Só agora li na página de um amigo essa "belezura" dita na TV.
Ao ouvir o repórter da Globonews informar que "a Dutra está andando bem", o amigo se espantou:
"Pra onde vai essa aloprada?!?"
Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
sábado, 31 de outubro de 2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Uma quantidade de bobagem
Um ex-colega do Globo encontrou hoje, no pé de matéria sobre gastos absurdos do governo com mordomias, a seguinte pérola:
"A quantia de servidores autorizados a estender o horário de trabalho (...)".
Como ele, eu me espantei.
"QUANTIA" de servidores?!? O que é isso, minha gente?
"A quantia de servidores autorizados a estender o horário de trabalho (...)".
Como ele, eu me espantei.
"QUANTIA" de servidores?!? O que é isso, minha gente?
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
O que eles têm contra o idioma?
O que é isso, gente?
"Violência à mulher" em chamada de capa, "se confraternizaram" na primeira nota do Ancelmo...
Onde os novos colegas aprendem esses disparates?
Relembrando a lição de casa:
1) O verbo "confraternizar" pode ser transitivo direto, transitivo indireto e intransitivo e NÃO É pronominal. A gente confraterniza. E ponto!
2) Um ato violento parte "DE" alguém "CONTRA" outro alguém ou alguma coisa, OK? Campanhas pelo fim da violência CONTRA as mulheres acontecem faz tempo.
O Globo não fornece mais dicionário pros jornalistas?
"Violência à mulher" em chamada de capa, "se confraternizaram" na primeira nota do Ancelmo...
Onde os novos colegas aprendem esses disparates?
Relembrando a lição de casa:
1) O verbo "confraternizar" pode ser transitivo direto, transitivo indireto e intransitivo e NÃO É pronominal. A gente confraterniza. E ponto!
2) Um ato violento parte "DE" alguém "CONTRA" outro alguém ou alguma coisa, OK? Campanhas pelo fim da violência CONTRA as mulheres acontecem faz tempo.
O Globo não fornece mais dicionário pros jornalistas?
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Cadê o texto de gente grande?
A coisa está feia no Globo. Vejam os títulos:
"Segunda fase da redução dos ônibus começa neste sábado".
"Integração ônibus-trens aumenta amanhã".
"Após extradição, Henrique Pizzolato retorna a Brasília".
Agora, vamos por partes:
1) a frota terá micro-ônibus no lugar dos grandões habituais?
2) haverá maior número de veículos integrados?
3) ainda não perceberam que TUDO acontece depois de alguma coisa e que essa bengala ("após") já encheu?
Dou a palavra ao atento amigo, que ainda comenta o subtítulo desta última pérola, "Com escala em Guarulhos, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil foi levado à capital federal em jato da PF (...)":
"Pra que falar na escala em Guarulhos? Desembarcou para alguma coisa? Claro que não. É que não existe voo direto da Itália pra Brasília. O parque de diversões do jornal está cheio de crianças." Pois é...
"Segunda fase da redução dos ônibus começa neste sábado".
"Integração ônibus-trens aumenta amanhã".
"Após extradição, Henrique Pizzolato retorna a Brasília".
Agora, vamos por partes:
1) a frota terá micro-ônibus no lugar dos grandões habituais?
2) haverá maior número de veículos integrados?
3) ainda não perceberam que TUDO acontece depois de alguma coisa e que essa bengala ("após") já encheu?
Dou a palavra ao atento amigo, que ainda comenta o subtítulo desta última pérola, "Com escala em Guarulhos, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil foi levado à capital federal em jato da PF (...)":
"Pra que falar na escala em Guarulhos? Desembarcou para alguma coisa? Claro que não. É que não existe voo direto da Itália pra Brasília. O parque de diversões do jornal está cheio de crianças." Pois é...
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Desatenção gera desconforto
Vírgulas separando sujeito do verbo e frases como as duas que reproduzo abaixo viraram rotina no Segundo Caderno:
"Essa é uma história da qual não me canso de contar".
"Não é o tipo de cena que fico mais confortável".
Na primeira (que deveria começar com "ESTA", já que está colada à informação), inverta e me diga: alguém conta DA história?
Não. Conta-se UMA história (ou A história). O que faz o "DE" no texto é inexplicável.
Na segunda, não é a cena que fica ou não fica confortável. Então, o ator (ou o repórter, em seu lugar) deve dizer:
"Não é o tipo de cena EM QUE fico (...)".
Um tiquinho de atenção pode melhorar muito as coisas no jornal — e tornar a leitura mais confortável.
"Essa é uma história da qual não me canso de contar".
"Não é o tipo de cena que fico mais confortável".
Na primeira (que deveria começar com "ESTA", já que está colada à informação), inverta e me diga: alguém conta DA história?
Não. Conta-se UMA história (ou A história). O que faz o "DE" no texto é inexplicável.
Na segunda, não é a cena que fica ou não fica confortável. Então, o ator (ou o repórter, em seu lugar) deve dizer:
"Não é o tipo de cena EM QUE fico (...)".
Um tiquinho de atenção pode melhorar muito as coisas no jornal — e tornar a leitura mais confortável.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Adjetivo certo na língua idem
Antes que eu me esqueça — e que vire praga: bora parar com essa bobagem de chamar cenas EXPLÍCITAS (de sexo, violência etc.) de "gráficas"?
A língua é viva, incorpora elementos de outros idiomas, mas tudo tem limite.
Se há uma palavra em Português, por que substituí-la por outra, em Inglês?
Os jornalistas estão exagerando na demonstração de que a profissão exige muito mais que se seja fluente na língua alheia.
São EXPLÍCITOS. (ou preferem que eu desenhe?)
A língua é viva, incorpora elementos de outros idiomas, mas tudo tem limite.
Se há uma palavra em Português, por que substituí-la por outra, em Inglês?
Os jornalistas estão exagerando na demonstração de que a profissão exige muito mais que se seja fluente na língua alheia.
São EXPLÍCITOS. (ou preferem que eu desenhe?)
Mièle não merece!
Fiquei triste com a notícia da morte do Mièle.
Eu o conheci quando trabalhava no Globo, o conheci um pouco mais quando ele fez uma temporada de shows com uma amiga minha, que era cantora, e ele foi vizinho dos meus pais durante décadas.
Não merecia um obituário feito às pressas, sem copidesque, no online.
O texto e a o link com os depoimentos dos amigos estão de lascar! Espero que sejam melhorados ao longo do dia.
Eu o conheci quando trabalhava no Globo, o conheci um pouco mais quando ele fez uma temporada de shows com uma amiga minha, que era cantora, e ele foi vizinho dos meus pais durante décadas.
Não merecia um obituário feito às pressas, sem copidesque, no online.
O texto e a o link com os depoimentos dos amigos estão de lascar! Espero que sejam melhorados ao longo do dia.
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