sábado, 11 de junho de 2011

Disponibilizar não é dispor

Pego o finzinho do “Hoje” e ouço algumas bobagens.

A chamada do “Fantástico” prova uma vez mais que, no Português, a ordem dos fatores pode alterar o produto: “Vamos mostrar os bastidores da despedida de Ronaldo do futebol e da vida particular dele”, disse o apresentador cujo nome é um cacófato. Como assim? O ex-jogador não terá mais uma vida particular? Redator, pare e pense: é só inverter e anunciar que o programa vai exibir os bastidores da vida particular de Ronaldo e de sua despedida do futebol.

Em seguida, numa seção que ensina a arrumar a casa, alguém fala em “disponibilizar” os quadros numa parede. A não ser que se queira correr o risco de visitantes levarem as obras na saída, ao torná-las disponíveis, recomenda-se usar o verbo dispor, que, entre outras coisas, significa “arrumar”, “ordenar”.

Na mesma matéria, uma decoradora arremata o festival de besteiras e comenta que certa tela podia ter “menor” destaque se posta desta ou de outra forma. É “menos” destaque, pessoal. O tamanho do quadro é que faz um ser maior ou menor que outro.

5 comentários:

  1. Não foi clara sua impostação. Tente esclarecer melhor, professor das multidões, sabichão, etc.

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    1. Desculpe, Lucrezio, não entendi. Que impostação?
      E não sou professor das multidões (já imaginou?) ou sabichão. Se fosse, seria sabichona. :)
      Achei que estava tudo bem explicadinho.
      Sinto muito se não lhe agradou. Mas é mesmo impossível agradar a gregos e troianos, não é mesmo?
      Tenha um ótimo fim de semana.

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  2. Pra começar, aqui não se sabe se ele ou ela que fala; pior que tem esse maldito você, no brasileiro, que serve pra ambos os sexos. entre outras aberrações da língua que brasileiro gosta de badernar, destacando-se por sua ignorância e ainda faz propaganda disso. Pode? Que ridículo. De Gaulle dissera não sério desse país; eu já digo ridículo, palhaço, vergonha, abominação, etc

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  3. Ainda, por falar em Pasquale e outros que se dizem professores de língua, dicionaristas brasileiros, etc, todos eles vêem com verbetes.invés de sinônimos; sem contar de burrices, porque mal sabem a língua portuguesa, ou, fingem de saber.Sem contar que a maioria tropeça na forma ou significado das palavras. Ex, coitar e coutar; personagem que fazem plural masculino e feminino, também, quando é somente feminino, porque a palavra procede do latim, caso neutro; como criança, onde não está definido o sexo. Mas aqui, como em outras língua neolatinas, todo mundo confunde isto, até o italiano, no caso. Pois todas as palavras com terminação em agem, em português, são de gênero feminino,como em vagem, triagem, vadiagem, carruagem, bagagem, etc, como utras terminações similares, tais como ferrugem, fuligem, são sempre de gênero feminino. Portanto, personagem segue mesma carruagem, sempre no feminino, porque em regra, indicam multidão, coletividade, pluralidade, quantidade, coisa indefinida, que em latim, seria neutro. Deu pra entender professora dos asnos? Sim, porque jornalista me lembra algo que não posso dizer aqui, já. Aliás, o que temos de imprensa, hoje? Só prostituição literária. Veja a fala desses panacas! E tchau mesmo!

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  4. Se você notar, todos os dicionaristas daqui, inclusive o Aurélio, que segundo o judiciário serio o maioral, porque é puxa-saco brasileiro, nenhum deles sabe etimologia certa. A maioria apela pro estrangeiro, esquecendo-se do latim, sinal que nunca estudaram isso. Para conhecer-se uma língua bem precisa pegar as origem. Ponto e basta, por hoje e sempre, porque brasileiro é incorrigível, mal-educado, cafona, palhaço, ladão, bastardo, revoltado, etc.

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