terça-feira, 17 de outubro de 2017

Com desgraça não se brinca

Não gostava de chamar jornalista de "coleguinha", mas estou mudando de ideia, devido aos textos infantiloides da imprensa.

Exemplo: os "amiguinhos" não sabem mais escrever a respeito de catástrofes sem usar um horroroso "ao menos" para enumerar as vítimas (hoje, segundo O Globo, incêndios mataram "ao menos 29 em Portugal e Espanha"), além, obviamente, do bendito "após".

A tragédia na Somália merece tratamento respeitoso.

O título do jornal é uma vergonha e pressupõe que ninguém na redação sabe que pessoas só morrem DEPOIS de alguma coisa, seja um infarto, uma gripe ou um ataque terrorista.

Refazer a frase é muito difícil?

Então troca o "APÓS" por um "EM" que já melhora.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Presentinho em data especial



Um amigo que colabora bastante com este blog não sossegou enquanto não encontrou alguma bobagem pra me dar no dia do aniversário.

Pois aqui está, poucos minutos antes da meia-noite, a "entrada franca e a preços populares".

Alguém vai querer pagar se pode ver o espetáculo de graça? É sério isso?

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Obstáculo ao bom texto


Acabo de receber novo exemplo da mais lamentável modinha jornalística dos últimos tempos: o "APÓS".

Meninos e meninas que ora trabalham nas redações, aprendam: TUDO acontece antes ou depois de alguma ação.

Quem fez o título do Extra certamente queria dizer "por causa" da coronhada — ou existe a possibilidade de um policial do Bope ter espancado um cadáver?

O primeiro parágrafo da matéria também está mal escrito, a começar pela desnecessária "realização".

Custa muito ser direto e dizer que a polícia "impediu o enterro"?

Cuidado com a conversa!

Recebi ontem mais uma coisa feia encontrada pelo atento amigo (no Globo, naturalmente).

Alguém é capaz de explicar a construção "conversa ENTRE Fulano COM Beltrano"?

Caros colegas, ou há um papo ENTRE uma pessoa E outra ou um sujeito dialoga, fala, proseia etc. COM outro. Não misturem as estações, por favor.

E, vamos e venhamos, "teve inicio a partir de" também é horroroso, né?

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Acabou-se a folga

Fim das férias em família (ô dó...), reúno as mais recentes pérolas pescadas na imprensa (da qual praticamente não tomei conhecimento entre incontáveis delícias mineiras).

A assídua colaboradora ficou boba com a capacidade pleonástica do Jornalistas & Cia, feito por e para profissionais como nós.

No obituário de um colega, saíram-se com este primor:

"(...) vinha perdendo A PRÓPRIA consciência DE SI MESMO".

Não vou fazer graça com desgraça, mas merecia.

Já o atento amigo quase caiu duro com as "paredes PIXADAS" do Ancelmo de ontem.

Pra galera do jornal que não sabe que PICHAÇÃO é com "CH", ele também recomenda textos precisos.

Afinal, quem vai ler um autor que apenas "procura entender" algum assunto?

Depois disso, melhor nem comentar a letra que caiu no texto da Folha, não é?

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Como assim?!?



Impossível não fazer piada com o cartaz que o atento amigo encontrou em um banheiro paulistano.

A dúvida é: a pessoa troca o filho por outra criança ou por produtos variados?

terça-feira, 3 de outubro de 2017

A aeronave e o cavalo

O Facebook reclamou da falta de postagens no blog e eu decidi reservar um tempinho para duas pérolas enviadas pelo atento amigo.

Uma ele ouviu no Santos Dumont, em que a moça de uma companhia convocava os passageiros:

"Apresentem-se no portão (tal) no interior da estação de embarque".

Há necessidade disso?!

Faz tempo, muito tempo, que o aeroporto passou por uma reforma radical e acabou com aquela história de pegar avião na pista, gente!

Mas a escorregada mais feia foi da coluna do Ancelmo, que, no domingo, transformou Prestes no "Cavalheiro da Esperança".

