As três "gracinhas" do Globo são uma cortesia da assídua colaboradora.
Juntei numa imagem só, pra facilitar.
Que o povo fale "mordido de cobra", eu entendo.
Que o "Sempre Ele" repita, não.
Jornalista tem que seguir a norma culta e escrever "mordido POR cobra".
Em outra coluna, pra variar, temos uma regência estropiada.
Amores meus, o verbo ENCAIXAR pode ser pronominal, intransitivo e transitivo direto.
Não me venham com "indiretas", porque ninguém "encaixa ao" coisa alguma.
Quanto à abertura da matéria do Boa Chance, por onde começar?
Antetítulo, título e subtítulo são confusos até no visual.
Dizer que "uns bons e outros, não" é o óbvio ululante.
Agora, afirmar que TODOS assumiram sem preparo é forte não é, não?
Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
domingo, 13 de outubro de 2019
Uma delicadeza inexplicável
Enquanto eu vou à cozinha preparar um canecão de café, alguém pode explicar pro amigo o que o G1 quis dizer com "ferimentos delicados"?
Serão ferimentos QUASE IMPERCEPTÍVEIS ou são tão graves que EXIGEM PRUDÊNCIA e muita CAUTELA no trato?
sábado, 12 de outubro de 2019
Temas pra lá de batidos
Nota rapidíssima, porque hoje é sábado.
Cheia de razão, a assídua colaboradora estranhou a regência estropiada do Globo.
Caros colegas, não confundam BATER — um carro pode bater EM outro (o verbo é altamente "volúvel") — com COLIDIR — a carreta COLIDIU CONTRA um carro ou OS VEÍCULOS COLIDIRAM (e ponto final).
Aproveito para lembrar, pela enésima vez, que expressões como "por volta de" combinam com números redondos, não com horário de trem britânico.
Já a manchete do site de notícias de Brasília dispensa comentários, não é?
Mas eu vou contar o que disse o amigo que me enviou:
"Pelo menos ele não morreu antes". Pois é.
Cheia de razão, a assídua colaboradora estranhou a regência estropiada do Globo.
Caros colegas, não confundam BATER — um carro pode bater EM outro (o verbo é altamente "volúvel") — com COLIDIR — a carreta COLIDIU CONTRA um carro ou OS VEÍCULOS COLIDIRAM (e ponto final).
Aproveito para lembrar, pela enésima vez, que expressões como "por volta de" combinam com números redondos, não com horário de trem britânico.
Já a manchete do site de notícias de Brasília dispensa comentários, não é?
Mas eu vou contar o que disse o amigo que me enviou:
"Pelo menos ele não morreu antes". Pois é.
Murro em ponta de faca
A humanidade está perdida se decidir tentar salvar o planeta se guiando pelo Grupo Globo.
Acabei de ler o título aí da imagem e duvido que uma mulher esclarecida como a Jane Fonda tenha "protestado contra as mudanças climáticas", porque isso seria uma idiotice — já imaginaram as rugas de preocupação do clima?
Quero crer que ela esteja indignada com a falta de inciativa dos governantes que, lá como cá, tratam o tema como balela e não tomam providência alguma para pôr um freio em tudo que têm provocado essas mudanças e buscar soluções para os estragos que elas vêm fazendo mundo afora.
Estranhamento similar teve o atento amigo poucos dias atrás, ao ouvir bobagem muito parecida no Jornal Nacional, em matéria que falava de "conter as mudanças climáticas".
Como ele bem lembrou, a palavra de ordem é resiliência. É hora de se adaptar e encontrar os melhores meios para enfrentar as consequências.
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Bobagens 'de véspera'
Seguem (seguem mesmo, não "continuam") mais duas "lindezas" enviadas pela assídua colaboradora — ambas me aguardavam aqui desde ontem.
A da Folha — "Mantido ritmo (vírgula)" — é inexplicável, "incomentável" (merece vocábulo novo e estrambótico, não?).
A do Globo cai na repetitiva constatação de que ninguém mais sabe regência (verbal ou nominal) e se preocupa em consultar um dicionário pra não escrever besteira.
Meninos e meninas, MP significa Ministério Público. Então.
Podemos comunicar um caso de abuso AO MP.
Se MP aí fosse, sei lá, Medida Provisória, caberia dizer "comunicou A MP (a quem quer que seja)".
O verbo COMUNICAR tem regências e significados variadíssimos — e eu aproveito para comunicar que, assim como INFORMAR, ele não combina com a preposição SOBRE.
Pois é, tem um "informar sobre" em destaque no alto da mesma matéria.
E mais não li, para nada mais encontrar.
