quinta-feira, 19 de julho de 2018

Aumente a conta antes de usar

Colegas do Globo, o atento amigo e eu queremos saber o que significa o seguinte título:

"Letais, prisões matam mais de 4 por dia". (sic)

Mais de quatro são cinco? Quatro e meio?

As crianças que ora praticam o Novíssimo Jornalismo precisam entender que expressões como "mais de", "cerca de", "em torno de" etc. caem bem quando são usadas com números altos e redondos.

De um a dez, elas soam ridículas.

Que tal começar com "mais de cem"? Ou "mais de mil", "mais de 1 milhão"...

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Português sofre novos golpes

Como constata a assídua colaboradora, O Globo continua inventando regências estrambóticas e o Ancelmo deixa passar qualquer coisa no espaço que assina.

No título do texto sobre mais uma operação batizada com nome estrangeiro ("Swindle", que quer dizer FRAUDE em bom Português), criaram um tal de "golpe A ministros".

Podem parar por aí, porque isso não existe.

"GOLPE" tem vários sentidos, mas nenhum aceita a bendita preposição.

Como é que o editor de País caiu nessa com palavra tão usada no Brasil desde 2016?!?

Igualmente inexplicável é começar uma nota com um "Lembra-se (...)".

Acho que não se escrevia assim nem nos jornais dos primórdios da colonização, quando também já deviam mandar as pessoas PRA tudo que é lugar.

Ou alguém acredita que feitor mandava escravo "PARA A (...)", com todas as letras e cheio de cerimônia?

Nem no jargão do IML

Mais de um amigo comentou hoje a matéria do Globo sobre um cara conhecido como "Dr. Bumbum" (uau!), pessimamente escrita.

Tem coisas de arrepiar, a começar pelo subtítulo, que inclui a expressão indigesta "veio a óbito".

Colegas, acho que nem legista usa essa coisa quando fala da morte de alguém.

Desde já, informo que jamais "irei a óbito", ainda que meu nome entre no obituário do jornal, combinado?

terça-feira, 17 de julho de 2018

Diga-me onde é, para eu não ir

O atento amigo quer saber que "Clube Aeronáutico" é esse que o Ancelmo achou no Rio.

Pesquisei e encontrei um Clube de (ou da) Aeronáutica na Barra e outro no Centro.

Esse aí da nota, que receberá um certo politico homofóbico — e com cara de hidrofóbico —, desconhecemos.

Se alguém souber onde fica, me avise, que é pra eu passar longe. Obrigada.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Um pingo de coerência faria bem

Um amigo me mandou esse trechinho do JB de hoje (página 5 do caderno da Copa), com o pertinente comentário:

"Não seria 'o primeiro A REPETIR'?"

Claro que sim.

O cara não pode ser "o primeiro a fazer" uma coisa se o Pelé fez antes, não é?

Ontem, a assídua colaboradora também achou um título esquisito no jornal:

"Indenizada pelo acidente que matou Roberto Campos".

Assim, sem mais.

Recomendo aos colegas um tiquinho de atenção ao que escrevem.

domingo, 15 de julho de 2018

Jornalismo de obviedades

Sabe aquela preguiça dominical? Pois é.

Só pra não passar o dia da final da Copa em branco, compartilho com vocês uma amostra da "home" do MSN, recolhida numa madrugada dessas.

O portal tem parceria com Veja, Exame, Lance!, Reuters, El País, o escambau — e todos insistem na obviedade do "após", que denota ignorância absoluta não apenas do Português, como da vida.

Ou os colegas acreditam que essas coisas que enfatizam poderiam ter acontecido ANTES dos fatos por eles relatados?

Só pra lembrar: após o domingo, vem a segunda-feira, tá bem?

sexta-feira, 13 de julho de 2018

É muito descuido junto!

Hoje, recebi contribuições de mais dois amigos, além do tradicionalmente atento e da tradicionalmente assídua.

Um deles encontrou um traficante "ligado à Beira-Mar" — com crase! Ou seja, o cara tem uma forte ligação com a orla, é chegado a uma praia, só pode.

Outro achou no JB uma frase em que caria melhor "de a população se unir" (separado), mas em que o pior é mesmo a falta de preposição e de cuidado. O subtítulo, que não aparece aí na imagem, também tem "após", claro, porque aqui falta tudo, menos o bendito advérbio.

A do atento amigo é de ontem e mostra como o Ancelmo está desatento, a ponto de trocar "veiculado" por "vinculado". Será que já estão passando nota pelo Whatsapp, usando corretor de celular?!

E o que dizer das coisas que a amiga enviou?

Em matéria do Segundo Caderno, há um baita "Questionado pelo motivo (...)", que eu não sei nem como explicar, seguido de um daqueles plurais esdrúxulos que surgiram de uns tempos pra cá: "conflito de posicionamentoS" (terão tantos quanto o Kama Sutra na EAV?).

Na nota da coluna substituta de Gente Boba, falta vírgula depois de "esta semana", há vírgula onde não devia — separando o sujeito do verbo — e o texto começa quase pornográfico. Essa história de que "ele possui o Luce" tá me me parecendo assunto pra velha Repol (Reportagem Policial).