Pessoal, vai ler Jorge Amado, Daniel Aarão Reis e outros biógrafos do CAVALEIRO, por favor.

domingo, 24 de setembro de 2017

Não confie em qualquer um

Em quem ou no que você confia?

Você confiaria EM um comerciante QUE entrega sua publicidade nas mãos de quem está se lixando pro bom Português?

Essa rede aí da imagem, por exemplo, exibe um baita erro no Facebook e em outros cantos da internet.

O atento amigo e eu preferimos lojas que vendem produtos EM QUE (ou NOS QUAIS) confiamos.

Como o Aurélio e o Houaiss, que recomendamos sem susto.

sábado, 23 de setembro de 2017

Registramos a garoupa

Estava aqui embatucada com a novidade dos jornais, em que nenhum lugar TEM tiroteio ou moradores OUVEM tiros etc.

A moda agora é REGISTRAR, verbo que tem como sinônimos "assentar, assinalar, averbar, inscrever, matricular, protocolar, transcrever", de acordo com o Houaiss.

Foi só abrir uma mensagem da assídua colaboradora para eu cair na gargalhada e mudar a direção do pensamento.

Ela fotografou a nota do Ancelmo "Terra de ninguém", segundo a qual "o secretário municipal de Educação da cidade" (sim, municipal da cidade!) visita "a rede de escolas da cidade" (ela, de novo!) "NA GAROUPA de um mototáxi" (sic, com destaque meu).

A amiga pergunta: "O veículo é anfíbio?"

Não sei responder. O peixe é grandão, mas será que aguenta o secretário?

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Dá pra escrever como gente grande?


Definitivamente, ninguém mais sabe escrever sem explicar, tintim por tintim, que isso aconteceu DEPOIS daquilo (ou DURANTE aquilo, um ridículo só).

Os colegas ainda não entenderam que NOTÍCIA é alguém morrer ANTES de ser baleado, ou ANTES de sofrer um acidente, porque TUDO ACONTECE DEPOIS de alguma coisa, toda ação provoca uma reação etc. etc.

Vejam (na imagem) mais exemplos da redação infantiloide do Globo, encontrados hoje pela assídua colaboradora.

Tem um cacofônico "após pessoas", tem até "DURANTE" e "APÓS" no mesmo título. Pode isso, editor?

Vá ao dicionário todas as vezes


A assídua colaboradora e eu não temos nada contra o Rock in Rio, mas detestamos ver o Português sendo estropiado pelo "maior jornal do país".

Ele diz que foi "EM" todas as edições do festival.

Nós preferimos ir AOS lugares.

Na quarta-feira, por exemplo, eu FUI À musculação, À sessão de RPG, AO supermercado...

FUI A vários lugares e NÃO FUI AO Rock in Rio.

Mesmo sendo roqueira, NÃO FUI À festa uma vez sequer.

Tome jeito e aja de acordo


Mais uma que o atento amigo ouviu na Globonews:

"(...) o presidente Trump está pronto para tomar ações contra a Venezuela".

Tomar ações, galera?!?

A tradução do Inglês "take action" é "AGIR", OK? Simples assim.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O enigma da falsa realidade

Ontem, enquanto a Net fazia gracinha com o meu sinal de internet, o atento amigo ouviu na Globonews a sensacional chamada de um documentário sobre "fake news"... "baseado em fatos reais"!

Como podem os "fatos reais" — um baita pleonasmo — ser, simultaneamente, "falsas notícias"?

É de dar nó na cabeça do espectador.

domingo, 17 de setembro de 2017

O Português barato do 'Globo'

A assídua colaboradora e eu gostaríamos de entender por que O Globo ainda não aprendeu que preços NÃO SÃO "caros" ou "baratos".

Pessoal, preço é alto ou é baixo.

Cara ou barata é a coisa pela qual pagamos.

A matéria fala "das origens da péssima urbanização do Rio", diz a amiga, e até está boa.

