terça-feira, 23 de maio de 2017

A tautologia volta a atacar


Gente Boba ressuscitou um pleonasmo que eu julgava morto e enterrado: o tal do "contracenar junto".

Vejam aí o que o atento amigo achou na coluna, folheando os jornais do fim de semana.

Pessoal, "contracenar" já indica que o ator não está sozinho em cena, fazendo um monólogo, OK?

Fulana CONTRACENA COM Beltrana. E ponto final.

domingo, 21 de maio de 2017

Semana conturbada

Com tanta notícia ruim no país, fiquei até sem ânimo para postar notas aqui.

Colaborações, porém, não faltaram — e todas vieram do Globo, o jornal que torna complicada até a transição da assinatura do impresso para a versão digital.

O atento amigo leu na primeira página, dia desses:

"Anvisa reconhece Cannabis sativa".

Ele (como eu) acredita que queriam dizer "O CANABIDIOL", principio ativo da planta que muitos acreditam ter aplicação apenas recreativa, apesar das muitas provas em contrário.

A assídua colaboradora enviou outras, mas vou ficar com a de hoje, encontrada no Ancelmo:

"(...) é tão grande que, na família, houve quem chegou a pensar em pedir a interdição (...)". 

Caramba! Quatro verbos seguidos?!? E com pretérito perfeito ("chegou") em vez de imperfeito ("chegasse")?

Que tal simplificar? Um opção é "HOUVE QUEM PENSASSE em interdição".

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Em que país estamos?


O atento amigo deu de cara com o título e duvidou que estivesse no Brasil:

"Grávida de 39 semanas foi levada pela PF (...)".

Com razão — e com humor — ele diz:

"Foi como se eu estivesse lendo em Inglês. Tenho que fazer conta pra saber, na nossa cultura, quantos meses representam as 39 semanas e meia de amor pra dar."

Só falta o Globo começar a calcular a altura das pessoas em polegadas, temperatura em Fahrenheit etc.

domingo, 14 de maio de 2017

Não tem ao vivo? Vai de virtual


Caros colegas do Globo, não há crase em "face a face" — ou em "cara a cara", "frente a frente" etc.

Para confirmar, basta usar expressão masculina similar, como "lado a lado" (viram algum artigo aí ou só a preposição?).

Na falta de revisores de carne e osso, recomenda-se o uso de um corretor digital.

O jabazão em que se transformou o jornal deve dar pagar ao menos isso. Ou não?

PS pra galera do Ancelmo: também NÃO há crase em "presidir a ABL" e "dia 24 (vírgula) agora (vírgula)" é o...

Uma coisa 'após depois' da outra

A assídua colaboradora me enviou essa coisa aí do Globo, que eu nem sei como classificar.

Afinal, não bastasse o desnecessário "após" — sem o qual os colegas não sabem mais viver — seguido de um "depois" (!!!), cadê a notícia? Alguém sabe dizer?

Ninguém conseguiu pensar uma pauta decente pro Dia das Mães? A moça do título é parente de algum editor do jornal? Ou este assumiu sua porção "Caras" com força total?

A continuar assim, concluo a transição pra versão digital (que deve começar a vigorar em uma semana) e não demoro muito a mandar a assinatura pro espaço de vez — ou "em definitivo", outro modismo ridículo muito apreciado, especialmente por certos colegas da TV.

Só pra lembrar: "após depois" do Dia das Mães vem o Dia dos Pais. Comecem já a bolar algo melhorzinho, por favor.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Repórter 'viajandão'

Depois de um dia agradabilíssimo, dei mais uma sonora gargalhada ao abrir a seguinte mensagem do atento amigo:

"Repórter da Globonews subiu numa sacada pra fugir de hostilidades. Lá de cima, disse que agora tinha imagens aéreas...".

Preciso acrescentar alguma coisa?

terça-feira, 9 de maio de 2017

Quero ver de costas!

Tinha que ser a Globonews!

Conta-me o atento amigo que uma peça institucional da emissora vem enchendo a tela da TV com o seguinte slogan:

"Se o mundo mudou, encare de frente".

