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quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Em rio que tem piranha...


 

Alô, crianças do antigo "maior jornal do país", que manchetaço é esse?

O Globo é carioca ou o quê?

Quem diz que está "em Rio de Janeiro" por aqui?!?

Lembra até o ditado popular "em rio que tem piranha, jacaré nada de costas".

Alguém na redação sabe como a gente fala, porque no subtítulo os colegas acertaram bonitinho e escreveram "NO RIO".

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Esculacha, mas não exagera

 
 Editores do Globo, não passem vergonha diária, esforcem-se para melhorar o nível dos títulos e textos.

Vejam essa coisa que vocês botaram em manchete de primeira página no jornal impresso. De tão ridícula, chegou às minhas mãos em dose dupla, em recortes da assídua colaboradora e da colega revisora.

"Covid cai em Rio"? Qual rio, o Amazonas? Afogou-se ou conseguiram salvar a safada ainda com vida?

Uma dúvida: vocês diriam "Covid cai em Globo"? Mas se "cair no Globo", vocês ajudam a danada a se levantar e seguir em frente?

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Que tal viajar corretamente?



Depois das "férias a Rio e São Paulo" que eu recebi da Decolar.com (clique aqui para ler), foi a vez de o atento amigo ser premiado com uma regência estropiada em oferta de viagem.

O titulo do e-mail da Viajala começa com "Voos a Rio de Janeiro" e a besteira é repetida no texto:

"Voos mais baratos a Rio de Janeiro (...)".

Ninguém "voa a Rio", "viaja a Rio", "paga (ou tira) férias a Rio", gente!

Recomendo pegar um VOO PRO Rio, VIR PRO Rio, VIAJAR PRO Rio, TIRAR FÉRIAS NO Rio...

Aproveitem o raro refresco na quentíssima cidade.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O Rio, o Recife, a Bahia...

A República Federativa do Bobajal teve produção farta enquanto eu só pensava na FLIM.

Quarta-feira, na coluninha "Por dentro" — que o atento amigo chama de "Meu repórter, meu herói", "porque só serve para babar ovo dos repórteres que apenas cumprem pauta e são transformados em modernos Indiana Jones" —, o Globo caiu na besteira de comentar (e renegar) o uso do artigo com preposição nos topônimos.

Diz o jornal que "não há gramática que trate do assunto" .

Pois há sim — e até em Portugal andam reclamando do sumiço do artigo e culpando os burocratas pela idiotice.

Na infância, meu amigo aprendeu:

"Quando os nomes de cidades e estados têm origem em acidentes geográficos, usa-se o artigo.

Assim, temos no Recife (mas em Salvador); no Amazonas (mas em Santa Catarina); no Rio de Janeiro (mas em Sergipe). A única exceção seria o Espírito Santo, que leva o artigo e não é acidente geográfico — talvez seja um acidente celestial", brinca ele.

domingo, 29 de abril de 2012

Facebook para (e por) brasileiros

Pelo visto (diariamente), quem escreve os anúncios do Facebook jamais pôs os pés no Brasil e/ou conversou com brasileiros. Do contrário, jamais perpetraria a chamada horrorosa reproduzida abaixo:

5 coisas novas para fazer em Rio hoje.

"Em" Rio?!? De onde escreve esse ET?!?

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Na Rússia e em Belarus


 Colegas da Folha, o que é isso que a assídua colaboradora mandou pra mim?

Jornalistas não sabem mais o básico, está vergonhoso.

Dia desses houve carnaval cancelado "em Rio" — o correto é NO Rio.

Hoje é o inverso: botaram tropas "na" Belarus — e o certo é EM Belarus.

Usávamos o artigo quando o país era conhecido como Bielorrússia.

Está na hora de providenciarem uma aulinha de topônimos, não?

quarta-feira, 2 de junho de 2021

As primeiras vítimas da Copa


A tal da Copa América já começou a fazer vítimas: o Português foi pro espaço nessa manchete enviada por uma querida amiga.

"Em Rio", colegas do coração?

Dá para ser "em Cuiabá", "em Brasília", mas é NO RIO, não se esqueçam.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Repita comigo...



No dia 16, comentei aqui o deslize primário do Globo, que não usou o plural em "compram-se armas".

No dia 19, em nota que reunia várias bobagens, havia outra concordância equivocada, quando a frase pedia, novamente, o verbo no plural: "foi um dos poucos que compraram".