Naquele tempo, tinha bonde com diferentes PREÇOS de passagem: MAIS ALTOS ou MAIS BAIXOS, tá, galera?

Só lendo o texto pra saber se era mais barato andar de bonde ou de charrete.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O ministro e a paraquedista

Acho que o antetítulo "Crise política" explica a crise econômica, que leva à falta de trabalho para jornalista experiente e à contratação de crianças nas redações.

Afinal, o título que se segue é de quem ainda não aprendeu direito a língua.

Resultado: virou o samba do português doido.

O beiçudo da foto já não foi feliz ao tentar citar Bocage, mas quem pinçou um pedaço da coisa pra pôr em destaque fez... Melhor nem comentar e começar a tentar entender a outra notícia.

Mesmo feliz pela moça que sobreviveu, fiquei curiosa pra saber do paraquedas, que não teve a mesma sorte.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

É um festival!

Já comentei aqui que dava pra encher este blog só com material de assessorias de imprensa.

Muitas, pelo visto, são feitas por gente que jamais passou por uma faculdade de Comunicação — e a assídua colaboradora recebe um monte de coisa produzida por elas.

Um texto de hoje merece destaque.

O tema é prosaico: reforma e limpeza de estofados. Já a redação...

Tem "limpe ele", "forre ele", mas não, não ligue pra ele, porque tem coisa pior, em toda a sua "gloria".

Tem "a única coisa QUE o seu estofado PRECISA" — o meu PRECISA DE uma preposição, ou fica horrível.

E tem a cereja do bolo, "a mancha feita pelo seu filho que insiste em não sair".

Que coisa! Manda o garoto pra escola, pra casa do vizinho, pro play...

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Como confiar num trem desses?

Ao que parece, foi dada a largada para uma competição entre os colegas da publicidade e os da imprensa (notadamente do Globo), pra ver quem estropia mais as regências.

O atento amigo tem ouvido no rádio o novo anúncio da Mercedes.

Segundo ele (o comercial), Mercedes é "a marca que todos confiam".

Sinto muito, galera, mas a gente confia EM alguém, EM alguma coisa...

Se não for a marca EM QUE todos confiam, não compre! É furada.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Já pra cela, mas a cavalo

Não sei se alguém "montou a sela" no Photoshop, mas recebi o recorte de Búzios e de Copenhague, não dá pra ignorar.

Com o Português que se tem visto nos jornais, eu até acredito que o Estadão transformou mesmo a PF em Polícia Montada. Alguém duvida?

Após dormir, você acorda?

A praga do "após" não se limita ao jornalismo infante carioca e paulistano.

Vi na página de uma amiga a postagem em que ela, coberta de razão, aponta o recrudescimento da censura no país.

Os colegas gaúchos não podiam contar o lamentável caso em bom Português?

Exemplos:

"Protestos levam Santander a encerrar exposição"; "Santander encerra exposição e põe culpa nos protestos" etc. etc.

Por acaso, tem mais "após" sobrando em chamadinha acima.

Que tal "Macron vai ao Caribe para tentar abafar críticas à sua reação ao furacão Irma"?

Sem sono, consigo pensar em coisa melhor — sem usar "antes, durante ou depois".

Ou eu preciso dizer que "após uma boa noite de sono, penso com mais clareza", para compreenderem a ideia?

domingo, 10 de setembro de 2017

Não basta pautar

A pauta do Globo é boa, como comentou a assídua colaboradora em sua mensagem, mas o trecho destacado na imagem é duro de engolir, viu?

Acho que dispensa comentários.

Ainda estou entalada com "o contexto em que foram feridos". Ui!

Estranhas escolhas

Estou ficando exigente demais ou esses títulos do MSN são mesmo esquisitos?

Na parceria com a Veja SP, "homem filma mulher por baixo de saia".

Aplaudi a prisão do tarado, mas a frase não soa bem.

Ali ao lado, na chamada pra matéria da Reuters, não engoli "os mortos sobem".