Os colegas do canal acham que mudou também a anatomia humana ou simplesmente desconhecem o que é tautologia?

sábado, 6 de maio de 2017

São tantos escorregões...

Difícil começar uma nota com tantas coisas "lindas" que recebi hoje.

A assídua colaboradora constatou que, no Globo, ninguém chega mais A lugar algum: "chega no", ou seja, chega mal pra burro! (hoje, naquela editoria genérica, a tal de "Sociedade".)

O atento amigo achou outras derrapadas feias.

Uma estava destacada em subtítulo:

"Fissura põem em risco uma das maiores plataformas (...)".

A fissura "fazem" o quê?!?

Na página 2, alguém "pediu para que Zico autografasse (...)".

Não faça isso com meu ídolo, por favor! Pede o autógrafo e joga o "para que" no lixo, que é o lugar dele (antigamente, na redação, dizíamos "vai pra cesta página").

Tem mais.

O amigo ouviu o Datena reclamar que a Justiça está soltando "bandidos de altas periculosidades" — dei altas gargalhadas ao ler esse plural.

E "APÓS" tanta besteira, a "cereja do bolo", enviada por um novíssimo colaborador:

"APÓS morte de passageira, motociclista TAMBÉM MORRE em Goiânia".

Caramba!

Ainda vou abrir a matéria pra ver quantos outros "após" e "depois" sem sentido eu encontro lá dentro.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Preze sua ferramenta de trabalho

Definitivamente, o ensino de regência verbal e nominal desapareceu das aulas de Português — e o domínio do idioma há muito não é exigido dos colegas.

Só isso justifica a festa de erros nos jornais — e não só nos veículos online, em que jogam qualquer coisa e corrigem aos poucos (se alguém reclamar!).

Hoje, a assídua colaboradora me mandou um baita título com um "chegou em Brasília" de doer.

Recomenda-se que as pessoas cheguem a Brasília, ao Rio, a qualquer lugar (mesmo que não seja o de sua preferência),

Já o atento amigo encontrou esta semana, no Globo, "assista o vídeo do depoimento de (Fulano) a (Beltrano)" e ficou preocupado com a saúde do pobrezinho.

Não custa lembrar: um médico pode assistir um doente, mas, na hora do lazer, ele assiste à TV, a um filme, ao futebol etc. etc.

Outra que o amigo está vendo com frequência é o tal do "prezamos pela".

Não prezamos por coisa alguma!

Devemos prezar a língua pátria, meus amigos prezam o sossego, entre outras coisas, e eu prezo neles a generosidade de colaborar com este blog.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Cerca de mil, às 17h49


O atento amigo comprovou que o rádio está ensinando bobagem para os ouvintes.

De um deles, começou a ouvir coisas como "por volta das 12h15", "cerca de 17 bandidos", "umas 56 pessoas compareceram"....

Queridos colegas, de todos os veículos: "cerca", "por volta de", "em torno de", "uns", "mais ou menos", "aproximadamente" e outras expressões do gênero são usadas apenas com números redondos, OK?

Na dúvida, pense em esportes olímpicos, em que cada fração de segundo faz diferença e o número de competidores tem que ser exatinho pra cada modalidade.

No mais, informo que cerca de 400 pessoas leem minhas postagens, esta aqui foi escrita em torno de quatro da tarde e eu voltarei ao computador às 18h37, porque funciono em horário de trem britânico. Combinado?

domingo, 30 de abril de 2017

Não faz sentido? Apaga!

O momento é triste, Belchior morreu, mas o G1 consegue transformar tragédia em piada.

Vejam só o que a assídua colaboradora me enviou há pouco.

"Nada indicou qualquer coisa" quer dizer... nada, redator!

Nesses casos, a gente copidesca ou elimina o comentário.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

É 'Globo' ou é 'Globinho'?

Só hoje vi a colaboração que o atento amigo enviou na segunda-feira, pelo whatsapp (dá pra notar que eu quase não uso o aplicativo?).

Diz o texto do Globo:

"Ele estava em um estabelecimento da região quando um homem que passava dentro de um carro abriu fogo contra o policial e duas outras pessoas".