Pois o jornal insiste no erro, como constata a assídua colaboradora.

Ontem, em entrevista com um general, estava lá a pergunta do repórter:

"Por que não se vê mandados coletivos em bairros nobres (...)?"

Eu quero saber é: por que não se VEEM mais revisores nas redações?

Hoje, na resposta de uma entrevistada a um colega veterano, temos o repeteco da segunda besteira, muito comum:

"(o Rio) É uma das cidades do mundo que mais me atrai".

Mude a ordem e reflita:

"O Rio está na lista das cidades que mais me atraem no mundo", assim como "poucos compraram o disco; Fulano foi um deles" etc. etc.

Por ser recorrente, esse erro de Português é uma das coisas que mais me incomodam. Ou: entre os erros que mais me incomodam, a má concordância tem lugar de destaque.

domingo, 25 de setembro de 2011

O Português no Rock in Rio

Tenho acompanhado o Rock in Rio pelo Facebook (estranho, não?). E é de lá que me chegam pérolas e mais pérolas (se tivesse ficado mais esperta, já teria feito um colar).

No site do canal Multishow, por exemplo, é possível ler: "A produção do Rock in Rio instalou uma gigantesca tirolesa para os corajosos que toparem 'voar', suspensos há 24 metros de altura, sobre as milhares de cabeças que se aglomeram em frente ao palco mundo." (perguntar não ofende: há quantos anos esse povo escreve?)

Ao vivo, as locutoras dizem coisas como: "O show da Katty foi bárbaro, nós quase saímos do estúdio para se jogarmos..." (Pano rápido! Fade out!)

Rock in Rio: EU VOU ficar em casa e NÃO VOU ligar a TV! Sem mais comentários (a não ser agradecimentos às atentas amigas).

quinta-feira, 14 de março de 2013

Use com moderação

Em Português, com esta
crase, "fatura" um zero!
Esse exagero de "notícia" papal faz qualquer jornalista escorregar.
 
No "RJ-TV", por exemplo, o padre entrevistado tinha acabado de falar da intenção de levar o novo pontífice a alguma favela do Rio quando a repórter, certamente seguindo seu... roteiro, perguntou se ele tinha a intenção de levar o novo papa a alguma favela do Rio. Pode?
 
Pra completar, foi um festival de crase errada nos textos que passam na tela enquanto um colega anuncia o que há para se fazer na cidade. Era um tal de “terça à domingo” (sic) que dava desgosto de ver.
 
Esta crase antes de masculino, inexistente, é facilmente encontrada por aí, em datas e, em especial, nos restaurantes que vendem comida a quilo, mas insistem em pôr um “tempero” a mais nos pratos...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

A língua em outro patamar

Um amigo que já não me enviava besteiras jornalísticas há algum tempo hoje mandou o seguinte título doido da Folha:

"Governador (...) elogia operação que matou miliciano e polícia do Rio: 'está em outro patamar'."

Não tem como discutir. 

Definitivamente, está em "outro patamar" uma operação que mata "miliciano e polícia" e ainda merece loas da autoridade estadual, concordam? 

O Estadão não fica atrás.

O tema da matéria é uma produção que a HBO lançou em Sundance — filme e série têm lançamento, mas "lançar investigação" é esquisito, não é, não?

A coisa continua com a regência estropiada "julgamento para o caso" — o julgamento DO caso é outra história — e com "os acontecimentos já se concluíram". Uau!

No trecho que a assídua colaboradora destacou pra mim, as bobagens "não se concluem" aí  (ui!).

Pelo visto, o autor do trem nunca foi apresentado ao pretérito imperfeito do verbo HAVER e não "havia conhecido" uma pessoa que HOUVESSE vencido o que quer seja.

A falta de intimidade com o Português é tanta que "colocaram" uma pulga atrás da orelha de alguém — ficaria um tiquinho menos feio com "pôr" ou "botar".