Logo me vieram à cabeça ideias como cantar pra subir, subir aos céus ou ao Walhala, atingir o Nirvana, sei lá.

Não cabia no espaço "número de mortos sobe" ou coisa do gênero?

sábado, 9 de setembro de 2017

Veja onde e o que você dirige

A assídua colaboradora já bateu ponto na Bienal do Livro — e eu garanto a vocês que ela foi e voltou sem dirigir rodovia alguma!

Faço questão de deixar isso bem claro, porque a assessoria (de um evento literário!!!) acha que pessoas dirigem ruas (e ainda usa Linha Vermelha e Linha Amarela com minúscula).

A assessoria também se esqueceu que a Bienal é no Brasil e que, aqui, motorista NÃO É "driver".

Nota zero para o conjunto da obra e uma recomendação: leitura, muita leitura.

Afinal, livro não serve apenas para encher estande em exposição.

Aprendeu, papudo?

Acabo de encontrar no MSN, em parceria com a Agência Brasil, mais um triste exemplo de que jornalistas desaprenderam a escrever sem meter um desnecessário "após" na história.

Ou desaprenderam a escrever. Ponto.

Qual é a dificuldade de formular um título simples, direto, sem frufru ou encheção de linguiça?

Que tal "Fulano presta depoimento e é levado pra Papuda"?

Pensar não é tão difícil, colegas. Eu juro que não dói.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A língua abalada

Alguém pode me explicar por que a Veja (versão MSN) abreviou "número" nesse título feioso aí?

Obviamente, não foi por falta de espaço.

Melhor nem comentar a praga do "após", indispensável em qualquer tragédia de acordo com a Cartilha do Novíssimo Jornalismo para Infantes.

Afinal, a quantos mortos a infame revista chegaria ANTES do terremoto?

Atingido por e preso com

Pérolas do dia (ou melhor, do Globo, como diria o Agamenon), enviadas pela assídua colaboradora.

Na primeira, a frase ficou tão horrorosa que eu nem consigo pensar numa saída pra ela mantendo o verbo "ir".

Que tal simplificar?

"(o acerto) terá de ser revisto para que os dois sejam presos" fica melhor, não?

Quanto à bobagem ao lado (na imagem), acho que queriam dizer "atingido POR um tiro" e confundiram as preposições.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

IPVA do barquinho?!?

Caros colegas da Folha, não inventem moda, por favor.

O verbo "tributar" até pode ser usado no sentido de "prestar tributo", mas não do jeitinho encontrado pela assídua colaboradora no impresso e no online.

Vejam os exemplos do Houaiss:

"<tributar uma homenagem a alguém> <um homem a quem todos tributavam grande respeito>".

Deu pra entender que "tributar o Roberto Menescal" é "TAXAR" o artista?

Ainda estamos dando tratos à bola pra entender que imposto estão cobrando do pobre músico e compositor.

O autor de "O barquinho" não merece.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Que língua falamos?

Como eu, o atento amigo acha o fim da picada O Globo ter uma coluna para humilhar quem fala errado, ou para rir de tolices pretensamente infantis, se a equipe responsável pela dita cuja não sabe escrever.

Desafio os colegas que fazem aquilo a:

1) procurar o verbete "PEDIR" num dicionário (de Língua Portuguesa);

2) encontrar a regência "para que" no bendito verbo (em Português).

Peço, encarecidamente, que leiam com atenção.

Peço que leiam, leiam muito.

Peço pelo idioma e pela minha profissão, porque ambos têm sido diariamente maltratados.

Obrigada.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Nem tanto ao céu...


A versão online do Globo é vexaminosa — e o jornal a cada dia perde mais a vergonha também no impresso.

Basta ver (aí na imagem) o erro de concordância que o atento amigo encontrou em chamada de primeira página.

"Nova geração aliam" é dose!

Falando em notícia na internet, é difícil não lembrar da dupla MSN/Veja, que aparece na minha tela toda vez que eu abro o navegador da Microsoft.

