domingo, 18 de fevereiro de 2018

Texto sujeito a instabilidade

Entra no computador a tarjeta do Globo, com aviso de tempestades, e eu abro a matéria.

Lá, abaixo do link "Após voltar da Europa, (o inominável) avalia que Rio respondeu bem ao temporal", encontro outro horror:

"O município entrou em estágio de atenção a 1h20 de quarta e, depois, em estágio de crise a 0h25 de quinta-feira, devido à atuação de núcleos de chuva forte a muito forte, associados à atuação de áreas de instabilidade. Retornou ao estágio de atenção, que permanece". (sic)

Fica até difícil analisar coisa tão mal escrita, sem crase, com repetição absurda de palavras e áreas de instabilidade "atuando" no pedaço — e isso é um trechinho de nada de um todo pavoroso.

Que tal começar reescrevendo o link, usando a forma direta "(o inominável) volta da Europa e avalia (...)"?

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Alerta: o erro se repete

O Globo corrigiu a concordância ("compram-se armas") que havia estropiado ontem, mas continua enchendo o jornal com a praga do "após" imbeciloide (por desnecessário e óbvio) e errando a regência de "alerta" e "alertar".

Não existe "alerta SOBRE" coisa nenhuma, crianças!

Fiquem ALERTAS!

E ALERTEM OS colegas DOS perigos de não consultar dicionários!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Erro primário é dose!

A primeira página do Globo online de hoje está funesta.

Tem o "enterro da Previdência", o "sepultamento do verniz administrativo", repetições e mais repetições de "intervenção", "chuva" e que tais...

Pois foi no meio do festival de horrores que a assídua colaboradora pescou o erro singular: "compra-se armas".

O antetítulo diz "entenda" — mas o que eu queria entender mesmo é como alguém vira jornalista sem ter aprendido as lições mais primárias do Português.

Tombaços no SporTV


Difícil saber quem é pior na dupla da patinação do SporTV, o narrador "Por Conta" ou o comentarista "Quisito".

Quem curte o esporte é obrigado a ouvir coisas de baixíssimo nível, tais como:

"(...) muitos atletas ainda se utilizam das canções antigas", "uma velocidade que não agregou aos componentes", "coreograficamente muito aflorado", "o foco dele não estava preparado para hoje". "Tchaikovsky foi extremamente inspirado em Shakespeare" (esta depois de uma apresentação ao som de "Romeu e Julieta").

Quer mais? Liga no canal e ri, pra não chorar.

PS: no intervalo, cortaram pra outra competição e alguém me saiu com um "as outras provas são mais devagares". Socorro!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Não foi pra onde, me diz?!

Não basta ter "governantes" dizendo besteira dentro e fora do país: tem que ter bobagem na primeira página do principal jornal do Rio também.

Se alguém conseguir me dizer o que significa a manchete enviada pela assídua colaboradora, ganha um doce.

Em que língua faz sentido esse "rastro não foi" aí?

Por acaso se esqueceram de convidar o Sr. Rastro de Destruição, que, consequentemente, não compareceu à orgia que rola desde ontem na cidade?

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Pragas em textos infantis

O atento amigo não aguenta mais os tradutores de Mr. Zuckerberg no Brasil, de tanto "SOBRE" que tascam no Facebook.

Vejam a última que ele recebeu:

"Diga às pessoas sobre o que é o grupo". Ui!

Meu amigo acha que a máxima, por aqui, deve ser "o que abunda não prejudica".

Eu acredito que "quid abundat non nocere" deve ser, também, o lema do Globo, em que o ridículo "APÓS" continua firme — hoje acompanhado de um monte de "trecho" e de "havia" (nem todos copiados na imagem, porque eu cansei do repeteco).

Há uns dois dias, a dupla Veja/MSN exibia a praga na seguinte chamada:

"Mulher (de não me lembro quantos anos) morre após passar mal no bloco".

Que me desculpem os envolvidos na triste história, mas, até não muito tempo atrás, notícia seria alguém passar mal DEPOIS DE MORTO.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Bloco da língua suja

Comentei dia desses que carnaval e Olimpíadas são um manancial de besteira. Nas duas situações, os jornalistas não sabem o que dizem.

Pelo visto, não sabe o que dizem, nem o que escrevem.

O Ancelmo (de novo!) me saiu com essa, que não escapou da assídua colaboradora:

"O lugar não cabe um superbloco". (sic)

Não, pessoal. Copacabana pode NÃO COMPORTAR um superbloco — ou NO BAIRRO, não cabe etc. etc.

Como cabe tanto erro num jornal? E como cabe tanto erro num titulo só?

Os do G1 me foram enviados por duas amigas, de tanto que chamam a atenção:

"(o sujeito) viaja À Europa e confirma AUSÊNCIA DE DESFILES".

Pra começar, pessoas viajam PARA A Europa — ou VÃO À Europa.

E, pra fechar, que eu saiba os desfiles estão acontecendo normalmente.

Os colegas queriam dizer que o cara confirmou sua ausência NOS DESFILES? "Prestenção" que ainda tem muita folia pela frente, OK?