segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Pavão mais que misterioso

O amigo me enviou matéria do Globo que endeusa Neymar, tem "Capítulo 1" como antetítulo e título em Francês, fala em "reinvenção" do jogador no subtítulo...

Enfim, é uma presepada só, cujo auge está no seguinte parágrafo:

"Aos 22 segundos, na primeira vez em que tocou na bola, o brasileiro lançou do meio de campo para encontrar Di María na grande área, mas o goleiro Johnsson". (sic)

Assim mesmo, ponto final.

Afinal, o que fazia o goleiro Johnsson?

Vai ver o mistério será desvendado no "Capítulo 2" desse folhetim. Eu, hein?

sábado, 12 de agosto de 2017

Erraram o 'alvo'


A péssima campanha de Dia dos Pais da NET começa assim:

"Para aquele que o dever nunca termina".

O que se segue está OK.

São bobagens no mesmo estilo — "para aquele que nunca para", "para aquele que nunca descansa" e outras —, mas não têm erro.

O problema na primeira é que o sujeito do verbo "terminar" é "o dever", não é "o pai" (aquele que...).

Se a galera da publicidade não quer usar "aquele cujo dever nunca termina" ou "aquele para quem o dever etc.", muda a frase.

Só não estropia o Português, por favor.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Zero em coerência e edição

O Globo se esmera, viu?

Tá legal, a festa é punk, inventaram — e não aspearam — um tal de "balzaco" (o substantivo é feminino, tá? Quem leu Balzac sabe por quê), erraram a concordância "dos veterano" (sic), mas o que mais nos intriga (o colega que me enviou esse trem e eu) é: que diabos significa o subtítulo acima?

A frase não faz sentido, não fecha nem por decreto!

A gente sabe que não tem mais revisor no jornal, mas... cadê o editor???

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Uma praga depois da outra

Como eu, o atento amigo não aguenta mais a praga do "após", que já chegou às principais manchetes do Globo impresso.

Ontem estava lá, no alto da primeira página, em letras garrafais:

"Após forte reação, (você sabe quem) recua de alta de imposto".

Custa ser direto, galera?

"Forte reação faz (aquela pessoa) recuar de imposto", por exemplo?

Ninguém se lembra daquela Lei de Newton que diz que "toda ação gera uma reação oposta e de igual intensidade" ou coisa do gênero?

Ninguém sabe que todas as coisas acontecem "antes, durante ou depois" de outras e que jornalista não deve apelar pra firula?

O Português direto, "sem escalas", me fez lembrar de outro achado do amigo, no Submarino:

"afim de viajar barato?" (sic)

Eu estou muito A FIM e, em breve, pretendo ir a Minas, visitar parentes com os quais tenho AFINIDADE além da puramente sanguínea.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O Português na Escandinávia

Outra dúvida que chegou de Copenhague:

"Existe 'campeã' homem?"

Respostas para a redação (do Estadão, de preferência).

Violino ainda desafinado

É, não estão acertando uma com essa história do violino perdido.

Primeiro, O Globo botou o instrumento DENTRO da filha do taxista (está registrado umas duas notas abaixo).

Hoje, diretamente da Dinamarca, recebi a notícia do Extra, com o pertinente comentário:

"Fiquei confuso. Parece que o motorista devolveu o táxi."

Pois é, colegas. Ao contrário de certas operações matemáticas, no Português a ordem dos fatores altera o produto.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

O dia da caça e o da cassação

A coisa está feiíssima! No Brasil e no seu jornalismo.

Ontem, o atento amigo enviou foto do seguinte título, encontrado no impresso:

"Sem emprego, mais com trabalho em casa". Ui!

A conjunção adversativa foi substituída por uma "adição" — provavelmente porque a mídia endossa as reformas que acabam com o emprego e forçam o cidadão a se virar na informalidade.

O Globo, pelo que viu outro amigo, gosta tanto de somar que hoje, no Esporte, fez as vagas na Copa América pularem de duas (no subtítulo) para três (no corpo da matéria).

Pensando bem, isso é pinto perto do editorial — sim, EDITORIAL — que diz:

"O TJS da Venezuela tentou caçar a autoridade da Assembleia Nacional". (sic)

Baixou o Hortelino Troca-Letrascom espingarda e tudo!