domingo, 12 de abril de 2015

Leia antes de usar

Decido ler a matéria da revista dominical do Globo a respeito do Carlos Imperial e o que encontro?

"O apresentador também achava uma besteira danada (Fulana) esposar".

"ESPOSAR" e ponto final? Sem um pronomezinho sequer pra complementar o verbo e fechar a frase?!?

PS: o mesmo texto tem um "Tempos APÓS a prisão" que é de doer.

Deixe a bengala em casa

Que tal abrir os e-mails e dar de cara com a manchete do portal Comunique-se — dirigido a jornalistas! — "Repórter fotográfico é ameaçado APÓS registrar PMs com touca ninja"?

Por que os colegas não sabem mais escrever sem essas bengalas horrorosas?

Tudo tem que acontecer "ANTES", "DURANTE" ou "APÓS"?!?

Aproveito pra perguntar: cadê o "DEPOIS", que sumiu dos textos?

sábado, 11 de abril de 2015

Telefonema do além

Mesmo exausta de mil compromissos na rua, tive que rir ao chegar em casa e ler o e-mail do atento amigo, que, como eu, não aguenta mais essas mortes com "hora marcada".

Dou-lhe a palavra:

"No Globo de ontem, página 12, a matéria 'Filho de cineasta é absolvido pelo assassinato do pai', sobre a morte do documentarista Eduardo Coutinho, conta que 'a vítima, ANTES DE MORRER, interfonou para o porteiro' pedindo ajuda. Imagina se ele liga depois de morto, com uma voz cavernosa? Socorro! O porteiro estaria correndo até agora..."

Preciso dizer mais?

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Saudades, dona Norma

O que é esta frase que a assídua colaboradora encontrou no primeiro parágrafo de uma notícia do Extra online?

"(...) Uma testemunha disse TER VISTO ELA na escada da universidade".

Parece que o "Novíssimo Jornalismo" deu adeus à norma culta.

Do jeito que a coisa vai, deve ter professor de Português por aí que não sabe o que é ênclise. E daqui a pouco vamos ver gente recomendando exames médicos periódicos da próclise.

Devaneios acadêmicos

O atento amigo foi fazer uma pesquisa sobre acidentes de trânsito e encontrou o texto de um cara, que, pesquisei depois, é um sociólogo que já fez diversos levantamentos do gênero para órgãos do governo.

Bom, diz lá, bem no início:

"Ao longo dos anos, desde o primeiro Mapa da Violência divulgado em 1998, VIEMOS tratando os acidentes de trânsito como um capítulo privilegiado da violência letal que CERCEIA milhares de vidas em nossa cotidiana convivência (...)"

Primeiramente, meu amigo implicou (eu, idem) com o "viemos" (aproveito para informar que o presente do verbo VIR, na primeira pessoa do plural, é VIMOS).

Quanto ao uso do CERCEAR, embatucamos. Alguém já ouviu falar em "cortar rente" (ou "limitar", ou "depreciar"...) para matar?!?

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Quanto mais simples melhor

Queridos colegas, "bora" parar com essa palhaçada de querer "falar bonito"?

A linguagem jornalística deve ser simples, direta.

Então, voltemos à velha lição: pessoas FAZEM e TÊM coisas; coisas acontecem POR CAUSA disso ou daquilo; gente morre ou se acidenta E PONTO, não "antes" ou "depois" de nada, muito menos "durante"... E por aí vamos, antes (agora sim!) que o Jornalismo vá pro ralo de vez.

Dei uma rápida folheada no (agora terceirizado) Morar Bem e bati o olho num absurdo "profissionais liberais e os que POSSUEM horários mais flexíveis (...)".

De terrenos e cargos eu tinha conhecimento, mas essa história de TOMAR POSSE de hora é novidade pra mim.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Deputado assume ou divide?

O atento amigo ouviu na CBN, à tardinha, a melhor do dia.

De Brasília, a repórter disse que cobraram do deputado um "MEIA culpa".

Seria um MEA CULPA pela metade?!