domingo, 17 de dezembro de 2017

Não se mirem no exemplo

Passou pela minha linha do tempo, no Facebook, uma página que diz ter o objetivo de dar informações úteis e já contar com 8 milhões de seguidores.

Se é pra ser útil, peço que não ensinem 8 milhões de pessoas a escrever errado, como no título copiado na imagem.

O médico (que devia ser "esse", não "este") tem que "explicar POR QUE escreve (etc. e tal)", bem separadinho, porque está explicando o motivo PELO QUAL (ou POR QUE razão) ele faz isso ou aquilo.

Corrijam, por favor, mas tomem cuidado para não manter no site a informação nova juntamente com a velha, como faz "o maior jornal do país".

Essa coisa ridícula (que a assídua colaboradora encontrou no Globo online) é mais um exemplo do relaxamento absoluto no jornalismo atual.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Saudades de um texto claro


O texto horroroso que se pode ver aqui foi encontrado pela assídua colaboradora, que o enviou pra mim com o pertinente comentário:

"Não basta ter que ler sobre a uretra presidencial, né?"

Pois é. A gente ainda tem que dar de cara com um "foi consultado pelo urologista" que é de matar!

Coleguinhas do Globo online, o cara CONSULTOU UM UROLOGISTA.

CONSULTEM UM DICIONÁRIO, por favor!

E releiam as bobagens antes de publicá-las.

Quantas vezes é necessário usar a palavra "presidente" pra nos convencer de que o cidadão ocupa o cargo?

Por que tanta repetição em apenas dois parágrafos? Por que ninguém mais FAZ uma cirurgia, só "realiza"? Eu, hein!?

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Quem leva o troféu?

Fiz  o "três em um" aí da imagem, porque não sabia o que escolher pra comentar primeiro.

Ontem, a assídua colaboradora enviou o anúncio do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) do Rio Grande do Sul, publicado em jornal de lá, o Zero Hora.

Nele, além do "marquetinguês castiço", tem um "são quem verificam" de incomodar a vista. 

Quem conhece a língua e verifica o que escreve com cuidado sabe que o pronome não combina com o plural.

Perguntem ao copidesque e ao revisor. SÃO ELES QUE VERIFICAM se está tudo direitinho no texto — e, infelizmente, não têm mais emprego no Globo.

A prova está na tirinha que a amiga mandou hoje cedo, com um baita "vou contá-la para eu mesmo". 

Não vou guardar segredo para MIM MESMA: é assim que se usa o pronome nesses casos, OK?

Agora, EU ME pergunto: o que dizer da invenção do Tribunal Eleitoral, encontrada pelo atento amigo?

Que história é essa de "biometrizar" as pessoas?!?  Esse verbo não existe! Quem é o Guimarães Rosa do TSE?

Começou na Bahia. Vai se alastrar pelo país? Nada contra biometristas ou métodos biométricos, mas me recuso a ser "biometrizada".

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Português não é Matemática

Costumava-se dizer que quem fazia Comunicação estava fugindo da Matemática.

No entanto, alguns colegas parecem adorar certas operações básicas, aquelas em que "a ordem dos fatores não altera o produto", sem se lembrar de que o resultado pode ser desastrosamente diferente quando lidamos com palavras.

Seguem aí dois exemplos que o atento amigo achou ontem na CAPA — sim, na primeira página! — do Globo, um jornal que já foi mais bem cuidado.

Como pode "morto há cinco anos" fechar com "obra"? A obra morreu?!? Se assim fosse, ela estaria MORTA, no feminino, não é?

E desde quando o "dia 19" é um lugar? Como assim, uma "data onde"?!?

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Qual é o sentido da ilustração?


Ainda estou rindo com a legenda que o atento amigo encontrou ontem no.jornal O Popular, de Goiânia.

Gente, que jornalismo é esse que se faz hoje em dia? O que vem a ser essa identificação do edifício sede do Banco Central ANTES do anúncio da Selic?

Com razão, o amigo ironiza:

"Tô curioso pra ver a foto do prédio DEPOIS..."

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Depois do 'após', vem o 'durante'


Não sei por que ainda não inventaram uma vacina pra acabar de vez com essa praga de jornalista "situar no tempo" toda ação.

É tanto "após" isso, "após" aquilo — com alguns "durante" no meio — que a leitura se torna irritante.

Gente, para com isso! TUDO acontece em algum momento e não é preciso usar linguagem tatibitate pro leitor entender.

Sejamos diretos: pessoas MORREM EM confronto; mulher VÊ foto comprometedora do marido e pede divórcio; Fulaninho É solto; e assim por diante.

Essa bobajada toda, reproduzida aí na imagem, está na "home" do Globo online, em que a assídua colaboradora encontrou uma "montanha com mais de mil anos", o que é nada em termos geológicos.

Só clicando lá pra coisa fazer algum sentido: o local é "considerado sagrado" há esse tiquinho de tempo. Um pingo de atenção evitaria o título ridículo.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Não inventa, galera!


O atento amigo botava a leitura em dia quando bateu o olho neste título da Folha de ontem:

"Empresas criticam INSS de intermitente".

Colegas, existe um INSS cobrado de um "cidadão intermitente"?

Não li o texto, mas imagino que os empresários criticam a "intermitência do INSS", ou seja, "CRITICAM O INSS COMO INTERMITENTE".

Não cabe na linha?

Que tal "CHAMAM INSS DE INTERMITENTE"?

Só não vale inventar regência que não existe no idioma, OK?