Comentário do amigo:

"Tô tentando imaginar como seria passar fora do carro...".

Pois é. Parece texto de criança recém-alfabetizada, não de jornalista.

Também não custa perguntar: se "ele" e "o policial" são a mesma pessoa, que construção é essa?

quinta-feira, 27 de abril de 2017

O código secreto do Google

Inexplicável.

O Google disse que ia mudar a aparência da página inicial do gmail, para torná-la mais prática, mais bonita etc. etc.

Ficou uma coisa horrorosa e sem graça que, além de tudo, pede ao usuário uma "palavra-passe" (sic).

Pessoal, PASSWORD é Inglês.

Em Português do Brasil, a gente usa SENHA, tá?

terça-feira, 25 de abril de 2017

Até tu, Comunique-se?!

A praga do "após" chegou ao Portal Comunique-se, dedicado aos jornalistas.

Em matéria de ontem, em que também achei um "informou sobre", o atento amigo encontrou, logo de cara, as desnecessárias informações de que um homem morreu "após" levar vários tiros e "depois de" ser operado.

Brinquei com ele que ia deixar pra fazer hoje a nota, "após" uma boa noite de sono e "após" acordar.

Ao que o amigo retrucou, também brincalhão:

"Após dormir, você acorda?"

Pois é. A gente ri pra não chorar.

PS: para os colegas que têm preguiça de consultar dicionário e ignoram solenemente as regências, reproduzo abaixo o verbete "informar" do Houaiss, em forma de comentário.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Cultura nas trevas é isso aí

O atento amigo encontrou essa coisa no Globo (vide imagem) e me enviou, exaurido.

A nota horrorosamente escrita sugou-lhe as energias (entenderam que aqui dá pra ser plural, colegas?).

Começa com uma zona que poderia ser melhorada com o uso do ponto e vírgula, feito exatamente para esses casos:

"Teatro Tal, não sei onde; Teatro Aquele, logo ali; Teatro Outro, em Caixa Prego; etc. etc. etc.".

Em seguida, informa que os pobres teatros "tiveram as energias cortadas"!

Quantas energias há nesses lugares, meus deuses?

Eólica, elétrica e solar? Mais alguma?

É de cortar os pulsos, viu?

Nunca um título foi tão adequado ao Português que se pratica hoje no jornal.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O que acontece nas redações?

Dia desses, li no Globo:

"Após crise, presidente (...)".

Deu vontade de ligar pra lá e perguntar: 

"Qual delas, senhoras e senhores?"

Em seguida, recebi esta do atento amigo:

"Após buscas, bombeiros encontram corpo de primo de (...)".

Resumo do comentário indignado enviado com o infeliz modismo:

"Se não houvesse buscas, teriam encontrado o corpo? Pra que esse 'após'?"

Pois eu abri o navegador do Windows, que exibe as "principais notícias", e dei de cara com mais um "após" imbecil:

"Após melhora, (pessoa) deixa a UTI".

Por que os colegas não sabem mais escrever sem cortar as irrelevâncias? Qual é o sentido dessa "informação"?

Aproveito pra perguntar o que são essas duas regências encontradas na mesma página: "transferido a outro hospital" e "apoiar a tratar".

Achei que a gente fosse transferido PARA algum lugar e apoiasse alguém, alguma causa... e até SE apoiasse SOBRE qualquer coisa, só pra usar uma preposição amada pelos praticantes do "novíssimo jornalismo".

sábado, 15 de abril de 2017

O canto do cisne

Caro editor da primeira página do Globo,
"faz alerta sobre" é de doer!

Não há mais dicionários na redação? O jornal gastou tudo que tinha na tal revolução digital?

Acho que vocês estão trabalhando até sem aquele corretorzinho básico do Word, que assinala em vermelho erros simples (só para citar um exemplo, hoje tem singular "concordando" com plural em título de nota de Gente Boba).

A pouca concorrência, a pressa e a economia porca, entre outras coisas, estão fazendo muito mal à imprensa carioca.

Uma lástima.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Mistérios insondáveis

A nota de Gente Boba se chama "O mistério continua...".