Ontem me saiu com um "AFIRMA Janot" depois de uma mui vaga hipótese, algo que "podia ser anulado", "talvez", "quem sabe"...

Colegas, fiquem com o verbo "DIZER", pau pra toda obra. "Fulano diz" não compromete ninguém. "AFIRMA" é categórico, não combina com dúvida, OK?

Também não precisam exagerar e subestimar o QI do leitor como viu outro amigo no iG.

Se um casal vai ter um TERCEIRO filho, é óbvio que já teve DOIS, não é?

sábado, 2 de setembro de 2017

Nem na base do 'copia e cola'!

A bobajada vista aí na imagem foi encontrada pela assídua colaboradora naquela coisa de "moda" do Globo.

Na montagem, dá pra ver que a besteira foi pro online e pro impresso.

O que mais me espanta é que alguém se deu ao trabalho de pesquisar a Ursula ANDRESS num IMDb ou Google da vida, ou não saberia que a atriz nasceu na Suíça.

Mas copiar o nome dela direitinho é difícil, né?

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Alô, publicitários. É pra vocês!

Hoje o puxão de orelha vai pro pessoal da publicidade.

Lendo O Globo, o atento amigo encontrou anúncio de página inteira do Conar, cujo objetivo é demonstrar que há opiniões diversas sobre o conceito de família.

O problema é que as imagens apresentam hipóteses diferentes com texto idêntico — e este tem um baita erro:

Por isto que existe o Conar”.

Nananinanão, gente.

Ou "É por isso que existe o Conar" ou "Por isto É que existe o Conar", com o verbo “ser” bem conjugadinho, OK?

É para evitar essas bobagens que existem dicionários, gramáticas e que tais.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Acho que fumaram unzinho...

O Globo publicou textinho tolo pra contar que a Netflix fez uns potinhos de maconha para promover sua nova série, estrelada pela ótima Kathy Bates.

E lá está:

"Batizada como 'Disjointed', o programa conta a história de uma ex-advogada, que sempre lutou pela causa da canabinoide. Seu sonho, no entanto, sempre foi comandar uma loja de produtos feitos de cannabis".

Hein?!? Batizada "como"? O programa "batizada"? "A" canabinoide?

Pior ainda é ninguém saber usar "no entanto".

Quando a ideia de "lutar pela causa dos canabinoides" se contrapõe à de "ter uma loja de produtos de cannabis"?

Jornalistas deviam saber escrever, mas, porém, todavia, contudo, no entanto, não é o que vemos por aí.

Quando vão aprender?

O título já é horroroso — e bom exemplo da encheção de linguiça que virou O Globo:

"Um namoro que ganhou todos os ingredientes de uma história policial".


No corpo da matéria, a assídua colaboradora encontrou a bendita crase:

"(...) e, quanto à ela, quero que (...)".

A ela, A ele, A quem mais aparecer, informo: aí só existe preposição.

Os responsáveis pelas legendas da HBO também adoram escrever "à todos" (ui!) e outros absurdos.

Como não consigo mais eliminar a legenda dos filmes e séries do NOW, fica difícil não olhar de vez em quando e me desconcentrar.

Não há trama que desligue a minha alma de copidesque.

domingo, 27 de agosto de 2017

O roto falando do esfarrapado


Sempre achei ridícula a coluninha "Entreouvido por aí", em que O Globo esculacha o linguajar do povo como se fosse versado em Português.

Pois hoje um amigo leu lá, nas reproduções de gracinhas sem graça, "numa praçinha do Humaitá" (sic).

Pois é. A pracinha da editora da revistinha tem CEDILHA, acreditem!

Bom, o que esperar de um jornaleco que não sabe que abstêmio é "quem não ingere ou ingere muito pouco bebidas alcoólicas"?

