segunda-feira, 18 de junho de 2018

Uma avareza, com certeza

O colega publicou a foto no Facebook, chamou a crase de "criminosa" e, com toda razão, reclamou da falta de revisor numa casa (o Vivo Rio) em que tudo é muito caro, da bilheteria ao bar.

A amiga viu e me marcou na postagem, que merece espaço neste blog.

Se o artista que fez o bendito pedido for brasileiro, espero que tenha puxado a orelha de quem tascou o acento antes do masculino — se houvesse preposição + artigo, seria "AO pedido de Fulano", um horror.

O textículo muitíssimo mal escrito ("serviço de alimentos", "serviço" outra vez... Argh!) ainda fecha com uma "atencedência".

O cuidado com a língua e com o público é nenhum.

Pobre regência, tão maltratada

Quando até universidade ensina errado, é porque a coisa está feiíssima mesmo.

O exemplo de regência estropiada, enviado pelo atento amigo, foi achado em informativo da Unesp — e em título:

"Homenagem pela defesa À agropecuária".

Não inventa, pessoal! "Defesa A" alguma coisa ou alguém?!?

"Halldórsson, goleiro da Islândia, fez uma bela DEFESA e agarrou o pênalti do Messi" pode soar estranho; "a Justiça brasileira criou uma tal de legítima DEFESA DA honra" pode ser coisa extremamente perigosa. A regência, porém, está correta nos dois casos.

Viva o Português! A DEFESA encerra o caso.

sábado, 16 de junho de 2018

Todo mundo e todo o mundo

Queridíssimos colegas, já tratamos do tema aqui.

No entanto, pelo visto (e ouvido), precisamos falar dele mais uma vez.

Hoje mesmo o atento amigo pescou repeteco da besteira no canal Futura:

"Segundo a ONU, refugiado é TODA A pessoa privada de (...)".

Nananinanão, criançada! 

"Refugiado É TODA PESSOA privada de etc. etc."

TODA PESSOA, QUALQUER PESSOA, entenderam?

"Toda a pessoa" é um cidadão ou cidadã da cabeça aos pés; inclui cérebro, tronco, dedo mindinho e assim por diante.

É como em "todo mundo" — toda gente, as pessoas em geral, qualquer um por aí — e "todo o mundo" — que engloba a Terra de um polo a outro.

Para quem precisa de desenho, acho que a ilustração aí é suficiente, não?

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Vai escrever mal assim...


Obra-prima do dia, quer dizer, da Globo, postada por uma amiga no Facebook.

Não dá pra escrever um tiquinho melhor, não?

Pra que o maldito "após"?

E esse gerúndio?

O espaço está liberado, cabe qualquer coisa.

Que tal "descarga elétrica de celular mata jovem", ou "Jovem recebe descarga elétrica de celular ligado e morre", ou qualquer outra frase na ordem direta?

Lógica, onde está você?

Começamos a ver, a assídua colaboradora e eu, o verbo "depor" com o circunflexo.

Por que será que O Globo (nas versões impressa e online) decidiu usar um acento que não existia nem na era pré-desacordo ortográfico?

Bem, acho que não dá pra tentar encontrar algum sentido num jornal que escreve coisas como essa que a amiga mandou hoje:

"No dia em que (...) ontem (...)" (e por aí vai a frase gigantesca, sem trégua).

Se alguém entender a lógica disso, me explique, por favor.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Uma 'performance' horrorosa

As duas gracinhas me aguardavam aqui desde ontem.

A da assídua colaboradora nos apresenta ao novíssimo verbo "performar": eu não "performo" coisa alguma, tu "performas" se bem entender, não vamos brigar por causa disso, e as bailarinas "performam" assim ou assado, de acordo com repórter e editor do Globo.

Pra que inventar se temos opção perfeita em nossa língua, o verbo APRESENTAR? Fica menos "sofisticado" dizer "as bailarinas se apresentam"? Tolinhos...

Depois do neologismo feioso, só rindo com a do "boi de moto", que veio do Mato Grosso e foi enviada por um leitor.

No Português, a ordem dos fatores altera o produto, viu, colegas? Quem dirigia a moto era o enfermeiro, não o boi.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Monumento à regência estropiada


Está na capa do Globo online e foi devidamente registrado pela assídua colaboradora.

"Obelisco A quem quer que seja", colegas, inexiste!
Por que essa tara com a preposição "A"?

Inventaram os "beijos a todos", os "abraços a todos", reescreveram a música e criaram um tal de "Parabéns a você"....

Tudo isso está errado, OK?

Mandamos beijos e abraços PARA AS pessoas, PRA família etc., cantamos "parabéns PRA você" e o obelisco é DO lugar tal, pode ter sido construído POR encomenda de algum governante e homenagear alguém. Ponto.

Não confundam OBELISCO com MONUMENTO, que pode ser AO soldado desconhecido, À liberdade... Ficou claro?