Aponta erro em nome de papa polonês, diz que "gematria" (palavra também grafada como "gemátria" no Houaiss) se pronuncia "guemátria" (?)...

Enfim, corrige o texto alheio, mas não as próprias bobagens.

Vejam este exemplo:

"(...) é a arte cabalística de extrair valores numéricos as letras hebraicas e, assim, chegar à conhecimentos profundos". (sic)

Na primeira parte, acho que queriam dizer "extrair valores DAS letras".

O caso da crase vergonhosa, porém, só se resolve com aulas de Português.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

O álcool faz mal à escrita

O amigo anglófilo, como eu, sabe que na terra de Sua Majestade as pessoas gostam de cerveja, uísque etc.

Também como eu, acha BOA a recomendação: se for escrever, não beba.

O MAU Português que ele encontrou na BBC Earth só pode ser coisa de quem não estava BEM das ideias.

sábado, 8 de abril de 2017

Receita indigesta e singular

Voltando ao jardim de infância: "um caipira, dois caipiras"; "um ovo amarelinho, dois ovos amarelinhos" etc. etc., OK?

A assídua colaboradora descobriu, em título e texto, que o Globo também desaprendeu o plural.

Do jeito que está, a receita desanda, pessoal.

Detenha (e retenha) o poder

A assídua colaboradora encontrou mais um grave indício de que o jardim de infância se instalou na redação do Globo, como desconfia o atento amigo.

Afinal, o que mais justificaria o desconhecimento absoluto dos verbos "ter", "reter", "deter" etc.?

"TEU", amiguinhos, é um pronome possessivo.

Da mesma forma que não existe na conjugação do verbo TER, não entra na do verbo DETER.

Bora voltar à escola e repetir cem vezes o pretérito perfeito: 

eu detive, tu detiveste, a polícia DETEVE...

quinta-feira, 6 de abril de 2017

À moda da 'Veja'


É duro abrir o navegador da Microsoft e dar de cara com um baita erro da Veja.com.

"À" triplex, colegas? Com crase? Sério?!?


"Visita à triplex" é algum novo prato? Onde é servido?

Tem "à la duplex" também?

terça-feira, 4 de abril de 2017

O livro está sobre a mesa

Há poucos dias, reclamávamos, a assídua colaboradora e eu, do "decidir sobre", que deve ser evitado, por horroroso, ainda que a regra admita seu uso.

Pois hoje eu recebi coisa muito pior, encontrada pelo atento amigo no Globo de domingo — e igualmente destacada em título!

O editor, que parece desconhecer a dupla Aurélio e Houaiss, tascou na Internacional, em letras garrafais:

"(...) estudantes e políticos debatem sobre educação e questões nacionais".

Essa moda de enfiar a bendita preposição em tudo parecia ser coisa do passado, mas está voltando com força total.

Fica o conselho:

SOBRE — use com moderação; se for usar, consulte um especialista.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Desleixo vergonhoso

Cheguei do aniversário de uma amigo na madrugada e encontrei o e-mail da assídua colaboradora, comentando uma nota pra lá de mal escrita na coluna do Lauro Jardim.

Aí está a vergonha, sem conserto até agora.

Tem concordância no masculino que devia ser feminina (relativa), tem crase onde não devia, verbo sem acento (está), repetição de "conta" em pequeníssima frase...

Se o leitor procurar bem, é capaz de achar mais erro ainda.

terça-feira, 28 de março de 2017

Não adianta rezar. Tem que estudar

Passei o dia resolvendo mil coisas e, na volta, encontrei colaborações variadas — todas. claro, encontradas no Globo (onde mais?).

Brincadeiras à parte, antes mesmo de eu sair a assídua colaboradora já tinha mandado um baita título com um "decidir sobre".

Até é aceitável pela regra. mas, como ela, implico com o uso. É feio pra burro!

Na página 4, lendo a respeito das horríveis brigas de torcida, um amigo encontrou a frase:

"A prisão temporária de (Fulano, Beltrano etc.) termina hoje, mas pode ser revogada por mais cinco dias".

Revogada por mais tempo?!? Acho que queriam dizer estendida, ou prolongada, né, não?