O desconhecimento do idioma pátrio, reproduzido aí na imagem, foi encontrado pelo atento amigo na sexta-feira, em outra coluna, que já foi sóbria, muito tempo atrás.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Um novíssimo idioma


Como se não bastassem os imortais da ABL e suas intermináveis reformas ortográficas — e (des)acordos etc. —, O Globo resolveu reinventar todas as regências do idioma, verbais e nominais.

Vejam mais esta, enviada hoje pela assíduas colaboradora.

De onde tiraram essa preposição "A"?!?

"Pena A alguém", colegas?

Tenho pena do editor que estropiou o Português no título, porque ele certamente estudou menos que o repórter.

Este escreveu que pediram prisão PARA Bendine.

Qual será a pena PARA o ex-presidente do BB? E PARA o titulador?

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Passando a limpo

Alô, Ancelmo!

O que vem a ser essa regência que a assídua colaboradora encontrou hoje na sua coluna?

"Concurso" não é "camisa".

A moça em questão pode dizer que o Google está vinculando seu nome a uma roupa QUE ela sequer PASSOU.

Mas está se falando de um concurso PARA O QUAL ela não passou ou NO QUAL ela sequer ultrapassou a primeira fase.

Com fraude ou sem fraude, a preposição está incorreta.

Mais uma vez, os colegas do Globo não PASSARAM NA prova de Português.

sábado, 19 de agosto de 2017

Mundos, mundos, vastos mundos

A assídua colaboradora encontrou no Globo uma nota pra lá de mal escrita, "Busca desesperada", a respeito de uma criança perdida no atentado em Barcelona.

Vai de coisas como "o furgão SEPAROU ELE (ui!) de sua mãe, quando caminhavam (hã?!)" a "o pai viajou DE SYDNEY para procurar" (não viajou de um lugar a outro, viajou de um lugar, ponto).

Estava aqui fazendo este texto quando recebi mensagem do atento amigo, que, ligado na Globonews, acaba de ouvir o Gabeira, bom conhecedor do Português, repetir o novo cacoete da praça:

"Em vários países do mundo...".

Gente, onde mais os colegas imaginam que há países?!? 

De disparate em disparate...

Leio na página de uma amiga a abertura de matéria do Globo:

"Solange Knowles não vai mais compartilhar seus pensamentos conosco sob a forma de mensagens de 140 caracteres".

Conosco quem, cara pálida?

Da minha xará, só sei que é irmã da Beyoncé (e mesmo desta, sei pouquíssimo).

Os colegas escrevem coisas incríveis atualmente.

Trocam gramas por miligramas no peso de outra coisa com que tenho pouquíssima intimidade: a bola de beisebol (está hoje no Esporte, como leu um colaborador).

Os das assessorias de imprensa são um caso à parte.

Há até quem escreva direitinho — como uma que vende acompanhamento psicológico para quem vive no vermelho, pelo que entendi.

Mas o comunicado dela, enviado para o atento amigo, tem a seguinte chamada:

"Pessoas financeiramente inteligentes usam o dinheiro para realizar sonhos".

O amigo pergunta:

"O que seriam pessoas 'financeiramente inteligentes'?".

Alguém aí sabe responder?

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Vem cá que a 'tia' ensina

Confesso que não entendo o que vem a ser o novíssimo jornalismo.

É relaxado com o texto e, além de erros primários de Português, traz coisas como esta que assídua colaboradora encontrou na capa do Segundo Caderno:

"Estreia de Fulano (...) estreia hoje (...)".

Custava pensar um tiquinho e fazer uma frase menos repetitiva como "Primeiro longa de Fulano estreia hoje"?

O novíssimo jornalismo também não está nem aí pra consistência do que publica, vide as "notícias" do atentado em Barcelona:

"(...) ao menos 13 mortos" (não bastasse a imprecisão, esse "ao menos" é uma escolha horrorosa);
"um dos autores teria sido morto em uma troca de tiros";
"o motorista teria fugido a pé";
"os autores do ataque teriam alugado uma segunda van com o objetivo de fugir após o atropelamento. O jornal espanhol (Tal) disse que a polícia de Barcelona informa que o autor do crime (...)".

