quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Estranha convivência

 Pessoal, estou meio mole, com uma febrinha de nada enchendo a minha santa paciência desde ontem, mas não resisti.

A gentil leitora, que é da área de Comunicação em empresa de viagens, quer entender a "viagem" do redator nesse título — e outros sites de notícia repetiram a coisa.

Como é que alguém "CONVIVE" com cadáveres?

Convivemos com as piores situações no país, convivemos com vírus, nações convivem em paz, convivemos com a família e os amigos em ambientes pequenos ou amplos. Mas com morto?!?

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Educação sexual e literária


 Aproveitando que estou com a mão na massa, o que vocês acham desse trecho destacado pela assídua colaboradora no Globo?

Sadismo É ter prazer com a dor alheia. É próprio do sádico, é seu, é dele. E chega de "educação sexual" por hoje.

Minha amiga brincou, dizendo que nem em "50 tons de cinza" devem escrever tão mal.

Eu já acho que a leitura de qualquer "pornô-soft" pode fazer bem ao texto das crianças jornalistas. Comecem com tramas bem bobinhas, evoluam para "O amante de Lady Chatterley" e vamos ver o que acontece.

Falta de respeito com Nelson Freire


 O amigo me marcou na postagem da Rádio França Internacional e eu, injuriada, não resisti.

O grande pianista Nelson Freire não merece um obituário assim, em "português do brasil" bem minúsculo.

O que é essa abertura? "Durante a vida", crianças?

É nisso que dá essa mania infantiloide de "temporizar" tudo. Ninguém sabe mais escrever sem "antes, durante, após ou depois"?

Como se não bastasse a ridícula e desrespeitosa primeira frase, o que faz esse "mas" no início da segunda? Cadê o sentido?

domingo, 31 de outubro de 2021

Estragos imediatos de alto grau


 A assídua colaboradora encontrou uma "linda" sinopse na Apple TV.

Provavelmente o tradutor ficou na dúvida entre OBCECAÇÃO — aquela coisa que cega o cidadão e tira qualquer um do sério — e sua "prima" OBSESSÃO — que alguns acreditam demoníaca, mas é compulsão mesmo, especialmente quando há poder nada divino envolvido.

Resultou nesse trem híbrido, inexistente no nosso idioma.

Descuidos feios de doer


 De volta ao Rio, o atento amigo encontrou uma pilha de jornais à sua espera — e eu estou aqui esfregando as mãos, porque deve vir "coisa boa" por aí nos próximos dias.

Só para dar um gostinho, ele já me contou que viu um sujeito ser "inquerido" em coluna política do Globo. 

A julgar pelo prefixo, "inquerida" deve ser uma pessoa "não querida", indesejável.

Àqueles submetidos a INQUÉRITO cabe o verbo INQUIRIR, em que o dígrafo "QU" não é seguido por "E", apenas por "I". Confiram na imagem.

A falta que a Cultura faz


 A assídua colaboradora encontrou essas duas besteiras no Globo de hoje (entre outras tantas que com certeza estão lá).

Em mais um caso de regência estropiada, os colegas inventaram um tal de "convergir com" e erraram feio.

Por que não CONVERGIR os caminhos da redação PARA um dicionário? CONVERGIR os esforços PARA garantir um bom texto é sempre uma ótima ideia.

Ao pessoal do Segundo Caderno, informamos que "cinematógrafo" é um aparelho inventado no século XIX. Ele reproduzia as imagens com rapidez e dava a ilusão de movimento.

Até segunda ordem, QUEM FAZ CINEMA é CINEASTA.

Criança contando caso é assim


  Colegas do Globo, leiam a "redação escolar" que vocês publicaram. Espero que a matéria não tenha ido assim para as bancas e para a casa de quem ainda assina o jornal impresso.

No online, o título e o subtítulo são suficientes para o leitor perceber o nível do que vem a seguir — e eu desisti de assinalar os trechos enviados por uma querida amiga, porque a imagem corria o risco de ficar ilegível.

Melhor eu continuar quietinha na minha TOCA e esperar — de MÁSCARA e de TOUCA — a reação de quem ainda se preocupa com o Português.