Pensam que acabou? Pois tem mais!

A querida amiga foi ler entrevista com a simpaticíssima Octavia Spencer (na editoria Cultura, hein?!) e tascaram lá que ela disse que "está à serviço do papel" (no caso, pelo que entendi, do Deus católico, no filme "A cabana").

Sinto muito, mas ela não disse essa bobagem, porque não existe crase em Inglês e, no Português, ela não antecede o masculino (as exceções são "àquilo" e "àquele", quando há preposição).

Nem rezando pra todo o panteão nórdico, greco-romano, africano...

quinta-feira, 23 de março de 2017

É mesmo impressionante!

Na imagem, fizeram uma coisa menos ridícula


As maravilhas não cessam!

Vejam a manchete extraordinária encontrada pelo atento amigo:

"IMPRESSIONANTE

Astronauta tira fotos da Terra a partir do espaço
".

Mui apropriadamente, ele pergunta:

"De onde mais um astronauta tiraria fotos da Terra?"

Tive que rir.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Deu um branco

O atento amigo mandou ontem as duas pérolas do Globo que reuni em uma só imagem.

A da capa causa estranhamento pela regência: se a gente "fiscaliza as contas", "fiscaliza uma obra" etc., por que a fiscalização seria "A" frigoríficos? O que justifica a preposição?

Já a da nota de Gente Boba é pleonasmo mesmo. O que o pessoal pensa que é "lacuna" por lá?

segunda-feira, 20 de março de 2017

Porções e porções de bobagem

Definitivamente, ou O Globo acha que falamos Inglês no Brasil ou, graças à tão alardeada "revolução digital", usa tradutor gratuito da internet e aboliu até o corretor ortográfico nos computadores.

Só um absurdo do gênero justifica essa coisa que o atento amigo encontrou naquela revistinha chinfrim de domingo:

os produtos orgânicos "já porcionados"!

Acredite! Inventaram o verbo "porcionar" e, em vez de separar legumes e verduras em PORÇÕES, ouviram "portioned" em algum lugar e tascaram no jornal, em título e texto.

Eu não compro um trem desses!

Já basta o tanto de aditivo que estão descobrindo na nossa comida por aí.

sábado, 18 de março de 2017

Aqui se fala Português. Será?!

Sabe aquele jornal EM QUE você procura um erro e acha vários?

Pois é.

Hoje ele tem hífen errado em título da editoria de Esportes (leiam a regra do "anti", colegas); coisas que não são entregues DE UM modo certo, mas "em" ("em um lugar certo", tudo bem)...

A elegante colaboradora viu nobres que não se encontram COM sobreviventes: do jeito que está, parece que eles "se descobriram sobreviventes", saDispensar
 
be-se lá de quê.

E a assídua colaboradora achou uma incrível em página inteira de anúncio (pode não ser da lavra do Globo, mas está lá e deve ter custado uma baba):

"Nenhuma planta da JBS foi interditada (...)"!

Ninguém esperava tratamento diferente para produtos da horta numa empresa que trabalha com carne.

Ou também havia projetos de arquitetura nas salsichas?

Para de copiar o Inglês, pessoal! No Brasil, de ricas fauna e flora, "planta" não é "fábrica", não é "indústria".

E, não custa lembrar, imagem "gráfica" é essa bagunça que eu fiz aí. Favor não confundir com "forte" e/ou "explícita".

sexta-feira, 17 de março de 2017

Quem fabrica os pássaros?


O amigo que não deixa passar uma me mandou a manchete do Globo com a pergunta:

"O que é uma fábrica de aves?"

Taí uma coisa que eu gostaria de saber.

Sugiro que o editor conserte o subtítulo, em que também falta uma conjunção aditiva e sobra plural, não é?

O 'após-calipso'

Alguém ainda duvida que a irritante modinha do "após" é, na verdade, uma praga?

Dá só uma olhadinha nesta amostra do Globo de hoje.

Não foi preciso mais que uma folheada para encontrar os "após" da foto.

Imagina "após" uma leitura atenta?!

quinta-feira, 16 de março de 2017

É muito desleixo do 'Globo'!