Santo telefone sem fio, Batman!

Vai escrever mal e informar nada assim no pré-escolar.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Pavão mais que misterioso

O amigo me enviou matéria do Globo que endeusa Neymar, tem "Capítulo 1" como antetítulo e título em Francês, fala em "reinvenção" do jogador no subtítulo...

Enfim, é uma presepada só, cujo auge está no seguinte parágrafo:

"Aos 22 segundos, na primeira vez em que tocou na bola, o brasileiro lançou do meio de campo para encontrar Di María na grande área, mas o goleiro Johnsson". (sic)

Assim mesmo, ponto final.

Afinal, o que fazia o goleiro Johnsson?

Vai ver o mistério será desvendado no "Capítulo 2" desse folhetim. Eu, hein?

sábado, 12 de agosto de 2017

Erraram o 'alvo'


A péssima campanha de Dia dos Pais da NET começa assim:

"Para aquele que o dever nunca termina".

O que se segue está OK.

São bobagens no mesmo estilo — "para aquele que nunca para", "para aquele que nunca descansa" e outras —, mas não têm erro.

O problema na primeira é que o sujeito do verbo "terminar" é "o dever", não é "o pai" (aquele que...).

Se a galera da publicidade não quer usar "aquele cujo dever nunca termina" ou "aquele para quem o dever etc.", muda a frase.

Só não estropia o Português, por favor.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Zero em coerência e edição

O Globo se esmera, viu?

Tá legal, a festa é punk, inventaram — e não aspearam — um tal de "balzaco" (o substantivo é feminino, tá? Quem leu Balzac sabe por quê), erraram a concordância "dos veterano" (sic), mas o que mais nos intriga (o colega que me enviou esse trem e eu) é: que diabos significa o subtítulo acima?

A frase não faz sentido, não fecha nem por decreto!

A gente sabe que não tem mais revisor no jornal, mas... cadê o editor???

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Uma praga depois da outra

Como eu, o atento amigo não aguenta mais a praga do "após", que já chegou às principais manchetes do Globo impresso.

Ontem estava lá, no alto da primeira página, em letras garrafais:

"Após forte reação, (você sabe quem) recua de alta de imposto".

Custa ser direto, galera?

"Forte reação faz (aquela pessoa) recuar de imposto", por exemplo?

Ninguém se lembra daquela Lei de Newton que diz que "toda ação gera uma reação oposta e de igual intensidade" ou coisa do gênero?

Ninguém sabe que todas as coisas acontecem "antes, durante ou depois" de outras e que jornalista não deve apelar pra firula?

O Português direto, "sem escalas", me fez lembrar de outro achado do amigo, no Submarino:

"afim de viajar barato?" (sic)

Eu estou muito A FIM e, em breve, pretendo ir a Minas, visitar parentes com os quais tenho AFINIDADE além da puramente sanguínea.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O Português na Escandinávia

Outra dúvida que chegou de Copenhague:

"Existe 'campeã' homem?"

Respostas para a redação (do Estadão, de preferência).

Violino ainda desafinado

É, não estão acertando uma com essa história do violino perdido.

Primeiro, O Globo botou o instrumento DENTRO da filha do taxista (está registrado umas duas notas abaixo).

Hoje, diretamente da Dinamarca, recebi a notícia do Extra, com o pertinente comentário:

"Fiquei confuso. Parece que o motorista devolveu o táxi."

Pois é, colegas. Ao contrário de certas operações matemáticas, no Português a ordem dos fatores altera o produto.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

O dia da caça e o da cassação

A coisa está feiíssima! No Brasil e no seu jornalismo.

Ontem, o atento amigo enviou foto do seguinte título, encontrado no impresso:

"Sem emprego, mais com trabalho em casa". Ui!

A conjunção adversativa foi substituída por uma "adição" — provavelmente porque a mídia endossa as reformas que acabam com o emprego e forçam o cidadão a se virar na informalidade.

