quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Jornalismo gagá

Assista ao vídeo em
 https://www.youtube.com/watch?v=uGSL1dt3vaw

Gente, o jornalismo vai mesmo mal das pernas.
 
E da cabeça, a julgar pelo comentário de um colega veterano na Globonews.

Não bastasse fazer piadinha de mau gosto com a morte da Carrie Fisher, o que significa a frase:

"Muitas celebridades marcando essa perda"?!?

Ficou gagá, só pode.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Presentinhos de Natal do 'Globo'

1) Na página 16 (e justamente no título do editorial!), encontra-se a praga do momento: o "alerta CONTRA", que não existe em Português.

Por favor, já não bastam a zika, a dengue e outras mazelas destacadas na frase horrorosa?

2) Na coluna do Ancelmo, em nota grandona a respeito de 2016, citam as mesmas doenças e me saem com um "inclusive com moléstias (...) como a lepra, 'ONDE' somos o campeão mundial (...)".

Caramba! Onde fica Lepra? Alguém conhece esse lugar?

Que tal o jornal providenciar uma aulinha de ADVÉRBIOS, pro pessoal aprender que eles têm funções diversas, como exprimir circunstâncias de tempo, modo, lugar, qualidade, causa, intensidade, oposição etc.?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Votos demonstrativos

a) estas ; b) essas; c) aquelas frutas
Em 2017, ESTE blog deseja que o pessoal da coluna do Ancelmo aprenda a usar corretamente os pronomes demonstrativos.

É tanto erro que eu até desisto de comentar, mas aqui vão exemplos comuns:

 "Este milionário egípcio que (...)" (Que milionário? Cadê o homem? Não há nem uma foto do Fulano!); "(...) os MPS destes países (...)" (Que países? Sequer há um país citado na nota!); e por aí vamos, ladeira abaixo,

ESTA jornalista que vos escreve informa que ESTE país, no qual vivemos, é o Brasil. E não adianta chorar.

Cacófato presidencial

Quem acha que Temer fala "bonito" desconhece o que são CACÓFATOS.

O Globo devia ter usado um "sic" ao reproduzir a feia declaração, em destaque na capa:

"NUNCA CAÍ de pinguela".

Ou podia ter trocado o som desagradável da frase por um "jamais caí" ou coisa do gênero.

Porque estamos na época...


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Na dúvida, melhor não usar


Recebi com atraso gigante O Globo do dia 17, um sábado, quando sai aquele caderno-jabá de madame.

Numa superficialíssima folheada, encontrei, em destaque, a seguinte crase deslocada:

"(Fulana) pinta de peças de moda à imagens de santos".

Doeu, viu?

Gente metida a nobre tem que saber escrever bem o Português, não é? Nem que seja pra mostrar que cursou bons colégios.

Quem escreveu a coisa feia perdeu as aulas em que foi ensinada a primeira regrinha da crase, em que ela é a soma da preposição com o artigo.

Ou seja, para entrar uma crase naquilo ali, só se a frase começasse a ser construída mais ou menos assim:

"Das peças de moda ÀS imagens de santos, (...)".

Deu pra entender que a preposição "A" foi unida ao artigo plural "AS"?

domingo, 18 de dezembro de 2016

Faz sentido? É importante?

A praga dos irrelevantes — e muitas vezes descabidos — "antes, durante e depois" continua firme no Globo.

Abaixo do Elio Gaspari, encontrei o seguinte título:

"Prefeito eleito no Paraná morre após ser baleado na cabeça".

Esqueça a tragédia e pense na "necessidade" do advérbio.

Não dá pra ser direto?

"Fulano é baleado na cabeça e morre".

Ou havia chance de ele ser baleado na cabeça DEPOIS de morto?

Parafraseando um velho slogan, não basta a notícia ser ruim, tem que esculhambar.