segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Futura deseduca o público


O Canal Futura foi criado como "emissora de TV educativa".

Mas, de acordo com o anúncio encontrado pela assídua colaboradora, desconhece o significado de PLEONASMO.

Ou os personagens aí da foto conseguem "encarar de costas" também?!?

Os falsos brilhantes

Está tardíssimo (ou cedíssimo, dependendo do ponto de vista), mas não resisto: tenho que postar o festival de besteira que o atento amigo enviou e só agora eu vi no (meu pouco visitado) whatsapp.

O Globo, onde estão todas as bobagens, parece desconhecer o costume de se usar "frei" quando acompanhado do nome (Frei Betto, por exemplo) e "frade" quando o religioso não é identificado nominalmente (frades franciscanos ou Ordem dos Frades Menores).

O título do FRADE fala de uns diamantes, que, pelo visto, pularam pra outra matéria, que tem uma casa "cravejada... de balas"!

Caríssimos, é CRIVADA de balas, OK? "CRAVEJADO" significa "ornado com pedras preciosas".

E como tudo que está ruim pode ficar pior, o Ancelmo tascou um "INCÓLUME" (ileso, sem ferimentos etc.) onde é óbvio que devia ser "INCÓGNITO".

Isso não é mais um jornal, é uma piada!

De mau gosto, claro, mas bem que eu vou pra cama dando umas risadas com a colaboração do amigo.

Errando compulsivamente

O Globo merece mais uma nota zero em regência.

A assídua colaboradora é também moça muito paciente, tanto que ainda consegue dar umas olhadas no Ela.

Estava lá a bobagem:

"(...) um sentimento de culpa e vergonha que lhe levou a comer compulsivamente".

Recadinho para as responsáveis pelo caderno: espero que a vergonha AS LEVE a estudar Português e a ler compulsivamente.

Podem começar com os exemplos pinçados do Houaiss reproduzidos acima.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

A língua não merece!

No Globo, a coisa CONTINUA feia, em forma e conteúdo.

O destaque do verbo acima deve-se à sua contínua substituição por SEGUIR, como se falássemos Espanhol.


O resultado são besteiras como esta, encontrada pelo atento amigo: uma pessoa que "segue", mesmo tendo os "movimentos restringidos".

Não bastasse a "ação imóvel", os colegas do jornal criam novas regências diariamente.

A assídua colaboradora vê com frequência o horroroso "chegar em" e hoje encontrou o "comparecer em".

Caríssimos, CHEGAMOS AO nosso limite e pedimos que vocês COMPAREÇAM A algum lugar que ensine Português, OK?

Estão todos precisando de umas aulinhas aí na redação.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

E querem que a gente compreenda...


O atento amigo chegou de viagem, abriu O Globo de hoje e achou bobagem já na página 2.

Lamentamos informar a entrevistador e entrevistado que nada vai "performar no mundo real", porque esse verbo só existe na imaginação dos dois.

O pessoal gosta de inventar uma novidade, viu? E provavelmente ainda se acha muito "intelectual" com esse excesso de "criatividade".

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Falando com os mortos

Vai mal o Português nas Organizações Globo.

Uma amiga querida me contou hoje que já se cansou de ouvir a correspondente da TV em Londres dizer que "a Rainha apresentou condolências aos mortos".

Como neste período são lembrados os soldados que perderam a vida na Primeira Guerra Mundial, imagino que esteja rolando muita sessão espírita no Reino Unido, pra Sua Majestade dar conta do recado.

No jornal, a assídua colaboradora, recém-chegada de viagem internacional. pescou uma baita pérola, em crítica de restaurante:

"Foi uma amiga de redação, de descendência árabe (...)".

Acho que a intenção era dizer "de ASCENDÊNCIA árabe" — ou estão falando dos filhos da moça?

Os antepassados sofrem, viu?

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Erro tem, mas falta luz

Recebi algumas mensagens reclamando da falta de postagens aqui.

Não é que faltem erros na imprensa; falta é energia elétrica na minha casa, devido a uma obra no prédio que ainda vai durar umas duas semanas.

Na segunda-feira, por exemplo um amigo mandou essa gracinha da página 5 do caderno de Esportes do Globo, com a pergunta:

"Quem subiram?"

Pois é. Acho que se empolgaram com o entretítulo e decidiram fazer malabarismo com o idioma, tadinho.