Minha estreia com o Casino à frente do grupo Páo de Açúcar não foi auspiciosa. Recebi meu pedido (feito via internet) com pão mofado, carnes descongeladas e horas de atraso.
Já o serviço de atendimento fecha pontualmente às dez da noite e, por e-mail, avisa:
"Agradecemos o envio de sua mensagem ao Pão de Açúcar Delivery.
Esta é
uma mensagem de confirmação automática, por favor, não responder.
Nosso horário de atendimento telefônico é de Segundas à Domingo das 08 às 22
horas (...)." E por aí vai.
Minha pergunta é: se não dá para acertar na entrega, dá para ao menos escrever o Português corretamente? Só a crase já é estrago suficiente!
Ah, a ilustração vai em inglês em "homenagem" ao Delivery.
Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
sábado, 30 de junho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Desrespeito completo
Desta vez o desrespeito não foi às normas gramaticais, ao "robe" (transformado em hobby), ou coisa do gênero. A Globo, simplesmente, não respeitou os horários e, consequentemente, o público e até a grande Fernanda Montenegro, estrela de "Maria do Brasil".
Quem pôs para gravar o último episódio de "As brasileiras", pensando em degustar mais tarde a atuação sempre magnífica da atriz, quebrou a cara e não viu o fim da história, mesmo dando um tempo extra, antes e depois do programado pela emissora, na Net HDMax. Isso não se faz!
Quem pôs para gravar o último episódio de "As brasileiras", pensando em degustar mais tarde a atuação sempre magnífica da atriz, quebrou a cara e não viu o fim da história, mesmo dando um tempo extra, antes e depois do programado pela emissora, na Net HDMax. Isso não se faz!
terça-feira, 26 de junho de 2012
Passatempo no quarto
Calma, pessoal, esta não é uma nota pornográfica! É de ordem ortográfica mesmo (e demorou a entrar aqui porque o Vírtua estava fora do ar).
Uma amiga joirnalista até mandou e-mail, avisando, mas só agora tive acesso à internet para compartilhar outro acesso, de riso.
A gafe está nas "curtinhas" da coluna Gente Boa, que anuncia: "(...) lança hoje sua linha de hobby de chambre" (ui!). Bem, fazer o quê? Como cada um se distrai no quarto, antes e depois de vestir o robe, é questão de foro íntimo, não é mesmo?
Uma amiga joirnalista até mandou e-mail, avisando, mas só agora tive acesso à internet para compartilhar outro acesso, de riso.
A gafe está nas "curtinhas" da coluna Gente Boa, que anuncia: "(...) lança hoje sua linha de hobby de chambre" (ui!). Bem, fazer o quê? Como cada um se distrai no quarto, antes e depois de vestir o robe, é questão de foro íntimo, não é mesmo?
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Complexo de Saramago
Hora de jogar fora os jornais do fim de semana, dou uma última olhada no Globo de sábado e percebo que não li a matéria a respeito do Abílio Diniz, que passou o controle do Pão de Açúcar ao grupo Casino. E eis que, no pé do texto, encontro um exemplar do "complexo de Saramago", tão comum entre colegas de profissão (meus, não do genial português).
Para quem não entendeu, explico: o escritor sabia como ninguém (ênfase no "como ninguém", por favor) mudar de sujeito no meio da frase, sem, em momento algum, deixar o leitor confuso, mesmo não usando pontos e vírgulas.
Já os jornalistas se esquecem de que isso não é tarefa simples e que nosso texto tem outra função, não literária. Na frase "(...) Diniz afirmou que 'este não é o momento de acertarmos as contas' (...)", por exemplo, o repórter se incluiu na ação, porque o empresário não usou o plural majestático no restante da reportagem.
Mais comum (e pior) ainda é quando o colega se apropria de obra alheia, com construções do tipo "Fulano vai lançar o livro que considera 'o meu melhor trabalho'". Nada como interromper a sentença, pôr dois pontos e começar outra, para ficar claro a quem pertence cada coisa — e cada fala.
Para quem não entendeu, explico: o escritor sabia como ninguém (ênfase no "como ninguém", por favor) mudar de sujeito no meio da frase, sem, em momento algum, deixar o leitor confuso, mesmo não usando pontos e vírgulas.
