenciável."
Diz a amiga:
"Em Português, Marina telefonou. O deputado passou o aparelho para Aécio. Repassar significa passar outra vez. O aparelho, ao que tudo indica, não havia sido passado anteriormente a quem o atendeu. Ah, a falta que faz um redator/revisor..."
Parece até que o nosso idioma é passado de uma geração pra outra por meio da velha brincadeira de telefone sem fio.
E o pessoal da Comunicação não está entendendo bem a mensagem.
Diz o texto:
"Marina telefonou para o coordenador de sua campanha e deputado Walter Feldman (PSB-SP), que repassou o celular para o presidenciável."
Diz a amiga:
"Em Português, Marina telefonou. O deputado passou o aparelho para Aécio. Repassar significa passar outra vez. O aparelho, ao que tudo indica, não havia sido passado anteriormente a quem o atendeu. Ah, a falta que faz um redator/revisor..."
Parece até que o nosso idioma é passado de uma geração pra outra por meio da velha brincadeira de telefone sem fio.
E o pessoal da Comunicação não está entendendo bem a mensagem.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
Tente em outra língua
A amiga postou este artigo da Carta Maior, que está até interessante, mas tem uns probleminhas.
Numa vista d'olhos, nota-se, primeiramente, o título:
"Porque a classe média brasileira está dividida(...)".
Tente em Inglês: é "because" ou "why"?
Vence o segundo, que aqui se escreve "por que", separado.
Lá dentro também achei confuso o uso de "sútil" e "sutil", ambas repetidas no texto. As duas palavras existem, têm sentidos bem diversos e...
Vai ver não entendi porque o soninho está chegando — ou o autor foi sutil demais pra minha cabeça.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
De tirar o humor
Impossível manter o bom humor ao ler tanta besteira no jornal em que trabalhei tantos anos.
Vejam na foto o que a amiga e colaboradora assídua mandou pra mim.
MAU-HUMORADO é forte, viu? Pois é, está na contracapa do Segundo Caderno.
Lição básica do antigo primário: mal-humorado e mau humor; bem X mal; bom X mau
Se o editor não aprendeu na escola, podia ter aprendido nos quadrinhos ou nos filmes de super-herói, em que sempre há "a luta do bem contra o mal".
Vejam na foto o que a amiga e colaboradora assídua mandou pra mim.
MAU-HUMORADO é forte, viu? Pois é, está na contracapa do Segundo Caderno.
Lição básica do antigo primário: mal-humorado e mau humor; bem X mal; bom X mau
Se o editor não aprendeu na escola, podia ter aprendido nos quadrinhos ou nos filmes de super-herói, em que sempre há "a luta do bem contra o mal".
Vai escrever mal assim no...
A distribuidora do Globo não quer mais trabalhar na minha área, mas o atento amigo pegou esta "maravilha" no jornal:
"Mais de 60 crianças e adolescentes foram apreendidos em praias da Zona Sul, segundo a Polícia Militar. A grande parte deles agia na Praia de Copacabana e também na Rua Rainha Elizabeth, no mesmo bairro".
Já acho estranha essa coisa de apreender gente, ainda que seja uma recomendação no caso de menores.
Mas o que nos intrigou mesmo foi "a grande parte deles" que agia em Copa. Seriam as pernas, talvez?
"Mais de 60 crianças e adolescentes foram apreendidos em praias da Zona Sul, segundo a Polícia Militar. A grande parte deles agia na Praia de Copacabana e também na Rua Rainha Elizabeth, no mesmo bairro".
Já acho estranha essa coisa de apreender gente, ainda que seja uma recomendação no caso de menores.
Mas o que nos intrigou mesmo foi "a grande parte deles" que agia em Copa. Seriam as pernas, talvez?
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
Que concordância é essa?!?
Mais uma colaboração chegando.
Lá da Bahia, a amiga me marcou numa postagem do Facebook que mostra a capa da Folha de SP de hoje (foto), com a seguinte frase:
"Pra quem VAI OS VOTOS de Marina".
Acho que os votos eleitores brasileiros não VAI pra ninguém.
Já os meus votos pessoais vão para a recuperação imediata dos revisores e copidesques, que estão fazendo falta nas redações.
Lá da Bahia, a amiga me marcou numa postagem do Facebook que mostra a capa da Folha de SP de hoje (foto), com a seguinte frase:
"Pra quem VAI OS VOTOS de Marina".
Acho que os votos eleitores brasileiros não VAI pra ninguém.
Já os meus votos pessoais vão para a recuperação imediata dos revisores e copidesques, que estão fazendo falta nas redações.
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