sexta-feira, 11 de abril de 2014

'Born in New Zeland'

Lendo hoje o Globo de ontem, encontro o texto-legenda "A diversão oficial do príncipe", que começa assim:

"O príncipe George, terceiro na linha de sucessão ao trono britânico, brincou COM OUTRAS DEZ CRIANÇAS NEOZELANDESAS de sua idade."

Hã? Alguém aí sabia que o simpático e bochechudo principezinho é neozelandês?

'Lórence' e 'Lorrance'

A coluna Gente Boba é mesmo criativa.

Hoje, além de comer a crase que deveria estar presente em "assistir à exibição", na nota principal, inventou uma personagem inexistente na cena teatral brasileira: Jacqueline Lawrence!

Se os colegas desconhecem a atriz e diretora Jacqueline Laurence, nascida na França, deviam ao menos consultar o Google antes de escrever besteira, né?

terça-feira, 8 de abril de 2014

A base da porcaria

Desde pequena, ouvi dos meus pais:

"A economia é a base da porcaria."

Hoje, vejo exemplos disso por toda parte, especialmente na minha profissão, em que copidesques e revisores foram substituídos pelos não remunerados corretores eletrônicos.

Dá nisso: Dilma grávida a essa altura da vida (o que até seria possível com os avanços da Genética, mas eu não recomendaria a ninguém na minha faixa etária). Vejam aí.

Sem futuro e sem fim

Não é só o uso das preposições que os colegas estão reinventando.

No novíssimo idioma da República Federativa do Bobajal, verbos também têm sofrido "intervenções".

O futuro, ao que parece, ninguém viu na escola — e tome de ouvir "se ele FAZER", entre outras conjugações de romper os tímpanos.

Outro exemplo?

O Globo, mestre em lançar modismos, saiu-se com essa dia desses, no Segundo Caderno.

A pérola, intitulada "Obra em Progresso", começa assim:

"O pernambucano Derlon Almeida vem pintando casas de 72 famílias no Ceará. Nos trabalhos, ele (...)".

Um amigo que leu a "preciosidade" pergunta:

"Vem pintando? Há quanto tempo? Simultaneamente?"

Procede.

O bêbado e o jornalista

Caramba!

Acabo de ler que a Globonews grafou "EMBRIAGUÊS" e tascou o trambolho na tela da TV, ferindo os olhos de alguns colegas, justamente no Dia do Jornalista.

Quem terá bebido tanto que passou da embriaguez a esse estado de completo desacerto com o idioma?

Cabe slogan: se beber, não escreva.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Derrapagem na esquina

No Dia do Jornalista, nada como receber colaboração do atento amigo, que detetou mais uma invencionice dos colegas.

Alguém se lembra das divisas e das esquinas?

Pois é.

Antigamente dizíamos coisas como "Fulano mora na esquina da Santa Clara com Tonelero", "o sítio fica na divisa dos municípios X e Y", ou "é logo depois da divisa Rio-Minas" e assim por diante.

Agora, o "Novíssimo Português" ganhou a "ESQUINA ENTRE" ruas e a "DIVISA ENTRE" estados, cidades etc.

Vejam este exemplo, pescado na edição de ontem do jornal O Dia:

"Identificados como (Sicrano) e (Beltrano), eles são do Morro do Castro, no bairro Tenente Jardim — na divisa ENTRE os municípios de Niterói e São Gonçalo."

Um conselho? Antes de inventar moda, vá ver se o ENTRE está na esquina.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Imposição difícil de engolir

O governo resolveu que todo canal pago estrangeiro tem que ter um tanto de programação brasileira.

Não vou aqui mexer no vespeiro que é saber quem ganha com esse negócio, mas não acho a menor graça quando escuto batucada na BBC HD.

Pior ainda é pôr pra ver o "Fashion Police" que estava gravado e ouvir, em chamada de um novo programa da "cota nacional", uma moça dizer que vai mostrar "o LIFESTYLE saudável" de uma celebridade qualquer.

Que tal ensinarem Português pra galera antes de empurrar produção de quinta na goela do público pagante?

No mesmo E!, por exemplo, "Hot ticket" continua sendo traduzido como "MULTA quente", apesar de se referir ao principal evento da semana na única atração decente que há por lá.