sexta-feira, 23 de junho de 2017

Peço a sua atenção, por favor



Ontem, cheguei exausta e decidi guardar pra hoje duas colaborações do atentíssimo amigo.

Uma é a triste adesão da coluna do Ancelmo à inexistente regência "pedir 'para que' (isso ou aquilo)", achada na nota "Eu entendo".

Para de inventar moda horrorosa, pessoal!

A gente pede alguma coisa a alguém ou pede por uma pessoa, por uma categoria, ou seja, em nome dela. E estamos conversados.

No outro caso, em que há uma sucessão de palavras repetidas (a começar pelo "suspeito", como o Globo chama até mesmo terroristas presos em flagrante, julgados e condenados), encontra-se a praga do "após", aqui em sua forma menos usada: "DEPOIS".

É igualmente imbecil, pois, obviamente, os policiais não teriam motivo para matar o cara ANTES da explosão, não é?

Informação jornalística:

"Polícia matou o autor da explosão". Ponto.

Apertem os cintos...


Estou às gargalhadas com esta que o atento amigo mandou há pouco.

Ele pergunta:

"Onde teria ido parar a embaixada?"

Cartas para a redação (do Globo, é claro).

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Benefício zero

Os colegas da publicidade também estão desatentos.

Terão sido contaminados pelo desleixo do jornal carioca em que publicaram esta pérola no fim de semana?

Leitura aos tropeços

Ler o Globo é tropeçar em bobagens o tempo inteiro.

Hoje, a assídua colaboradora encontrou legenda (em matéria sobre o Pitanguy Jr.) com a frase:
"(...) advogado diz que acidente não foi intencional".

Acho que se trata de um pleonasmo, não? Acidentes não são acontecimentos fortuitos, inesperados?

Já o atento amigo não aguenta mais ver o advérbio de lugar "ONDE" sendo usado erroneamente, como na reportagem da morte de um casal de forrozeiros:

"(...) foi vocalista da Banda Cavaleiros do Forró, onde permaneceu de (...)".

Ou seja, transformaram grupo musical em local.

Mais atenção, colegas!

domingo, 18 de junho de 2017

Aprenda antes de usar

O Globo parece ter vocação para transformar tragédia em galhofa, tal o descaso que dedica aos seus títulos.

Vejam este:

"Incêndio florestal em Portugal deixa ao menos 61 mortos".

O que é isso, pessoal?! "Ao menos 61"?!?

A incompetência pra lidar com números é absurda.

Outro dia, em Gente Boba, o atento amigo também encontrou "mais de 25 longas entraram no circuito (...)".

Sua pergunta:

"'Mais de 25' significa o quê? 26?"

Não sabe onde cabem expressões como "ao menos", "cerca de", "mais de", "em torno de" etc.? 

Por favor, não use. Ou leia antes o "manual de instruções".

Os leitores agradecem.

Vale a pena estudar e pensar


Vi um belo filme na HBO, "Sono de inverno", e fui obrigada a pôr a legenda, pois não entendo uma palavra de turco.

Por algum motivo, os tradutores acham que "vale a pena" tem crase.

Não tem.

Busque um similar para a expressão, que aparece errada mais de uma vez.

Alguém diz "vale 'ao' sacrifício" ou "vale 'ao' esforço"? Não!

Então, por que valeria "à" pena?

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Para aproveitar o ensejo

Falando em crases deslocadas, o atento amigo leu Gente Boba na quarta-feira, encontrou esta e pergunta:

"Serão pratos de madeira?"