Eu nem vi o texto, publicado no domingo, provavelmente porque me cansei do excesso de anúncio da "revolução digital" do jornal.

Mas o atento amigo leu, no alto da página 7, o relevante artigo de um famoso cineasta, intitulado “Prioridade zero”, e ficou indignado com a falta de revisão.

Diz ele:

"É inacreditável a quantidade de erros e impropriedades no texto, que já começa assim: 'Em minhas duas últimas colunas, escrevi a cerca (...)'. Isso, mesmo, separando 'acerca'."

A lista continua:

· (...) os problemas que o mecanismo traz para a administração pública faz (...)” — "problemas faz?", pergunta o amigo.

·(...) operando em todos governos (...)” — “todos OS governos, naturalmente”.

·Esta e outras questões (...) nada tem haver (...)” — “nada TÊM A VER!” (essa doeu, viu?)

·(...) deveria ser a defesa de medidas que enfraqueçam ao mecanismo (...)” — “enfraqueçam AO mecanismo?!?”

E a última ainda vai dar em outra regência errada: “(medidas que) afetem A seus partidos”, quando o verbo “afetar” é transitivo direto.

Perto desse festival, até perdem importância as frases "o fato disso ocorrer (...)" e “o fato do mecanismo ter existido” — recomenda-se evitar a contração e usar "de isso" e “de o”.

Pois é. Aí fica tudo separadinho.

Já no caso do advérbio “acerca”, tem que ser junto, ou passa a servir para delimitar terrenos e coisas do gênero, como na imagem lá em cima.

quarta-feira, 15 de março de 2017

'Klaatu barada nikto'

A assídua colaboradora encontrou o título cambeta em coluna do Segundo Caderno:

"O dia que paramos a Dutra".

"Pó pará" por aqui mesmo.

E sempre que tiver dúvida a respeito, lembre-se de Raul Seixas, que usou em letra e nome de álbum "O dia EM QUE a Terra parou", que foi título de um clássico do cinema, ficção científica de primeira qualidade refilmada com Keanu Reeves muitos anos depois e... acho que basta, não?

domingo, 12 de março de 2017

Inovação pra inglês ver

A amiga revisora questionou o estranho uso do verbo "achar", ao ler a seguinte frase na coluna do Ancelmo:

"Na Globo, fez muita coisa, com destaque, acho, para o seriado (...)". (sic)

A nota sobre Paulo José (toda mal escrita) está num espaço que leva o nome de um colega, mas está a cargo de quatro.

Quem "acha" alguma coisa aí?

Vai ver essa manifestação de opinião faz parte da "revolução digital" que, mais uma vez, ocupa páginas e mais páginas do Globo.

A palavra de ordem do jornal é inovação, mas tem produto "novo" intitulado "PARA começo de conversa".

Pessoal, a contração está dicionarizada há zilênios e a expressão popular é "PRA começo de conversa", OK? Cadê a modernização?

Jornalismo desfigurado

Cuidado!

A imagem contém "cenas gráficas"!

Esta imbecilidade — que O Globo começou a usar no lugar de CENAS EXPLÍCITAS, FORTES, por desconhecer o Português e/ou achar que o Inglês é "mais chique e muderno" — está hoje na capa do Segundo Caderno.

No jornal, não faz o menor sentido.

Aqui, talvez faça, porque eu usei recursos gráficos para juntar as frases inspiradas — e com erro brabo de concordância! — de uma "matéria" que a assídua colaboradora encontrou no G1.

É tamanha a criatividade para falar de "make" — sim, não é mais maquiagem ou "make-up", acredite! — que o que mais tem é "outro exemplo", "mais uma transformação" etc.

Como sugere a colega, estão usando "mão de obra desqualificada"...

sábado, 11 de março de 2017

É agora! Já! Agorinha!

Alguém pode me explicar a moda do "agora" na coluna do Ancelmo?

 De uns tempos pra cá, virou praga o "dia tal (vírgula) agora", "segunda agora" etc.

Será que ninguém se tocou disso? Ninguém lê o jornal e vê que essa chatice é desnecessária (e, às vezes, até errada)?