A da Folha — "Mantido ritmo (vírgula)" — é inexplicável, "incomentável" (merece vocábulo novo e estrambótico, não?).
A do Globo cai na repetitiva constatação de que ninguém mais sabe regência (verbal ou nominal) e se preocupa em consultar um dicionário pra não escrever besteira.
Meninos e meninas, MP significa Ministério Público. Então.
Podemos comunicar um caso de abuso AO MP.
Se MP aí fosse, sei lá, Medida Provisória, caberia dizer "comunicou A MP (a quem quer que seja)".
O verbo COMUNICAR tem regências e significados variadíssimos — e eu aproveito para comunicar que, assim como INFORMAR, ele não combina com a preposição SOBRE.
Pois é, tem um "informar sobre" em destaque no alto da mesma matéria.
E mais não li, para nada mais encontrar.
Estropiamento e estranheza
Crianças, muita atenção, porque está nascendo mais um modismo estropiador de regência no Novíssimo Jornalismo.
Todas as "gracinhas" da imagem foram enviadas pela assídua colaboradora, que, como eu, achou esquisita essa história de "criar regras aos", "criar estímulos a" e por aí vamos, ladeira abaixo.
Se gostam tanto da preposição, que tal, no primeiro caso, trocar o verbo CRIAR pelo verbo IMPOR?
O segundo não me inspira muito.
Talvez "Rio vai estimular turismo com eventos e voos promocionais"? "Ofertas em voos e eventos devem reaquecer turismo no Rio"?
Ah, sim, quase me esqueço da manchete do alto, em que o "após", depois de muito, muito tempo, faz sentido.
"IR" é um verbo irregular — e pode ficar feio de doer, como no título em questão.
"Elas vão" pode ser presente do indicativo (eu vou, ela vai etc.), presente do subjuntivo (que eu vá e que ela vá também) e imperativo afirmativo (vá pra você sabe onde; eu não vou porque, neste caso, não há conjugação na primeira pessoa).
Não dava pra evitar o estranhamento com um "permite que mulheres VOLTEM a estádios para ver (...)" ou coisa do gênero?
Todas as "gracinhas" da imagem foram enviadas pela assídua colaboradora, que, como eu, achou esquisita essa história de "criar regras aos", "criar estímulos a" e por aí vamos, ladeira abaixo.
Se gostam tanto da preposição, que tal, no primeiro caso, trocar o verbo CRIAR pelo verbo IMPOR?
O segundo não me inspira muito.
Talvez "Rio vai estimular turismo com eventos e voos promocionais"? "Ofertas em voos e eventos devem reaquecer turismo no Rio"?
Ah, sim, quase me esqueço da manchete do alto, em que o "após", depois de muito, muito tempo, faz sentido.
"IR" é um verbo irregular — e pode ficar feio de doer, como no título em questão.
"Elas vão" pode ser presente do indicativo (eu vou, ela vai etc.), presente do subjuntivo (que eu vá e que ela vá também) e imperativo afirmativo (vá pra você sabe onde; eu não vou porque, neste caso, não há conjugação na primeira pessoa).
Não dava pra evitar o estranhamento com um "permite que mulheres VOLTEM a estádios para ver (...)" ou coisa do gênero?
Mais respeito com João Cabral
Pessoal da Folha Ilustrada, o saudoso João Cabral de Melo Neto não merece um texto desses.
A assídua colaboradora mandou uma seleção dos "piores momentos".
"A vida dele ele", gente?!?
"Afeito ou não, os versos (...)"?!? Não seria o João?
Também não entendemos a "economia porca" da Alfaguara, que vai lançar apenas "dois exemplares" da obra completa do João.
Uau! Não seriam DOIS VOLUMES? Faz mais sentido, concordam?
É só parar um pouquinho e pensar na importância "do autor", "do escritor", do "poeta" e do que mais vocês inventarem para não repetir o nome do grande João Cabral.
Pra não perder o embalo, pergunto aos entendidos: há mesmo necessidade de chamar EDITOR de "publisher"?
A assídua colaboradora mandou uma seleção dos "piores momentos".
"A vida dele ele", gente?!?
"Afeito ou não, os versos (...)"?!? Não seria o João?
Também não entendemos a "economia porca" da Alfaguara, que vai lançar apenas "dois exemplares" da obra completa do João.
Uau! Não seriam DOIS VOLUMES? Faz mais sentido, concordam?
É só parar um pouquinho e pensar na importância "do autor", "do escritor", do "poeta" e do que mais vocês inventarem para não repetir o nome do grande João Cabral.
Pra não perder o embalo, pergunto aos entendidos: há mesmo necessidade de chamar EDITOR de "publisher"?
Assinar:
Postagens (Atom)

