O atento amigo leu ontem, no Globo, "o anúncio cavalar" da novela "Babilônia". Diz o texto:
"A ambição nasce do coração.
E pode ser voraz. Obcecada.
Que ninguém pode parar."
Com toda razão, o amigo quer saber:
"O que é esse 'QUE' da última frase? A que ele se refere, já que é nitidamente um pronome relativo? Ambição? Coração?"
Uma boa sugestão dele pra fechar a frase é:
"TÃO FORTE QUE ninguém pode parar." Faz sentido.
Um pouco das besteiras lidas e ouvidas aqui e acolá.
E um pouco das coisas boas também, que ninguém é de ferro.
(infelizmente, estas estão cada vez mais raras...)
segunda-feira, 16 de março de 2015
Essa nova língua é um espanto
Vejam a pérola que o atento amigo pescou no Correio Sul-Goiano, em notícia de acidente com dois sobreviventes:
"Os dois foram encontrados conscientes e VERBALIZANDO, sem suspeita de fraturas ou traumas graves."
Preciso "verbalizar" mais?
domingo, 15 de março de 2015
DO PC e de outros males
A assídua colaboradora não se conforma com essa história de menores serem "apreendidos". Eu, idem. Acho que eles são automaticamente postos no mesmo nível de drogas, armas, mercadorias contrabandeadas etc.
Não sei de que cabeça brotou a infeliz ideia, mas é coisa mais ou menos recente.
Já o "COMEÇA NOVA REGRA" que a colaboradora achou, também em título, no Globo de hoje, no meu tempo por lá dava demissão.
Que tal "começa a valer", "a vigorar"...?
Depois de uma novidade, vem outra
Por que essa necessidade atual de precisar o instante exato de um ferimento ou de uma morte?
Os colegas não se dão conta do ridículo da coisa?
Vejam só o que o atento amigo encontrou em manchete da CBN:
"Homem e criança se ferem APÓS ataque de cães no Rio".
Com razão, ele se irrita com essa papagaiada de gente se ferindo "APÓS" ataques, atropelamentos etc.
Eu fiquei imaginando: vai ver as duas pessoas correram tanto que, depois de alguns quilômetros, tomaram um baita tombo e se machucaram feio.
Escrevi "depois" e me lembrei que o amigo também não entende por que esta palavra está sumindo.
Provavelmente os editores acham "após" mais chique e querem enterrar o "depois" no mesmo cemitério onde jaz a "causa", soterrada pela "conta".
Ô trem, sô!
Os colegas não se dão conta do ridículo da coisa?
Vejam só o que o atento amigo encontrou em manchete da CBN:
"Homem e criança se ferem APÓS ataque de cães no Rio".
Com razão, ele se irrita com essa papagaiada de gente se ferindo "APÓS" ataques, atropelamentos etc.
Eu fiquei imaginando: vai ver as duas pessoas correram tanto que, depois de alguns quilômetros, tomaram um baita tombo e se machucaram feio.
Escrevi "depois" e me lembrei que o amigo também não entende por que esta palavra está sumindo.
Provavelmente os editores acham "após" mais chique e querem enterrar o "depois" no mesmo cemitério onde jaz a "causa", soterrada pela "conta".
Ô trem, sô!
sábado, 14 de março de 2015
Como gostam de inventar moda!
Ah, os modismos e as invencionices...
Primeiro, criaram a "gourmetização" — que nada mais é do que fantasiar de metida a chique uma iguaria popular pra vendê-la a preços astronômicos.
Agora, vejo em Gente Boba que se "gourmetizam" pessoas também, como os passeadores de cachorros.
Se é pro profissional ficar mais "agradável ao paladar", quero o meu belo, simpático e talentoso como o John Barrowman aí da foto, OK?
Primeiro, criaram a "gourmetização" — que nada mais é do que fantasiar de metida a chique uma iguaria popular pra vendê-la a preços astronômicos.
Agora, vejo em Gente Boba que se "gourmetizam" pessoas também, como os passeadores de cachorros.
Se é pro profissional ficar mais "agradável ao paladar", quero o meu belo, simpático e talentoso como o John Barrowman aí da foto, OK?
'Foca' na 'encubada'! Depois, traduz
Fazia tempo que eu tinha deixado a foquinha em paz.
E não por não ter ganas de atirá-la nos colegas que parecem saber mais Inglês do que Português, mas por estar muito atarefada.
Como o invisível "Batata", do quadro "Jardim Urgente", detesto esse tal de "foca aqui", "foca acolá" — acho que o pessoal não entendeu a ironia do programa.
Hoje, o "troféu" vai para o "FOCA NA TV", como está num ridículo título do Segundo Caderno.
Falando no Segundão, o que vem a ser uma "FÃ ENCUBADA" que a assídua colaboradora encontrou na matéria de capa do dito cujo?!?
E não por não ter ganas de atirá-la nos colegas que parecem saber mais Inglês do que Português, mas por estar muito atarefada.
Como o invisível "Batata", do quadro "Jardim Urgente", detesto esse tal de "foca aqui", "foca acolá" — acho que o pessoal não entendeu a ironia do programa.
Hoje, o "troféu" vai para o "FOCA NA TV", como está num ridículo título do Segundo Caderno.
Falando no Segundão, o que vem a ser uma "FÃ ENCUBADA" que a assídua colaboradora encontrou na matéria de capa do dito cujo?!?
quinta-feira, 5 de março de 2015
Ou uma coisa ou outra
Mais uma da assídua colaboradora, que desconfia que o redator do Extra desconhece a palavra "simultâneo".
Está lá:
"Os clientes de uma casa de prostituição em Copacabana ficaram sem entender nada com o sumiço repentino e ao mesmo tempo de 18 moças que trabalhavam no local, na madrugada da última sexta-feira".
"Ficaram sem entender nada" já é feio de doer, mas "repentino e ao mesmo tempo" só não bate o "primor" que eu li na Revista de TV, em entrevista com a Viola Davis, de quem sou fã.
Segundo a repórter, "a atriz relutou e aceitou logo de cara" o papel numa série de TV. Tá difícil, viu?
Está lá:
"Os clientes de uma casa de prostituição em Copacabana ficaram sem entender nada com o sumiço repentino e ao mesmo tempo de 18 moças que trabalhavam no local, na madrugada da última sexta-feira".
"Ficaram sem entender nada" já é feio de doer, mas "repentino e ao mesmo tempo" só não bate o "primor" que eu li na Revista de TV, em entrevista com a Viola Davis, de quem sou fã.
Segundo a repórter, "a atriz relutou e aceitou logo de cara" o papel numa série de TV. Tá difícil, viu?
Assinar:
Postagens (Atom)