Juntei uma nota de hoje com outra de quinta-feira só pra exemplificar.

Sem o bendito "agora", algum leitor acharia que o dia 16 a que se refere o repórter é de novembro ou, quem sabe, de qualquer mês em 2020?

Ginástica cerebral

Não foi um simples deslize: a besteira se repete na coluna lateral
O amigo me enviou essa aí na madrugada e eu quase perdi o sono.

Porém, mesmo depois de dormir sobre a ideia de fazer ginástica "em meio à rotina" e ganhar um "corpo metafísico", continuo confusa.

Já pensei até se a prática dos exercícios é dividida em categorias, tais como aristotélica, para quem quer um corpo com formas mais suaves, quase etéreas; kantiana, para quem quer músculos mais definidos... e por aí vamos.

Tá feia a coisa, viu?

E a matéria fala também de dieta e saúde em geral. Ou seja, é séria, apesar de o site em questão ter um espaço dedicado ao humor.

sexta-feira, 10 de março de 2017

O que é 'destribuir'?!?

Queridos colegas, um pouco mais de cuidado com o que publicam online.

Não é porque dá pra corrigir, ao contrário do que sai impresso, que se pode ser completamente relaxado com o idioma.

Onde estava o editor de Economia quando isto aqui entrou no ar?

Na "dEstribuição"?!?

PS: Quem enviou foi a "assídua" colaboradora, que andava sumida.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Por que não se calam?

Num dia em que nossas autoridades deram um banho de imbecilidade em seus discursos, o atento amigo encontrou a seguinte frase do ministro da Previdência reproduzida sem "copy" no Globo:

"Não dá para não pensar em não ter idade mínima de 65 anos". (sic)

Com três negativas seguidas, é pra dar nó na cabeça de qualquer um.

Se eu fosse a Madame Natasha do Gaspari, dava uma bolsa de estudos já!

terça-feira, 7 de março de 2017

Geração de bobagens


Não sou só eu que não aguenta mais a praga do "após" nos jornais.

Veja essa coisa aí da imagem, extraída da Folha online.

Foi enviada por uma querida amiga, também jornalista, que reclamou:

"Estou indignada com o uso abusivo, abusado e errado do advérbio de tempo 'após', popular como o 'onde' na utilização vulgar e imprópria.
'Filho gerado após barriga de aluguel' quer dizer o quê? A criança foi gerada em outra barriga depois que uma locadora não recebeu o embrião?
'Nasceram após processo de barriga de aluguel?' Como assim?"

Ela completa — e eu endosso:

"Que falta fazem redatores, revisores, editores e alguém que saiba escrever Português, poxa vida!"

segunda-feira, 6 de março de 2017

Peça as coisas direitinho

O atento amigo está impressionado com a escalada da errônea regência "pedir para que" isso ou aquilo.

Hoje, ela já estava destacada em legenda:

"(...) Guido Mantega pediu a Marcelo Odebrecht para que partidos (...)".

O amigo teme que, com as constantes demissões dos colegas veteranos e a ascensão dos textos tatibitate, essa construção ridícula vá parar na capa do Globo.

Em tempo: pede-se o valor X por alguma coisa, pede-se algo a alguém... e chega, OK? Mais exemplos podem ser encontrados em qualquer dicionário.

domingo, 5 de março de 2017

Revistinha recheada

Na mesma matéria em que encontrei a crase errada ("à uma imprensa", ui!), a amiga revisora viu o "nem tão pouco" aí da imagem.

Para quem ainda não sabe, faz tempo que se usa o advérbio com a contração "tampouco".

E "nem tampouco" é um tremendo pleonasmo: use "Tampouco algo" ou "Nem algo". E basta.

Pra não "perder a viagem", informo também que o (des)acordo ortográfico não se meteu com a "meia-idade": ela continua com hífen, OK?

Ignorância, preguiça ou machismo?

O que é essa criação do Ancelmo, "um doidivano", na nota "A conta é nossa"?

Colegas, ou o cara é um doidivanas ou um doidivana, OK?

Com "o" no fim não há no idioma pátrio.

Custa consultar um dicionário?