Como disse o RJ-TV (ou G1 e companhia), em chamada que um colega recebeu no celular, é "shou" (sic). Socorro!

sábado, 7 de janeiro de 2012

'Precisamos falar sobre o Kevin'
(e de outros sociopatas do cinema)

“Precisamos falar sobre o Kevin” estreia no Rio quinta-feira, na mostra “Um livro, um filme”, do Estação, e está programado para entrar em circuito dia 27. No vaivém das memórias da mãe de um assassino sociopata (Tilda Swinton), voltam à lembrança outros filmes — de ficção ou baseados em fatos — disponíveis em locadoras e no cardápio de alguns canais de TV. O primeiro, claro, é “Elefante”, de Gus Van Sant, baseado no caso real ocorrido em 1999, que também rendeu o documentário “Tiros em Columbine”, de Michael Moore. Ambos merecem ser vistos (ou revistos), apesar do incômodo que provocam no espectador. Mas precisamos falar do assunto, fazer o quê? Clique aqui para ler.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Concorde o verbo corretamente


Os dois casos de concordância equivocada que a assídua colaboradora achou no Globo estão em reportagens que envolvem o descaso dos nossos desgovernantes.

É errado dizer "uma das que está".

Entre AS barragens que PODEM (no plural) romper, ENCONTRA-SE (no singular) a de um lugar que eu amo, Itatiaiuçu.

Ou seja: (ela É) uma das que ESTÃO em risco.

Já o "aproximadamente veio" versus "20 metros vieram" não é discutido sequer pelo consultor de Português do jornal.

Ele relativiza um monte de concordância, mas aceita que não há dúvida quanto ao plural em "aproximadamente", "cerca de", "em torno de", "por volta de" e similares.

Aproximadamente 20 metros VIERAM abaixo, da mesma forma que cerca de 30 árvores CAÍRAM, em torno de mil pessoas PERDERAM tudo no temporal do Rio de Janeiro e assim por diante.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Carlos e Aníbal no Leblon

A primeira nota da coluna Gente Boa de hoje, "Sabia não?", nos informa que uma quiosqueira estava "em frente a Carlos Góis" e há um quiosque "em frente a Aníbal de Mendonça".

Assim, sem a crase, significa que ambos, quiosque e quiosqueira, posicionaram-se diante das ilustres figuras homenageadas com seu nome em logradouros do Leblon.

Como a palavra "rua" está implícita, o correto é "em frente à Carlos Góis" e "em frente à Aníbal de Mendonça". Ou Carlos e Aníbal andaram passeando pelo bairro nobre da Zona Sul do Rio e eu não sabia?

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Estropiamento e estranheza

Crianças, muita atenção, porque está nascendo mais um modismo estropiador de regência no Novíssimo Jornalismo.

Todas as "gracinhas" da imagem foram enviadas pela assídua colaboradora, que, como eu, achou esquisita essa história de "criar regras aos", "criar estímulos a" e por aí vamos, ladeira abaixo.

Se gostam tanto da preposição, que tal, no primeiro caso, trocar o verbo CRIAR pelo verbo IMPOR?

O segundo não me inspira muito.

Talvez "Rio vai estimular turismo com eventos e voos promocionais"? "Ofertas em voos e eventos devem reaquecer turismo no Rio"?

Ah, sim, quase me esqueço da manchete do alto, em que o "após", depois de muito, muito tempo, faz sentido.

"IR" é um verbo irregular — e pode ficar feio de doer, como no título em questão.

"Elas vão" pode ser presente do indicativo (eu vou, ela vai etc.), presente do subjuntivo (que eu vá e que ela vá também) e imperativo afirmativo (vá pra você sabe onde; eu não vou porque, neste caso, não há conjugação na primeira pessoa).

Não dava pra evitar o estranhamento com um "permite que mulheres VOLTEM a estádios para ver (...)" ou coisa do gênero?

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Se em Português está difícil...

Miscelânea de bobagens, enviadas hoje e no fim de semana pelo atento amigo, a assídua colaboradora e a amiga que se mudou do Rio e deixou saudades.

Deem uma olhadinha no alto da imagem, ocupado por notas do Ancelmo.

Ao lado da falta do "EM" — fundamental na construção "o dia EM QUE aconteceu qualquer coisa" — há uma frase confusa, que dá a ideia de erro de concordância (eles descobrirem, ele disse) e ainda tem o dispensável "após".

Que tal pura e simplesmente "Descoberto o fato, um dos colaboradores disse (...)"?

Ou "Informado do fato, um dos organizadores (...)".

Em matéria de frase confusa, a do G1 é um primor:

"(Fulano) teve MENOS de tantos votos A MAIS que (Beltrano)".

Pra fechar, lembro aos colegas do JB que nem sempre a questão "POR QUE" vem acompanhada de um ponto de interrogação.

