segunda-feira, 21 de maio de 2018

Só abra a boca quando tiver certeza

Não sei se os mais jovens se lembram do quadro humorístico do casal Fernandinho e Ofélia. Ela só abria a boca quando tinha certeza.

O secretário de Cultura do Rio abriu a boca pra dizer besteira e a repórter do Globo não corrigiu a frase:

"Se for fiscalizar os teatros do estado, vai ter que fechar tudo".

Se QUEM for fiscalizar? Ele? Eu? A  a assídua colaboradora?

Pior ainda vai ser se FISCALIZAREM (ou FOREM FISCALIZAR) o Português falado no programa "Alerta DF", que o atento amigo viu por uns 15 minutos hoje à tarde, antes de pegar o avião de volta pra casa. Segundo ele, o apresentador foi num crescendo.

Disse que um brasiliense baleado não corria "risco de morte" (ui! Achava que esse trem tinha sido enterrado). Em outro caso, porém, "a vítima foi a óbito" (socorro!). O atento amigo sugere logo o absurdo completo: "não corre risco de óbito". Faz sentido na chacina do idioma.

Quando o cara falou de uma "vítima de tentativa de latrocínio", o amigo deu tratos à bola:

"Não sei apenas se frustrou o roubo ou se o bandido roubou, mas não conseguiu matar a vítima".

Antes que a TV fosse desligada, falou-se de um rapaz esfaqueado e apareceu na tela a seguinte legenda: "Agonizando pela vida". Subtítulo: "Rapaz se rasteja após ser assassinado no (bairro do) Guará".

Pra mim, cadáver "se" rastejando é coisa de filme de zumbi. Blargh!

sábado, 19 de maio de 2018

Um casamento de arrepiar


Confesso que ainda não vi o casamento real, mas, graças à assídua colaboradora, já sei que, no Globo, foi um desastre.

Tem vírgula separando sujeito do verbo; tem a "relevante" informação "eles sentaram" — mas o nobre casal deve preferir SE SENTAR, que é mais fino —; tem muito "durante" e "após", como se não fosse óbvio; tem "cavalgaram em uma carruagem", poesia pura — e a carruagem é puxada por cavalos, oh... (a informação é tão surpreendente que aparece duas vezes!!).

O festival de besteira tem até os "simpatizantes das ruas", que aplaudem COMO o duque de Essex e sua esposa DEPOIS de sua cerimônia etc. etc.

O casal também se aplaudiu? O casal está entre os simpatizante das ruas?

Gente, minha cabeça não alcança o Novíssimo Jornalismo Enche Linguiça.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Salvar um? Texto ou editor?

O Novíssimo Jornalismo é sinônimo de despreparo, descaso, desleixo, "destudo".

Não há pressa que justifique coisas como as que a assídua colaboradora me enviou hoje.

No Globo Niterói, há um "caminho de caminho".

Com algum esforço, a gente até tenta engolir "a rota da trilha", mas no alto da primeira página, na principal matéria de capa, é duro.

O problema, acho eu, é que ninguém quer mais parar e pensar na possibilidade de escolher melhor as palavras.

Coube no espaço? Então, pronto. Vamos em frente, não precisa olhar de novo.

Se olhassem, veriam logo que há um antetítulo que não fecha na revista Época.

De acentos, assentos e plurais



Aos responsáveis pelo weather.com, site que eu sempre consulto quando vou viajar ou acho que o tempo está meio incerto e preciso sair: PRAÇA não tem acento, OK?

A maioria tem assento, mas isso é outra história.

Aproveito o ensejo pra comentar a besteira que o atento amigo viu quarta-feira, em título do Globo.

Por que estão pluralizando tudo de uns tempos cá?

Dizemos "a morte de (x) pessoas", "o assassinato de Beltrana e Fulano", "a inauguração dos museus"...

O festival de "S" desnecessário dá um tom infantiloide de redação escolar às matérias do jornal.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

O que é tabu para o 'Lance'?

Amigos, alguém consegue me explicar o que significa essa chamada da dobradinha Lance/MSN?

Estou curiosíssima pra saber que "tabu" o Flamengo "encerrou" hoje no jogo com o Emelec.

Terá sido o tabu do incesto? O tabu do canibalismo?

Caramba! Acho que não vou conseguir dormir com esse mistério na cabeça...

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Na esquina de Cultura com...

O atento amigo ouviu agorinha, na Globonews, mais uma novidade: o "casamento 'entre' Fulano e Beltrana".

A gracinha, usada em relação a Harry e Meghan, não pode ter nascido de alguma tradução mal ajambrada, porque não se usa "between" para se falar do tema no idioma da rainha, avó do noivo.

O amigo acha que nasceu de outra invencionice que ele tem visto no Globo: as esquinas "entre" a rua "x" e a rua"y".

Rindo só de pensar na ideia de uma esquina "no meio" de duas ruas, ouso achar que a bobagem tem raiz menos tola: o emprego de "casamento" no sentido figurado, em que a preposição não cai mal — "o casamento entre a inteligência e o saber" é o exemplo citado no Houaiss.

Estarei sendo muito otimista?

De qualquer forma, tentarei esclarecer, juntando uma coisa e outra: na esquina das ruas Divinópolis e Paraisópolis — e do casamento entre o rock, o jazz e a música tradicional mineira — nasceu o Clube da Esquina. Deu pra entender?

terça-feira, 15 de maio de 2018

Será o mesmo estagiário?

A dúvida do título é do atento amigo, que, depois de achar o bendito "dentre" errado na capa do Globo e no Segundo Caderno, hoje foi encontrá-lo na editoria genérica Sociedade, cujo nome quer dizer nada e na qual cabe qualquer bobagem.

Pessoal, o correto é "ENTRE as que ficaram", OK? Não inventa, porque erro se alastra com uma facilidade impressionante e todo mundo sai copiando, porque acredita que jornalista entende de Português e sabe escrever.

Tanto não sabe, que bota na home do online um Modigliani arrematado por US$ 157, sem incluir o importante apêndice: "milhões".

Se fosse verdade, a assídua colaboradora e eu estaríamos em condições de disputar o privilégio de ter em casa uma tela original do mestre italiano, mesmo com a moeda americana na faixa dos quatro reais. 

Mais atenção, crianças. Não caiam na armadilha das fake news.