O Globo, pelo que viu outro amigo, gosta tanto de somar que hoje, no Esporte, fez as vagas na Copa América pularem de duas (no subtítulo) para três (no corpo da matéria).

Pensando bem, isso é pinto perto do editorial — sim, EDITORIAL — que diz:

"O TJS da Venezuela tentou caçar a autoridade da Assembleia Nacional". (sic)

Baixou o Hortelino Troca-Letrascom espingarda e tudo!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Dentro da moça havia um violino

Mal cheguei, já encontrei besteira no Globo. Que coisa!

Não bastasse a muleta sem a qual parece que ninguém mais sabe escrever, desta vez ela ainda criou um cacófato brabo:

"APÓS POST" é forte, colegas!

E como é essa história da "filha do taxista ONDE" o cara deixou o instrumento?!?

Já soube de gaze e até tesoura esquecida dentro de paciente em cirurgia.

Mas um violino?!? Socorro!

domingo, 6 de agosto de 2017

Volta pra escola, galera!

Depois de um ótimo episódio de Game of Thrones, vamos às bobagens do Globo.

Ontem, um colega encontrou um "à partir" (sic) com uma crase de partir coração.

Hoje, eu fui ler matéria sobre a queda do técnico do Flamengo e quase caí dura com outra (sem contar com o festival de desnecessários "após", "durante" etc. pelo caminho).

Queridos todos, simplificando a história: existe crase quando há a preposição E o artigo feminino, tá?

Alguém já leu "AO partir do dia tal"? Ou "não resistiu AO mais um fiasco"?

Pois é. Se não há artigo masculino nesses exemplos, por que haveria o feminino em caso similar?

sábado, 5 de agosto de 2017

Morde o Aurélio!

O que têm na cabeça os editores do "maior jornal do país"?

Recebi mensagem de um amigo, indignado com a frase:

"O depoimento do engenheiro da OAS foi antecipado pela TV Globo".

De fato, do jeito que escreveram, dá a impressão de que a emissora é tão poderosa que manda e desmanda na agenda da Justiça.

Pior ainda foi a chamada enviada pelo atento amigo:

"Tumultos e mordida a 'pixuleco' marcam sessão na Câmara".

Não bastasse o jeito chulo de ser, que invenção é essa de "morde A alguém ou morde A alguma coisa"?!?

Caramba!

Mordam A língua antes de falar besteira, mordam OS dedos antes de publicar bobagem, mordam-se de raiva se consideram o Português muito difícil, mas aprendam a escrever, por favor. O leitor agradece!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Estância X Instância

O atento amigo quase caiu do sofá ao ver, na Globonews, o repórter de Brasília mostrar o processo contra você sabe quem num quadro virtual onde se lia:

"(...) corre na primeira estância." Ui!

Já que os colegas da emissora desconhecem o idioma — não sabem sequer usar o advérbio INDEPENDENTEMENTE! — eu explico o termo jurídico:

INSTÂNCIA é "cada um dos juízos hierarquicamente organizados que sucessivamente conhecem da causa e proferem decisão", OK?

Do jeito que escreveram, o amigo sugere que alguma fazendola gaúcha passou a julgar ações de corrupção — e eu vejo nuvens negras sobre a "Estância Brasil".

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Decifra-me ou te devoro

O Brasil vai descendo a ladeira e levando a língua pátria com ele.

O Globo está publicando em capítulos a "novela real britânica", verdadeira comédia de erros com Português de segunda e tradução de quinta (não ponham a culpa no Google, porque ele é capaz de fazer coisa bem melhor, como já demonstrei aqui).

Uma querida amiga (e colega jornalista) tem acompanhado a trama, hoje dedicada ao "marido de 96 anos da rainha" — será que amanhã vão falar dos maridos de 87, 91, 83...?!?

O último trecho em destaque é um primor esfíngico.

Alguém poderia decifrar pra gente, por favor?