Para os jovens que, lamentavelmente, conhecem mais o Inglês do que o idioma pátrio, é só ler o texto e pensar se cabe nele "BECAUSE" ("PORQUE") ou "WHY" ("POR QUE"). Simplificou a vida?

sábado, 17 de agosto de 2019

A pressa é inimiga...


Colegas da Folha, não adianta correr pra dar a notícia da morte do Peter Fonda e publicar essa coisa, dizendo se tratar da sinopse do filme "Sem destino", o mais famoso da carreira do ator:

"A viagem de dois motociclistas que arranjam um negócio de droga e cruzam o país para chegar ao Mardi Gras, espécie de Carnaval em Nova Orleans". (sic)

"Arranjar um negócio de droga", crianças?

Nunca ouviram falar em "tráfico"? Acharam "muito forte"?

Que tal, então, "decidem vender drogas pra curtir o carnaval em Nova Orleans"?

"Mardi Gras" é a "Terça Gorda", único dia marcado no calendário como feriado de carnaval até no Rio ou em Salvador, onde a festa dura quase um mês inteiro.


PS: uma querida amiga viu a bobagem. E os motoqueiros atravessam os Estados Unidos. O "país", sem especificação, seria o Brasil, não é?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Palavras que preferimos não usar

Nesta terça-feira, troquei ideias com duas amigas a respeito de coisas cada vez mais comuns nos textos jornalísticos que nos incomodam sobremaneira.

Uma delas reclama do uso de verbo "gravar" quando se trata de cinema.

Sabemos que as imagens ficarão gravadas na película, mas, de fato, "gravar" combina mais com disco, vídeo, novela, programa de TV, CD, DVD...

Em tempo: o papo começou por causa de uma nota no Ancelmo Sempre Ele Gois, em que ninguém mais filma, só grava.

Com a assídua colaboradora, o tema foi uma das novas manias do Globo: "a maioria das pessoas fizeram (...)".

Há quem ache normalíssimo, mas incomoda nossos olhos e ouvidos, pois aprendemos que "a maioria faz" (ou não faz, problema dela).

Pra fechar o dia, o atento amigo mandou exemplo de outra coisa altamente incomodativa: a troca do bom e confiável verbo "TER" por "possuir", de conotações muito diferentes em vários casos.

Vejam o cartaz que ele fotografou. Quando foi que o Metrô Rio COMPROU essa gente toda? A empresa tem escritura de posse lavrada em cartório pra comprovar que é mesmo proprietária desses mais de 900 funcionários?

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Vou pedir um favor A vocês

Tá dureza ler jornal hoje em dia.

Vejam o que a querida amiga encontrou na página 13 da editoria Rio do Globo.

Errar a regência do verbo PEDIR é primário demais.

Já que consultar dicionário parece ser esforço hercúleo, impraticável em redações, ainda mais em tempo de carnaval, tentem se lembrar da famosa música do sambista Ismael Silva, que diz:

"Ô Antonico
Vou LHE PEDIR um favor
Que só depende da sua boa vontade
É necessário uma viração pro Nestor
Que está vivendo em grande dificuldade
Ele está mesmo dançando na corda bamba
Ele é aquele que na escola de samba
Toca cuíca, toca surdo e tamborim
Faça por ele como se fosse por mim (...)".

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Nova Orleans é aqui

Em maio do ano passado, escrevi a respeito da série "Tremé" (clique aqui para ler), cuja terceira temporada recém-estreou na HBO. O tempo passou e lá em New Orleans, como aqui, os problemas decorrentes da combinação desastre natural e oportunismo continuam os mesmos. Só a música é diferente.

Aproveito para perguntar aos nossos prefeito e vereadores:

1) o que vocês fariam se alguém invadisse suas casas e jogasse um monte de papel no chão? Porque as (esburacadas) calçadas e o (irregular) asfalto do Rio continuam coalhados com seus rostos em "santinhos" (e não deviam estar assim nem no dia da eleição!);

2) o que vocês fariam se contratassem alguém para instalar um piso em suas ilustres residências e, ao final, o serviço apresentasse falhas indisfarçáveis, além de armadilhas perigosas? a) pagariam aos operários; b) os obrigariam a refazer tudo; ou c) os mandariam embora de mãos abanando e contrariam gente competente? Se as duas últimas opções são as mais razoáveis, por que pagamos pelo entorno da estação Cardeal Arcoverde do metrô, onde o desnível entre as pedras é colossal? (e estou falando de pedras grandes! Melhor nem começar a comentar as famigeradas pedrinhas portuguesas.)