'Macacos' e 'botos' deslocados


A revista dominical do Globo passou um longo período dedicada aos jabás, mas finalmente voltou a publicar algumas matérias.

Só que, talvez pela falta de hábito de lidar com eles, descuida do copidesque nos textos.

Depois de ver uma horrorosa crase errada em "à uma imprensa" — que caberia perfeitamente em "à uma (hora) da tarde" —, pulei para a entrevista com o ilustrador franco-brasileiro Jean-Claude Alphen (autor do desenho aqui reproduzido, feito para o livro "Macacada").

Num único parágrafo, vejam o que encontrei:

"Estou a dois anos e meio só com livros autorais. Eu que decido de boto mais desenhos (...)".

Está na cara que o "de boto" foi erro de digitação — o correto era "SE boto".

Mas a preposição "A" no lugar do verbo HAVER HÁ dois anos... — é imperdoável.

Truquezinho simples: se for passado, use o verbo (há séculos...); se for futuro, use a preposição (daqui a pouco...).

PS: não custava também, no parágrafo seguinte, flexionar o feiíssimo "ajudar ela". "Quero ajudá-la" soa muito melhor, não é?

sábado, 4 de março de 2017

E a Lei Áurea?

Queridos colegas, todo cuidado é pouco na hora de escolher os verbos para construir suas frases.

Nem sempre o que parece sinônimo se aplica a qualquer caso.

Um exemplo é o tal do "colocar", que não substitui adequadamente o "pôr" e o "botar" em muitas situações — que o digam as galinhas, que jamais "colocaram" ovos.

Outro é o "possuir", que significa muito mais do que apenas "ter".

Vejam aí a coisa feia que o atento amigo encontrou no Globo de ontem.

Coberto de razão, ele pergunta:

"Voltamos aos tempos da escravidão?"

Pois é. Essa história de ser "dono do trabalhador" não acabou em 1888?

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Estranhas escolhas

É impressionante a fixação dos colegas com o Inglês.

Um bom exemplo está hoje no Globo, que usou, em matéria de página inteira, a tradução literal de "yo-yo effect", com aspas do início ao fim.

Alguém me explica o sentido disso se usamos há zilênios o termo EFEITO SANFONA, sem necessidade de aspas, itálico ou coisa do gênero?

Não é que esteja errado, mas... seria a sanfona "menos chique" que o ioiô?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Que violência é essa?!?


As invencionices do Globo estão cada vez piores.

Vejam na imagem a novíssima regência nominal criada pelo jornal e encontrada pelo atento amigo na editoria País.

"Violência A", pessoal?

Isso é uma violência CONTRA o Português!

O idioma não merece.

Façam as contas


O amigo de longa data ouviu há pouco na Globonews:

"Eliseu Padilha é um dos principais braços direitos do presidente Michel Temer".

Perguntas mais que pertinentes:

"É Shiva??? É Octopus???"

Afinal, quantos braços direitos a pessoa tem?

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Educação entregue às baratas

Tinha um compromisso e deixei pra volta a colaboração do atento amigo, que viu na Globonews o erro do ministro da Educação: um baita "haverão mudanças", pro Brasil inteiro ouvir.

Voltei e, claro, o erro "viralizou".

Afinal, um trem horroroso desses na boca da autoridade máxima da Pasta é inaceitável, não é, não?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Muita besteira, pouca informação


A "revolução digital" do Globo (que meus avós provavelmente chamariam de "economia porca") continua assassinando o Português.

No online, o atento amigo encontrou essa coisa:

"Análise: Partidos devem se atentar para os riscos de 2018".

"SE atentar"?!? Desde quando o verbo em questão é pronominal?

Em chamada do Twitter, o jornal insiste no "preço barato", ignorando solenemente que preços sobem ou descem e os produtos é que podem ser caros ou baratos.

No Ancelmo, coluna em que as frases dão cada vez mais voltas, temos um "metade estão" (nota "Os endividados", que traz também o feio "porcentual", no lugar do mais comum e sonoro "percentual").

Ou seja, a enrolação dá nó na cabeça do leitor — e na do repórter, também.