Já os jornalistas se esquecem de que isso não é tarefa simples e que nosso texto tem outra função, não literária. Na frase "(...) Diniz afirmou que 'este não é o momento de acertarmos as contas' (...)", por exemplo, o repórter se incluiu na ação, porque o empresário não usou o plural majestático no restante da reportagem.
Mais comum (e pior) ainda é quando o colega se apropria de obra alheia, com construções do tipo "Fulano vai lançar o livro que considera 'o meu melhor trabalho'". Nada como interromper a sentença, pôr dois pontos e começar outra, para ficar claro a quem pertence cada coisa — e cada fala.
domingo, 24 de junho de 2012
Acorda, gente!
Preciso perder essa mania de ver telejornal aos domingos. Mesmo às três da tarde, o pessoal da Globo News parece ainda estar dormindo. Há pouco, por exemplo, o tempo todo aquela chatíce das letrinhas que ficam passando no pé da tela só trazia informação velha e com erro.
As chamadas já começaram com a pérola "Fernando Alonso subiu ao pódio com os outros campeões" — como assim?!? Houve empate no GP da Espanha?
Na matéria das eleições no Egito, a apresentadora fez pésssima escolha de palavras ao perguntar ao correspondente se "os muçulmanos explodiram na praça após o resultado". O repórter, por sua vez, mandou de lá um feiíssimo "neste momento onde", transformando tempo em lugar, e um "anunciamento" — esse, nem o arcanjo Gabriel faria! Êh Bobajal...
As chamadas já começaram com a pérola "Fernando Alonso subiu ao pódio com os outros campeões" — como assim?!? Houve empate no GP da Espanha?
Na matéria das eleições no Egito, a apresentadora fez pésssima escolha de palavras ao perguntar ao correspondente se "os muçulmanos explodiram na praça após o resultado". O repórter, por sua vez, mandou de lá um feiíssimo "neste momento onde", transformando tempo em lugar, e um "anunciamento" — esse, nem o arcanjo Gabriel faria! Êh Bobajal...
'Entrelido' por aqui
Sabe essas coisas que a gente lê só para ficar com raiva? Evito a maioria, mas acabo batendo a vista naquela coisa chamada "Entreouvido por aí", em que a Revista do Globo ressalta a ignorância dos habitantes da República Federativa do Bobajal, às vezes suavizando-a com gracinhas infantis.
Pois hoje eu não entendi o que acharam de engraçado ou errado na fala do pedreiro que disse que uma obra já estava em "fase terminal". Ou o pessoal do jornal carioca acha que a expressão só se aplica a doenças? Esta é apenas a acepção médica da palavra "terminal", que, entre muitas outras coisas (e muito antes), quer dizer "relativo ao termo (fim) ou ao remate".
Pois hoje eu não entendi o que acharam de engraçado ou errado na fala do pedreiro que disse que uma obra já estava em "fase terminal". Ou o pessoal do jornal carioca acha que a expressão só se aplica a doenças? Esta é apenas a acepção médica da palavra "terminal", que, entre muitas outras coisas (e muito antes), quer dizer "relativo ao termo (fim) ou ao remate".
Ao Tuaregue Elegante
O título acima me veio à cabeça assim que vi a reportagem a respeito do inverno na região mais quente do comércio carioca (aliás, ficou chata essa revista monotemática do Globo, com todo mundo falando que Rio não combina frio). Bom, voltando ao assunto, era assim que o saudoso Chico Nelson e o Gabeira, ambos no exílio, chamavam uma loja parisiense de roupas masculinas na qual só viam entrar árabes (na França, até o Chico era considerado "pied-noir").
A dúvida aqui é: o "tuaregue elegante" se veste "na" Saara ou "no" Saara? Até este domingo, eu lia e ouvia o masculino para o deserto e o feminino para a região de compras no Centro. Depois da matéria em que passei os olhos, não sei mais. Alguém pode explicar?
A dúvida aqui é: o "tuaregue elegante" se veste "na" Saara ou "no" Saara? Até este domingo, eu lia e ouvia o masculino para o deserto e o feminino para a região de compras no Centro. Depois da matéria em que passei os olhos, não sei mais. Alguém pode explicar?
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