domingo, 24 de janeiro de 2021

Discordância numeral



Amamos — a assídua colaboradora e eu — a Fiocruz, vacina, pesquisas científicas e que tais.

Porém, a assessoria da Fundação deixa a desejar.

"Duas milhões", pessoal? Jura?

Também dá pra melhorar o texto, pra não ficar repetindo "sair sairão", "vacina vacinação"...

Experimentem "os caminhões começarão a ser LIBERADOS", "a primeira APLICAÇÃO da vacina" etc. Não faltam opções.

Artista de circo?


A assídua colaboradora não se conformou ao ler o obituário de Larry King no Globo.

Com razão, ela acha que transformaram o ótimo entrevistador da TV americana em contorcionista.

Leiam e vejam se estamos exagerando — uso "nós" porque concordo com ela.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

É uma conjectura? Uma suposição?


A gracinha foi enviada pela assídua colaboradora.

Ela se espantou com o inexplicável "por pressuposto". Eu caí na gargalhada.

De onde veio?

Do Ancelmo Sempre Ele Gois, "por supuesto".

Estamos virando uma nação de analfabetos trilíngues.

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Usando a imaginação


O atento amigo me enviou a matéria em que se lê a regência estropiada no subtítulo: 

"ação mira sobre a (...)"

Caramba, quando não tem "após" ou "por conta" é "sobre"?!

"Mirar EM CIMA da fraude" deve ser alguma coisa como esse nonsense que eu montei na ilustração. No mínimo.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Uai, que trem é esse?


O colega de Minas viu essa chamada, estranhou e mandou pra mim.

Também não entendi a história, mas estou em estado de choque, porque recebi hoje IPTU, conta de luz absurda e plano de saúde com aumento estratosférico.

O calor do Rio também embota os neurônios. 

Alguém pode nos explicar essa miscelânea de preposição e conjunção?

Um usa, outro cria "e" "com"...?!?

domingo, 17 de janeiro de 2021

Acidentes mil. Após, é claro


Ontem recebi vários trechos desse horror do Globo online, que já começa com um "acidente ocorrido após a colisão entre duas lanchas".

Evidentemente, não passa pela cabeça dos jovens colegas que a colisão É o acidente. Caso contrário, onde eles enfiariam o "após"? (sugestões para a redação do jornal.)

Temos "pessoas filmaram" — "imagine gaivotas e merluzas filmando", comentou uma amiga. 

Pois é. Somos do tempo em que notícia não era um cão morder alguém, mas o homem morder o cachorro.

Há as absurdas "vítimas fatais" — ou seja, mesmo feridas, elas saíram matando. Ou ninguém aprendeu que FATAL é o que mata, como um veneno, um tiro, uma ditadura, ou um genocida?

E tem mais, muito mais... O "contato às famílias" (Santa Regência, Batman!), o "resgate que resgata" como o coqueiro que dá coco...

Se forem ler tudo, tenham um lenço à mão: o conjunto da obra é de chorar.

sábado, 16 de janeiro de 2021

Bobagens de ontem


Caros amigos, o ritmo de postagem está lento por vários motivos, entre os quais se destaca o calor acachapante do Rio, intensificador da preguiça "quarentênica".

O atento amigo pescou duas pérolas ontem.

PARA ONDE vai esse avião?

Seja PARA ONDE for, leva com ele a regência estropiada no Globo.

No mesmo jornal, o anúncio de página inteira da Petrobras abre uma lista com o bendito "preço caro", que inexiste — o preço é alto ou baixo, a gasolina pode ser cara ou barata.

Meu querido amigo desconfia que o infante redator da Propeg saiu do Jardim Pequeno Jornalista e fez estágio na coluna do Ancelmo.