terça-feira, 19 de setembro de 2017

O enigma da falsa realidade

Ontem, enquanto a Net fazia gracinha com o meu sinal de internet, o atento amigo ouviu na Globonews a sensacional chamada de um documentário sobre "fake news"... "baseado em fatos reais"!

Como podem os "fatos reais" — um baita pleonasmo — ser, simultaneamente, "falsas notícias"?

É de dar nó na cabeça do espectador.

domingo, 17 de setembro de 2017

O Português barato do 'Globo'

A assídua colaboradora e eu gostaríamos de entender por que O Globo ainda não aprendeu que preços NÃO SÃO "caros" ou "baratos".

Pessoal, preço é alto ou é baixo.

Cara ou barata é a coisa pela qual pagamos.

A matéria fala "das origens da péssima urbanização do Rio", diz a amiga, e até está boa.

Naquele tempo, tinha bonde com diferentes PREÇOS de passagem: MAIS ALTOS ou MAIS BAIXOS, tá, galera?

Só lendo o texto pra saber se era mais barato andar de bonde ou de charrete.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O ministro e a paraquedista

Acho que o antetítulo "Crise política" explica a crise econômica, que leva à falta de trabalho para jornalista experiente e à contratação de crianças nas redações.

Afinal, o título que se segue é de quem ainda não aprendeu direito a língua.

Resultado: virou o samba do português doido.

O beiçudo da foto já não foi feliz ao tentar citar Bocage, mas quem pinçou um pedaço da coisa pra pôr em destaque fez... Melhor nem comentar e começar a tentar entender a outra notícia.

Mesmo feliz pela moça que sobreviveu, fiquei curiosa pra saber do paraquedas, que não teve a mesma sorte.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

É um festival!

Já comentei aqui que dava pra encher este blog só com material de assessorias de imprensa.

Muitas, pelo visto, são feitas por gente que jamais passou por uma faculdade de Comunicação — e a assídua colaboradora recebe um monte de coisa produzida por elas.

Um texto de hoje merece destaque.

O tema é prosaico: reforma e limpeza de estofados. Já a redação...

Tem "limpe ele", "forre ele", mas não, não ligue pra ele, porque tem coisa pior, em toda a sua "gloria".

Tem "a única coisa QUE o seu estofado PRECISA" — o meu PRECISA DE uma preposição, ou fica horrível.

E tem a cereja do bolo, "a mancha feita pelo seu filho que insiste em não sair".

Que coisa! Manda o garoto pra escola, pra casa do vizinho, pro play...

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Como confiar num trem desses?

Ao que parece, foi dada a largada para uma competição entre os colegas da publicidade e os da imprensa (notadamente do Globo), pra ver quem estropia mais as regências.

O atento amigo tem ouvido no rádio o novo anúncio da Mercedes.

Segundo ele (o comercial), Mercedes é "a marca que todos confiam".

Sinto muito, galera, mas a gente confia EM alguém, EM alguma coisa...

Se não for a marca EM QUE todos confiam, não compre! É furada.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Já pra cela, mas a cavalo

Não sei se alguém "montou a sela" no Photoshop, mas recebi o recorte de Búzios e de Copenhague, não dá pra ignorar.

Com o Português que se tem visto nos jornais, eu até acredito que o Estadão transformou mesmo a PF em Polícia Montada. Alguém duvida?

Após dormir, você acorda?

A praga do "após" não se limita ao jornalismo infante carioca e paulistano.

Vi na página de uma amiga a postagem em que ela, coberta de razão, aponta o recrudescimento da censura no país.

Os colegas gaúchos não podiam contar o lamentável caso em bom Português?

Exemplos:

"Protestos levam Santander a encerrar exposição"; "Santander encerra exposição e põe culpa nos protestos" etc. etc.

Por acaso, tem mais "após" sobrando em chamadinha acima.

Que tal "Macron vai ao Caribe para tentar abafar críticas à sua reação ao furacão Irma"?

Sem sono, consigo pensar em coisa melhor — sem usar "antes, durante ou depois".

Ou eu preciso dizer que "após uma boa noite de sono, penso com mais clareza", para compreenderem a ideia?