sábado, 11 de junho de 2011

Disponibilizar não é dispor

Pego o finzinho do “Hoje” e ouço algumas bobagens.

A chamada do “Fantástico” prova uma vez mais que, no Português, a ordem dos fatores pode alterar o produto: “Vamos mostrar os bastidores da despedida de Ronaldo do futebol e da vida particular dele”, disse o apresentador cujo nome é um cacófato. Como assim? O ex-jogador não terá mais uma vida particular? Redator, pare e pense: é só inverter e anunciar que o programa vai exibir os bastidores da vida particular de Ronaldo e de sua despedida do futebol.

Em seguida, numa seção que ensina a arrumar a casa, alguém fala em “disponibilizar” os quadros numa parede. A não ser que se queira correr o risco de visitantes levarem as obras na saída, ao torná-las disponíveis, recomenda-se usar o verbo dispor, que, entre outras coisas, significa “arrumar”, “ordenar”.

Na mesma matéria, uma decoradora arremata o festival de besteiras e comenta que certa tela podia ter “menor” destaque se posta desta ou de outra forma. É “menos” destaque, pessoal. O tamanho do quadro é que faz um ser maior ou menor que outro.

2 comentários:

  1. Não foi clara sua impostação. Tente esclarecer melhor, professor das multidões, sabichão, etc.

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    1. Desculpe, Lucrezio, não entendi. Que impostação?
      E não sou professor das multidões (já imaginou?) ou sabichão. Se fosse, seria sabichona. :)
      Achei que estava tudo bem explicadinho.
      Sinto muito se não lhe agradou. Mas é mesmo impossível agradar a gregos e troianos, não é mesmo?
      Tenha um ótimo fim de semana.

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