domingo, 1 de novembro de 2015

Na dúvida, evite


O Globo mata a "causa" em prol da "conta" (ai, a quantificação!) e está com mania de usar "em" pra qualquer coisa.

Além de um horroroso "tenho direito em fazer" (é "DE", tá?), encontrei hoje no jornal uma enormidade de "sonhar em isso" e "sonhar em aquilo".

Teriam essas pessoas sonhado EM preto e branco, EM cores, NA cama ou NO sofá?

Só há um caso em que o "em" é aceito com o verbo "sonhar". Melhor evitá-lo pra não escrever bobagem, concordam?

sábado, 31 de outubro de 2015

A passos rápidos

Só agora li na página de um amigo essa "belezura" dita na TV.

Ao ouvir o repórter da Globonews informar que "a Dutra está andando bem", o amigo se espantou:

"Pra onde vai essa aloprada?!?"

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Uma quantidade de bobagem

Um ex-colega do Globo encontrou hoje, no pé de matéria sobre gastos absurdos do governo com mordomias, a seguinte pérola:

"A quantia de servidores autorizados a estender o horário de trabalho (...)".

Como ele, eu me espantei.

"QUANTIA" de servidores?!? O que é isso, minha gente?

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

O que eles têm contra o idioma?

O que é isso, gente?

"Violência à mulher" em chamada de capa, "se confraternizaram" na primeira nota do Ancelmo...

Onde os novos colegas aprendem esses disparates?

Relembrando a lição de casa:

1) O verbo "confraternizar" pode ser transitivo direto, transitivo indireto e intransitivo e NÃO É pronominal. A gente confraterniza. E ponto!

2) Um ato violento parte "DE" alguém "CONTRA" outro alguém ou alguma coisa, OK? Campanhas pelo fim da violência CONTRA as mulheres acontecem faz tempo.

O Globo não fornece mais dicionário pros jornalistas?

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Cadê o texto de gente grande?

A coisa está feia no Globo. Vejam os títulos:

"Segunda fase da redução dos ônibus começa neste sábado".

"Integração ônibus-trens aumenta amanhã".

"Após extradição, Henrique Pizzolato retorna a Brasília".

Agora, vamos por partes:

1) a frota terá micro-ônibus no lugar dos grandões habituais?

2) haverá maior número de veículos integrados?

3) ainda não perceberam que TUDO acontece depois de alguma coisa e que essa bengala ("após") já encheu?

Dou a palavra ao atento amigo, que ainda comenta o subtítulo desta última pérola, "Com escala em Guarulhos, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil foi levado à capital federal em jato da PF (...)":

"Pra que falar na escala em Guarulhos? Desembarcou para alguma coisa? Claro que não. É que não existe voo direto da Itália pra Brasília. O parque de diversões do jornal está cheio de crianças." Pois é...

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Desatenção gera desconforto

Vírgulas separando sujeito do verbo e frases como as duas que reproduzo abaixo viraram rotina no Segundo Caderno:

"Essa é uma história da qual não me canso de contar".

"Não é o tipo de cena que fico mais confortável".

Na primeira (que deveria começar com "ESTA", já que está colada à informação), inverta e me diga: alguém conta DA história?

Não. Conta-se UMA história (ou A história). O que faz o "DE" no texto é inexplicável.

Na segunda, não é a cena que fica ou não fica confortável. Então, o ator (ou o repórter, em seu lugar) deve dizer:

"Não é o tipo de cena EM QUE fico (...)".

Um tiquinho de atenção pode melhorar muito as coisas no jornal — e tornar a leitura mais confortável.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Adjetivo certo na língua idem

Antes que eu me esqueça — e que vire praga: bora parar com essa bobagem de chamar cenas EXPLÍCITAS (de sexo, violência etc.) de "gráficas"?

A língua é viva, incorpora elementos de outros idiomas, mas tudo tem limite.

Se há uma palavra em Português, por que substituí-la por outra, em Inglês?

Os jornalistas estão exagerando na demonstração de que a profissão exige muito mais que se seja fluente na língua alheia.

São EXPLÍCITOS. (ou preferem que eu desenhe?)